carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil

Livro Ótimo - 2 comentários

  • Leram
    5
  • Vão ler
    15
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    6

Autor: Leandro Narloch  

Editora: Leya

Assunto: História

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 367

Ano de edição: 2011

Peso: 540 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 


Excelente
Luiz Fernando Andrade Dantas
03/01/2019 às 16:56
Juiz de Fora - MG
Os personagens escolhidos que compõem este guia politicamente incorreto forma bem escolhidos, inclusive porque suas biografias acabam inserindo personagens que hoje são politicamente atuantes. Entretanto, o que incomoda na obra é justamente perceber que o propósito é desconstruir e não agregar esclarecimentos. Uma coisa é revisar conceitos, idéias e personagens históricos.

Ótimo
Marcio Mafra
25/09/2011 às 18:19
Brasília - DF


Não se pode esperar que o Ministério da Educação, ou qualquer das repartições a ele ligadas, viessem mexer com o que está quieto: os bons heróis da história do Brasil e os tabus nacionalista. Narloch não é historiador nem pesquisador da história. É um jornalista. Jornalistas, por dever de ofício, têm visão diferente sobre tudo, inclusive sobre a historiografia brasileira. O livro de Narloch reverbera a afirmação que Santos Dumont não inventou o avião, que o Presidente João Goulart favorecia empreiteiras, que aleijadinho não existiu, quem mais matou índio foram os índios, que o próprio Zumbi dos Palmares tinha escravos a seu serviço; e por aí vai... São fatos e coisas que não parecem verdadeiros, mas após um pouco de reflexão, acabam por contrariar a versão “politicamente correta” tão disseminada pelo país, através dos tempos. A abertura da discussão histórica é coisa boa. Leitura fácil, ritmo jornalístico, Livro ótimo.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história do Brasil pelo lado do avesso. Leandro Narloch faz uma abordagem sobre a história do país, desde o descobrimento até os dias atuais, contando não só as vantagens e patriotadas que se conhece, mas, sobretudo, as mancadas, erros e sacanagens que foram praticadas por autoridades, governantes, políticos e outros heróis do Brasil.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Zumbi, o maior herói negro do Brasil, o homem em cuja data de morte se comemora em muitas cidades do país o Dia da Consciência Negra, mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para que eles trabalhassem forçados no Quilombo dos Palmares. Também sequestrava mulheres, raras nas primeiras décadas do Brasil, e executava aqueles que quisessem fugir do quilombo.

Essa informação parece ofender algumas pessoas hoje em dia, a ponto de preferirem omiti-la ou censurá-la, mas na verdade trata-se de um dado óbvio. É claro que Zumbi tinha escravos. Na sua época, não havia nada de errado nisso. Sabe-se muito pouco sobre ele - cogita-se até que o nome mais correto seja zambi -, mas é certo que viveu no século 17. E quem viveu próximo do poder no século 17 tinha escravos, sobretudo quem liderava algum povo de influência africana.

Desde a Antiguidade, os humanos guerrearam, conquistaram escravos e muitas vezes venderam os que sobravam. Até o século 19, em Angola e no Congo, de onde veio a maior parte dos africanos que povoaram Palmares, os sobás se valiam de escravos na corte e invadiam povoados vizinhos para capturar gente. O sistema escravocrata só começou a ruir quando o Iluminismo ganhou força na Europa e nos Estados Unidos. Com base na ideia de que todos as pesssoas merecem direitos iguais, surgiu a Declaração dos Direitos da Virgínia, de 1776, e os primeiros protestos populares contra a escravidão, na Inglaterra. Os abolicionistas apareceram um século depois de Zumbi e a 7 mil quilômetros da região onde o Quilombo dos Palmares foi construído.

É difícil acreditar que, no meio das matas de Alagoas, Zumbi tenha se adiantado ao espírito humanista europeu ou previsto os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade da Revolução Francesa. É ainda mais difícil quando consultamos os poucos relatos de testemunhas que conheceram Palmares. Eles indicam o esperado: o quilombo se parecia com um povoado africano, com hierarquia rígida entre reis e servos. Os moradores chamavam o lugar de Ngola Janga, em referência aos reinos que já existiam na região do Congo e de Angola.

Ganga Zumba, tio de Zumbi e o primeiro líder do maior quilombo do Brasil, provavelmente descendia de imbangalas, os "senhores da guerra" da África Centro-Ocidental. Os imbangalas viviam de um modo similar ao dos moradores do Quilombo dos Palmares. Guerreiros temidos, eles habiitavam vilarejos fortificados, de onde partiam para saques e sequestros dos camponeses de regiões próximas. Durante o ataque a comunidades vizinhas, recrutavam garotos - que depois transformariam em guerreiros - e adultos para trocar por ferramentas e armas com os europeus. Algumas mulheres conquistadas ficavam entre os guerreiros como esposas. "As práticas dos imbangalas tinham o propósito de aterroriizar a população em geral e de encorajar as habilidades marciais - bravura na guerra, lealdade total ao líder militar e desprezo pelas relações de parentesco", afirma o historiador americano Paul Lovejoy. "Essas práticas incluíam a morte de escravos antes da batalha, canibalismo e infanticídio." Tanta dedicação a guerras e sequestros fez dos imbangalas grandes fornecedores de escravos para a América. Lovejoy estima que três quartos dos cerca de 1,7 milhão de escravos embarcados entre 1500 e 1700 vieram da África Centro-Ocidental, sobretudo do sul do Congo. Como a aliança com os portugueses às vezes se quebrava, os guerreiros também acabavam sendo escravizados. Provavelmente foi assim que os pais ou avôs de Zumbi chegaram ao Brasil.

Entre os soldados que lutaram para derrubar o Quiilombo de Palmares, o que mais impressionava, além da força militar dos quilombolas, era o modo como eles se organizavam politicamente. Segundo o relato do capitão holandês João Blaer, que lutou contra o quilombo em 1645, todos os quilombolas eram obedientes a um que se chamava Ganga Zumba.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

De tanto aparecer na lista dos mais vendidos, em setembro de 2011 não resisti e comprei o Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil.


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2021
Todos os direitos reservados.