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O Sol Se Põe em São Paulo

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O Sol Se Põe em São Paulo

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Autor: Bernardo Carvalho  

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 164

Ano de edição: 2007

Peso: 245 g

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Bom
Marcio Mafra
21/10/2007 às 16:35
Brasília - DF

O Sol se põe....é livro de arquitetura complicada e difícil. O autor gasta mais de 90 paginas com o "intróito" da história. É muita explicação para uma história tão simplória. São informações que o autor entendeu necessárias para o leitor acompanhar a narração depois da chegada do personagem ao Japão. É como quem vai contar um fato e fica dando tanta volta, até que alguém toma coragem e fala: "anda logo, conclui a história". Não é incomum assistir a palestrantes que perdem o rumo, mas certamente é incomum encontrar autor que perde o fio da meada e tenha dificuldade para chegar ao final de história escrita. Então, quando o personagem chega ao Japão, ele que era um descendente de japoneses, porém desligado da cultura de seus ancestrais, fica sem chão e sem alma - como que num conflito cultural - ante os fatos históricos que lhe contara Setsuko, a dona do restaurante, porque diante dela, ele adotava a postura de um escritor. Afinal


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História de um publicitário desempregado, que freqüentava o restaurante Seiyoken, no bairro da Liberdade, em São Paulo e que vai até ao Japão, para investigar um crime. A viagem é patrocinada por Setsuko, dona do restaurante, porque ela pensa que ele é um escritor. No Japão, ele descobre que o crime passa pelo triângulo amoroso dos personagens Michiyo, uma moça de boa família, Jokichi, filho de famoso industrial e Masukichi um ator de kyogen.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

..."Passados quase dez anos sem dar as caras, agora que estava desempregado e separado da minha mulher, depois de me foder por nada, trabalhando como redator de comerciais de uma agência de publicidade, eu voltava de vez em quando ao Seiyoken. Os garçons eram os mesmos e me tratavam como se eu fosse um velho conhecido. Pensando bem, o mais certo seria dizer que, se até então eu não a percebera, era porque ela não se fazia ver. E encontros como aquele esperam a hora certa. Era uma velha discreta, que uma noite saiu do seu canto debaixo da escada, como uma aparição, para me impor o mistério do seu recolhimento. Sempre que estava sozinho, eu preferia ficar no balcão. Pelo menos tinha a companhia do sushiman. Uma vez, lá pelas tantas, quando já não restava ninguém no restaurante, a velha que eu nunca tinha percebido saiu de trás da caixa registradora onde passava as noites - deve ter se levantado e se aproximado furtivamente, porque só a notei quando já estava ao meu lado - e foi direto ao assunto: "O senhor é escritor?". Fiquei mudo. ..." Trecho: ..."quando o otimismo desenvolvimentista fez de São Paulo a sua ponta-de-lança industrial - e quando o meu pai, filho de agricultores do interior do Paraná, se mudou para a cidade e abriu uma firma de luminosos em sociedade com um primo distante, de Fukuoka, que começara a ganhar dinheiro com o fim da ocupação aliada do Japão...." Trecho: ...Ele não tinha previsto os sentimentos. No início, pensou que nada fosse mais importante que os seus objetivos. Não espanta que tenha levado tanto tempo para alcançá-los. Por mais contraditório que pareça, foi a proximidade do nascimento da primeira filha que por fim o levou à ação. Ele tinha pensado em se matar depois de matar o conde e revelar ao mundo as suas razões. Ainda achava que fosse capaz. Mas para isso não podia conhecer a filha. Temia fraquejar. E que já não tivesse forças nem convicção depois de ver a menina. Tinha que matar e se matar antes de ela nascer. O que eu não lhe disse, Masukichi, mas é fácil deduzir, é que o sogro de Teruo, sendo um importante proprietário de terras da região, evidentemente também freqüentava aquele círculo. Graças ao sogro, Teruo fora recebido pela elite dos colonos como se fosse um deles. Encontravam-se em reuniões semanais, cada vez numa fazenda. Na noite do "acidente", Terno saiu antes de a reunião acabar, com o pretexto de ter que acordar cedo para acertar a compra de um trator em Lins. Em vez de voltar para casa, atravessou os campos a pé no meio da noite e esperou o conde chegar a suas terras antes de interpelá-lo como um fantasma, antes que ele tivesse tempo de se aproximar da casa, construída longe da estrada de acesso. Terno o matou, de madrugada, depois de lhe dizer a que vinha e qual era a sua sentença. Bateu a cabeça do criminoso de guerra contra uma pedra. Antes, porém, enquanto segurava a cabeça do conde embriagado, repetiu o seu nome bem claro, para que ele ouvisse: Jokichi, para que o primo do imperador não tivesse nenhuma dúvida. Disse que se chamava Jokichi e que estava ali para vingar a morte de Seiji. A mim, três meses antes de morrer, ele também repetiu a última coisa que disse ao conde: "Temos mais em comum do que você imagina. E é isso que mais me enoja. Nós dois sobrevivemos graças ao mesmo homem"


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Ali por abril ou maio, pouco antes da Flip 2007, dez entre dez jornais festejavam o Bernardo Carvalho. Alguns chegaram a dizer que "Bernardo Carvalho" deveria ser declardo o melhor escritor brasileiro da atualidade. Tremeu o céu, a terra e o inferno, além do purgatório, em dezenas de mausoléus de famosos membros da Academia Brasileira de Letras. Quem disse isso foi um cara chamado Lucas Murtinho, comentarista do Blog "Bonjour La France". Durante o tempo que precede a Flip, assim como o tempo em que ela se realiza, leitores são acometidos de literatice, virose que os deixa abestalhados e intoxicados, sujeitando-os ao amolecimento cerebral, podendo advir sérias conseqüências do tipo quebra, arqueamento ou rachaduras da conta corrente e do cartão de crédito. Esta virose provocou a compra de dois títulos do festejado autor, que, surpreendentemente não foi à Flip.


 

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