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Mandrake a Bíblia e a Bengala

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Mandrake a Bíblia e a Bengala

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Autor: Rubem Fonseca  

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Policial

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 196

Ano de edição: 2005

Peso: 255 g

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Bom
Marcio Mafra
01/07/2010 às 12:44
Brasília - DF

Rubem Fonseca escreve mais um livro – quase réplica dele mesmo – com histórias de crimes bobos e personagens caricatos. Ambas as histórias são bem simples e bastante previsíveis, desde o começo, no meio e no final. Em Mandrake, A Biblia e A Bengala o leitor não deve esperar um romance policial mais sofisticado. É uma leitura leve, boa para ler na sala de espera do médico ou durante o trajeto do metrô. O livro é simples, mas sem grandes emoções ou arrebatamentos. Mandrake não convence, até porque parece um prato requentado, pois a história é bem batida.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Mandrake, advogado criminalista que investiga dois casos problemáticos. No primeiro, o personagem é procurado por uma colecionadora de livros raros que deseja descobrir o paradeiro de um amigo desaparecido. Ele aceita dar uma de detetive e passa a desvendar uma trama que envolve ricaços, livreiros, e um anão misterioso. O segundo caso trata-se de um assassinado quase perfeito, que envolve uma amante do personagem, no qual o assassino teria usado como arma, uma bengala do próprio Mandrake.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Por volta das sete, apoiado na minha bengala, saí do escritório. Ao chegar à rua, disposto a pegar um táxi, ouvi uma buzina insistente. Era Mariza, ao volante do seu carro. Aproximei-me. Entra, ela disse. Entrei. Você prefere ir para a sua casa ou para a minha? O Helder está nos Estados Unidos, só volta na semana que vem. Eu já tinha ido outras vezes à casa dela quando Helder viajava. Os lençóis da cama de Mariza eram de seda. Anda, responde, para a minha ou para a sua? Vamos para a minha, respondi. Você está me evitando?, perguntou Mariza. (Por causa do amor que sentia por uma mulher cheguei a pensar em ir à Disneyworld e tirar retrato abraçado ao Mickey Mouse. Por Mariza eu nem sequer cogitaria uma coisa dessas.) Não estou evitando você, eu disse, gosto de você. Ela respondeu, sou a mulher mais feliz do mundo, tenho um marido e um amante maravilhosos, era tudo o que eu queria no mundo. Brinquei, o sonho da minha empregada é comprar uma casinha no subúrbio com um pé de manga.

Quando chegamos à minha casa, Helena estava me esperando na porta. Eu havia esquecido que aquele era o dia dela. Por alguns momentos fiquei sem saber o que dizer. Esta é a minha fisioterapeuta, falei afinal. As duas se olharam friamente. Depois eu telefono para marcar outra hora, disse Helena.

Bonita, a sua fisioterapeuta, disse Mariza assim que entramos. Mariza, eu disse, estou tendo um caso com essa moça, não posso mentir para você. Acho que devemos nos separar, além do mais você é casada, eu jamais gostei de mulher casada. Depois de um silêncio, Mariza, num tom de voz diferente, disse, não me importo se você anda fodendo com outras, desde que não deixe de me foder. Não sei, respondi, é melhor a gente acabar. Você disse que eu era a melhor mulher que você conheceu na cama, que ninguém chupava o teu pau igual a mim. Mariza, ouve, é melhor nós acabarmos. Por favor, Mandrake, uma última vez.

Passamos a noite fodendo. Acordei cedo, como sempre. Mariza também acordou quando saí da cama. Então, querido, mudou de idéia?, ela perguntou. Não, Mariza, acabou mesmo. Nunca nenhum homem me abandonou, é humilhante, ela disse. Sinto muito, Maariza. Vai embora que eu quero dormir mais um pouco, ela disse. Posso pelo menos dormir mais um pouco? Mariza cobriu a cabeça com o lençol.

Peguei minha roupa, os sapatos, as chaves e fui me vestir no banheiro, não queria voltar para o quarto e ouvir choradeiras ou recriminações. Minha empregada Vavá (abreviatura de Valdinéia) era discreta, se a porta da suíte estivesse fechada ela ficava trabalhando na sala, na cozinha e na área de serviço, limpando e arrumando, era fanática por limpeza, dava para andar descalço pela casa que a sola do pé não sujava nem um pouco.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Durante um desses intermináveis coqueteis aos quais se comparece por obrigação profissional, pessoa das minhas relações passou todo o tempo falando de Rubem Fonseca. Que é escritor de robusta produção literária. Com quase 90 anos de idade, talvez o único escitor brasileiro vivo que adota o estilo policial, do mistério e do suspense. Que Mandrake é um personagem que transitou por muitos livros do autor e mais outras informações, das quais nem me recordo direito.
Foi o suficiente para passar numa livraria e comprar Mandrake a Biblia e a Bengala.


 

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