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A Riqueza e a Pobreza das Nações

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A Riqueza e a Pobreza das Nações

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: David S Landes  

Editora: Campus

Assunto: História

Traduzido por: Alvaro Cabral

Páginas: 760

Ano de edição: 1998

Peso: 1.115 g

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Ótimo
Marcio Mafra
10/07/2002 às 17:21
Brasília - DF


A Riqueza e a Pobreza das Nações é um livro pesado. No sentido figurado e no literal. No figurado por se tratar de uma tese de doutorado, o que torna a leitura bastante densa. No sentido literal, também, porque além de muitas "notas explicativas" acrescentadas ao texto principal e que aparecem ao pé das páginas, ainda existem, no final do livro, mais 56 páginas contendo outras "notas explicativas". Para formular este estudo histórico sobre a distribuição da riqueza e pobreza entre as nações, David Landes, além de seu saber, consultou um universo tão grande de outras fontes, que para mencionar a bibliografia, ocupou, nada menos que 92 páginas do livro. Contribui para o peso do livro as citações de muitos países, regiões, continentes e nações que foi necessário organizar um índice-remissivo que ocupa as 19 páginas finais do livro. O Doutor Landes, descreve - cientificamente - as desigualdades da natureza em que o sol e o calor proporcionam o riso e o lazer, enquanto que o frio, a neve e o tempo fechado, direciona a vida para o trabalho e a introspecção. Essas são diferenças fundamentais entre os Alemães e os Chineses. Entre os Holandeses e os Portugueses. Segundo a teoria de Landes, o que é verdadeiro e útil para uns tipo de nação, não o será se aplicado noutra de clima e natureza diametralmente oposta e conclui que o sucesso induz ao retrocesso, assim como a subida antecede a descida, afirmando que os problemas de desenvolvimento econômico só se resolvem pela massificação do conhecimento. É um livro denso e pesado, mas vale quanto pesa.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Landes, professor de história e economia política da Universidade de Havard, narra a extensa história da riqueza e da pobreza das nações, passando pela criação das riquezas, pelas trajetórias de vencedores e perdedores e ainda pelas suas ascensões e quedas.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A Grã-Bretanha sucedeu à Holanda. No século XVII, a Inglaterra assolou e combateu as Províncias Unidas em todas as oportunidades, como a criação de um imposto sobre a exportação de artigos de lã sem acabamento e o Projeto de Alderman Cockayne (1614-17) para recuperar dos holandeses (sem sucesso) os valiosos processos de tinturaria e acabamento; duas leis sobre navegação mercante, cuja finalidade foi prejudicar os holandeses em seu papel de principais transportadores e intermediários (o que fizeram); e um par de guerras navais que desalojaram os holandeses como senhores dos mares, expulsaram-nos da América do Norte e levaram indiretamente à sua fixação na Índia. Depois, os holandeses colocaram Guilherme de Orange no trono inglês (1688) e daí em diante os dois países foram parceiros na guerra e na paz; mas os holandeses eram os sócios minoritários. Em especial, os holandeses eram a barreira da Grã-Bretanha para as ambições territoriais francesas no continente. Foram tão úteis nesse papel que, uma vez liquidada a ocupação pela França revolucionária-napoleônica, os britânicos devolveram (1815) ao recém-criado reino da Holanda suas colônias perdidas, incluindo a lndonésia (uma importante exceção: a Colônia do Cabo, na África do Sul). Das negociações resultou o que é hoje a Bélgica, à época um mosaico dos Países Baixos austríacos, formado por vários bispados e principados. O ponto era, pois, que a Grã-Bretanha não temia a rivalidade econômica holandesa. O que quer que os holandeses tivessem feito, os britânicos faziam-no agora melhor e em maiores proporções. Josiah Child, comerciante londrino, deputado, mais tarde governador da Companhia das Índias Orientais, e consumado especialista em aritmética política, viu claramente a questão em seu New Discourse of Trade (1668 e 1690) O prodigioso recrudescimento dos holandeses em seu comércio interno e externo, riqueza e abundância de navegação, é a inveja das atuais e pode ser o assombro de todas as futuras gerações. E, no entanto, os meios pelos quais eles progrediram são(...)imitáveis pela maioria das outras nações porém mais facilmente por nós, súditos deste reino da Inglaterra. Exatamente. Ao tempo de Child, a Holanda estava exportando capital para a Grã-Bretanha, enquanto a Grã-Bretanha liderava o caminho para a indústria moderna e conquistava a posição de primeiro centro mercantil e financeiro do mundo. Depois de 1815, os britânicos, seguros de sua hegemonia, começaram a abolir as restrições introduzidas num anterior espírito mercantilista: foi o que ocorreu com as proibições à exportação de maquinaria e à emigração de artesãos, e com algumas importantes barreiras tarifárias e leis sobre navegação de comércio. Ao mesmo tempo, usando argumentos irrepreensíveis sobre divisão do trabalho e ganhos do comércio, procuraram persuadir outros países à adoção de uma política de reciprocidade. Fizeram algum progresso mas, para desdita da vantagem comparativa e da doutrina clássica, a maioria dos outros países viu isso como um estratagema para mantê-los em seus lugares agrícolas. O livre comércio tornou-se um dogma e uma prática britânicos; muitos outros países chegaram a flertar com ele, mas a idéia não os entusiasmou. Ou vislumbraram nisso uma armadilha britânica: se a pérfida Álbion o queria, não podia ser nada de bom para os outros. Nesse meio tempo, a indústria britânica prosperava num mundo que queria manufaturas baratas. Se as nações européias não adquirissem esses artigos, compradores podiam ser encontrados em outros continentes, tanto mais que os progressos nos transportes reduziam constantemente o custo de entrega nos mercados destinatários. Quando em 1851 os britânicos realizaram a primeira exposição mundial de realizações técnicas e industriais, pensaram celebrar desse modo seu próprio domínio nessas áreas. Deram, sem dúvida, espaço e prêmios para outras nações menos importantes, mas o tema principal foi a Grã-Bretanha como oficina para o mundo. E para o futuro: a própria arquitetura do Palácio de Cristal, pavilhão da exposição, manifesto adeus à pedra e ao tijolo e boas-vindas a uma nova era de ferro e vidro, de luzes e espaço aberto, de componentes modulares e lavagens mecanizadas. Era o equivalente da transição medieval do pesado românico para as abóbadas góticas. (Semelhante audácia acarreta algumas surpresas. O palácio era suficientemente grande para permitir plantar árvores; as árvores receberam pássaros; os pássaros deixaram lembranças nas multidões que desfilavam embaixo. O que fazer? Abatê-los a tiro? Mas como fazê-lo sem quebrar as paredes e telhados de vidro? "Gaviões, Madame", sugeriu o duque de Wellington a Sua Majestade a Rainha.) Mesmo então, pequenas nuvens surgiram. Alguns competidores potenciais revelaram qualidade e gosto que tornaram seus produtos imbatíveis. Sedas francesas, porcelanas de Saxe ou vinhos de safras nobres, por exemplo. Mas isso era uma velha história, perfeitamente compreensível num regime de competências herdadas, favores naturais e vantagem comparativa. Mais inquietantes eram os sinais de superioridade tecnológica não-britânica num ramo que os britânicos eram propensos a considerar como próprio - a produção de máquinas e objetos feitos a máquina. Os primeiros indícios de dificuldades chegaram com os relógios e as armas de fogo americanos, produzidos em massa com peças intercambiáveis em sua quase totalidade. Em 1854, o governo britânico enviou uma missão aos Estados Unidos para examinar de perto esse "sistema americano". De volta veio a mensagem: sim, os britânicos tinham de começar a aprender de novo. Séria intranqüilidade sobreveio perto do final do século. Estava ligada às mudanças políticas que assinalavam uma mudança no equilíbrio de forças. A súbita ascensão da Alemanha ao primeiro plano no continente; sua vitória sobre a França em 1870 e o estabelecimento de um Deutsches Reich; suas ambições coloniais na África e no Pacífico; seus projetos de construção de ferrovias e de comércio no império otomano, que os britânicos viram como ameaças à linha vital de comunicações com a Índia; o desaparecimento de um prudente e sagaz Bismarck e sua substituição por um imperador chauvinista que intimidava seus conselheiros políticos e se irritava com seus primos britânicos (chega de vínculos familiares); finalmente, a decisão da Alemanha de construir uma grande marinha, ou seja, desafiar o direito divino da Britannia a governar os mares. Tudo isso, ademais, assentou em substanciais ganhos econômicos: rápido crescimento da indústria pesada (ferro, aço, produtos químicos); ênfase especial sobre as mais recentes tecnologias (eletricidade, química orgânica, combustão interna, e motores a óleo e gasolina); um setor bancário excepcionalmente favorável à empresa fabril e comercial; um sistema educacional que estava produzindo grandes contingentes de técnicos, engenheiros e especialistas nas diversas áreas da ciência aplicada. A Grã-Bretanha tinha motivos para preocupar-se.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em 2001, passava pela seção de economia da livraria Siciliano, quando o titulo de Landes me chamou a atenção. Dias antes tinha lido alguma referência ao autor e ao livro. Alternativa foi comprá-lo.


 

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