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João Balalão

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João Balalão

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Autor: Sérgio Tapajós  

Editora: Ática

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 174

Ano de edição: 1981

Peso: 225 g

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Bom
Marcio Mafra
18/11/2011 às 17:32
Brasília - DF

A história tem começo em Quixeramobim, interior do Ceará, quando num dia modorrento João Balalão, camponês simplório é envolvido por uma luz e recebe missão celestial: ser o paladino da humanidade. Paladino para defender os humildes, anarquizar os poderosos e livrar o país dos políticos. O personagem ainda tem uma irmã, Mariana, simplória e grotesca que também a pronta das suas. Sérgio Tapajós, numa linguagem mordaz, pouco diplomática, mas de uma comicidade notável, constrói um romance onde prepondera a ironia e o bom humor.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Uma crônica, ou crítica, dos costumes do Brasil, entre os anos 1973/1983, passando pela música, teatro, capitalismo e ditadura, também conhecida como Geração Fundida.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

As confusões na cidade continuam. E tive uma experiência fascinante. Tirar umas fotos pro Papel Veludinho no meio da confusão. Posei, se bem que com um pouco de medo, encarapitada num tanque de guerra. O pior de tudo foi que o tanque estava superquente, dia de especial calor. Mas a minha foto oferecendo o Veludinho ao crioulo responnsável pelo tanque ficará nos anais da propaganda e da arte visual. Pode não ser ainda a fama mas é já a glória das enciclopédias. Estou radiante hoje, modéstia à parte!

Meu Deus, a carreira dos dias passa depressa, como as areias de uma ampulheta invisível. O tempo é algo de estranhamente impermeável. Ontem já é séculos atrás. E amanhã? É logo agora. O contrato! Meu Deus, já nem me caibo. Já estou de posse da minha cópia. Artista de televisão, coisa que nunca achei possível realizar. Heroína de novela, conseguirei? Claro. Agora as portas se abrem, todas. Adeus às minhas clausuras. O sucesso me espera. Já vou, já vou. Tenho vontade de gritar ao siroco ao simum ao vento quente de Quixeramobim meus ecos nas planícies cheias de sabiás. Estou indo, para o alto! Emocionante foi a despedida da casa de minha patroa, pois agora já posso ter meu apartamentinho. Pequeno ainda, mas dá pra começar. Terei mansões, eu sei. Todos lá na casa me apertaram a mão, até a velha rabugenta. Sei que o rapazinho deve ter ficado sentido de não poder mais apertar meus peitos. Mas é a minha vida. Me ofereceram até guaraná, foi comovente. Cheguei a chorar. Me pediram pra aparecer. Mas eu não volto. Não quero mais me lembrar daquela vida de miséria de desespero procurando por João, de lágrimas apertadas no travesseiro, da cama de lona fria como o Pólo Norte. Não, nunca mais. Fiquei um pouco decepcionada logo depois da assinatura do contrato porque o diretor da estação me convidou pra ir com ele a uma festinha de arromba que seria dada em minha homenagem. Tive de ir. Nossa, que festa! Ainda bem que não tenho mais preconceitos. Esse negócio de dá ou desce não gruda mais comigo. Depois, não fiquei mais aporrinhada porque esse troço de arte é assim mesmo, faz parte do meio. São certas oportunidades que a gente não desperdiça. A gente não deixa de ser "lady" por causa de uma bacanalzinha. Ah, até que foi bom. O diretor da estação, pensei até que fosse ter um infarto, de tanto que bufava e suava, velhinho simpático. E que língua! Poderia ter sido bem pior. E ganhei de presente uma pulseira linda. Vão me incluir num programa infantil. É só pra iniciar, pra tomar prática de câmeras e textos e andar e maquiagem. Vou ser a fada boa da série. Estou vidrada com minha nova vida, essa é a verdade. Até aulas de canto terei pois hoje em dia os musicais fazem muito sucesso. Que gozado: me lembrei de João. Onde andará ele? Ah, deixa pra lá. Também nunca me procurou, um ingrato.

Foi sensacional a estréia. Tenho a impressão que talvez seja escolhida a melhor atriz coadjuvante do ano, tais foram os elogios com que me cobriram os colegas. Todos dissseram ter adorado o meu sotaque de cearense riram muito de uma fada arataca. Meus próximos sonhos são uma casa com piscina, carro esporte conversível e europeu, um casaco de pele, oh quanta coisa. Me disseram que já estou incluída no elenco da próxima novela "As Torturas e Desencantos de uma Virgem". Papel pequeno, mas o índice de audiência é garantido. Pra concretizar a minha participação só me falta a entrevista com o patrocinador. Que aliás me convidou pra uma festinha no seu apartamento.

A novela tem sido um sucesso. Hoje recebi a comunicação que a autora do texto vai aumentar o meu papel.

Não é genial? Um colunista meu amigo, com quem já fui a muitas festas, disse que vai fazer uma promoção-monstra de mim. Vai botar minhas fotos todos os dias em vários jornais. Tenho recebido muitas cartas, acho que vou arranjar uma secretária para responder, como as estrelas de Roliúde.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Livro que não tem história, nem meória, nem mesmo uma leve lembrança. Não sei como este livro chegou aqui. Tem uma dedicatória do autor: "Para Keneth and Ana Lucia, com um prazer milenar. Sergio Tapajós. Cairo, 2000

Com tal dedicatória, é provável que a Keneth ou a Lucia (que também não sei quem são)estiveram na cidade de Cairo, onde tiveram oportunidade de estar com o autor.


 

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