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O Chefão

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O Chefão

Livro Ótimo - 2 comentários

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Autor: Mário Puzzo  

Editora: Expressão e Cultura

Assunto: Romance

Traduzido por: Carlos Nayfeld

Páginas: 480

Ano de edição: 1980

Peso: 745 g

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Excelente
Marta Raquel Soares da Silva
25/05/2015 às 17:30
Gravataí - RS
Uma visão instigante sobre a máfia e todo o poder que tem a sua volta.
Você se sente dentro da hitória vivendo dentro de um mundo repleto de favores, territórios e poderosos a serem respeitados respeitados, e é claro, familia, amor e morte.

Ótimo
Marcio Mafra
11/07/2002 às 18:29
Brasília - DF
O Chefão narra a história do cappo da Máfia nova-iorquina na América, desde os anos 20 até depois da 2ª guerra mundial.
São as dificuldades dos imigrantes italianos para viver na sociedade americana, onde Dom Corleone, o chefão, de uma das cinco famílias mafiosas é chamado de padrinho por aqueles que lhe pedem auxílio. Dom corleone nunca recusa nenhum pedido de seus afilhados. Seja conselho, seja dinheiro, seja vingança e até mesmo a morte de alguém, o poderoso chefão sempre soluciona o problema dos que recorrem a ele, pedindo em troca, apenas o respeito e a amizade de seus afilhados.
No gênero é um bom romance. Leitura fácil, para o que contribuiu, certamente, a tradução de boa qualidade.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História da máfia sob o reinado da família de Dom Corleone, em Nova York.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Três dias depois, Kay Adams saltou de um táxi em frente da alameda dos Corleone, em Long Beach. Ela telefonara e estava sendo esperada. Tom Hagen foi recebê-la na porta, e ela ficou decepcionada por ter sido ele. Sabia que Tom nada contaria a ela. Na sala de estar, ofereceu-lhe uma bebida. Ela vira dois homens rondando a casa, mas não Sonny. Perguntou diretamente a Hagen: - Você sabe onde Mike está? Sabe onde posso entrar em contato com ele? Hagen respondeu calmamente: - Sabemos que está bem, mas não sabemos onde está agora. Quando soube que aquele capitão tinha sido mortalmente baleado, teve medo de que o acusassem. Assim, resolveu desaparecer. Falou-me que entrará em contato comigo dentro de alguns meses. A história não somente era falsa, como também significava que devia ser aceita. - O capitão de fato quebrou a cara de Mike? - perguntou Kay. - Infelizmente isso é verdade - respondeu Tom. - Mas Mike nunca foi vingativo. Tenho certeza de que isso nada teve a ver com o que aconteceu. Kay abriu a bolsa e tirou uma carta. - Quer entregar-lhe isto, se ele entrar em contato com você? Hagen balançou a cabeça negativamente. - Se eu recebesse esta carta e você dissesse a um tribunal de justiça que eu a aceitei, isso poderia ser interpretado que eu sabia do paradeiro dele. Por que você não espera um pouco? Tenho certeza de que Mike entrará em contato com você. Kay acabou de beber e levantou-se para partir. Hagen acompanhou-a até o corredor de saída, mas quando ele abriu a porta, uma mulher entrou. Era uma mulher baixa e robusta, vestida. de preto. Kay reconheceu-a como a mãe de Michael. - Como vai, Senhora Corleone? - perguntou Kay, estendendo-lhe a mão. Os pequenos olhos pretos da mulher fixaram-se sobre ela por um momento, depois o rosto enrugado, duro, esverdeado abriu-se num sorriso rápido de saudação que, contudo, era de alguma forma curiosa e verdadeiramente amistosa. - Ah, você é a pequena de Mike - disse a Sra. Corleone. Ela tinha um sotaque italiano carregado, e Kay mal podia compreendê-la. - Você come alguma coisa? Kay respondeu que não, querendo dizer que não queria comer nada. Então, a Sra. Corleone virou-se furiosamente para Tom Hagen e ralhou com ele em italiano, terminando assim: - Você não serviu café a essa pobre moça, seu disgrazia. Pegou Kay pela mão e conduziu-a para a cozinha. A mão da senhora Corleone estava surpreendentemente quente e vigorosa. - Tome café e coma alguma coisa, depois alguém a levará para casa. Não quero que uma garota distinta como você apanhe o trem. Fez Kay sentar-se e começou a movimentar-se afobadamente na cozinha, arrancando violentamente o capote e o chapéu, pendurando-os numa cadeira. Em poucos segundos havia pão, queijo e salame ria mesa e café no fogão. - Vim pedir notícias de Mike; - falou Kay timidamente não sei onde ele está. O Sr. Hagen disse que ninguém sabe seu paradeiro, mas que ele vai aparecer dentro de pouco tempo. - Isso é tudo o que podemos dizer a ela agora, mamãe atalhou ràpidamente Hagen. A Sra. Corleone lançou-lhe um olhar de fulminante desprezo. - Agora você vai-me dizer o que fazer? Meu marido não me diz o que fazer, Deus tenha misericórdia dele. Ela persignou-se. - O Sr. Corleone está passando bem? - perguntou Kay. - Muito bem - respondeu a Sra. Corleone. - Muito bem. Ele está ficando velho, está ficando bôbo, para deixar que uma coisa como essa aconteça. Ela bateu na cabeça da moça com intimidade. Serviu o café e obrigou Kay a comer pão com queijo. Depois de beberem café, a Sra. Corleone tomou. a mão de Kay entre suas mãos morenas, e falou tranqüilamente: - Mike não vai escrever-lhe, você não vai ter notícias de Mike. Ele vai ficar escondido uns dois ou três anos. Talvez mais. . ., talvez muito mais. Volte para a casa de sua família e procure um bom rapaz e case-se. - A senhora pode mandar entregar isso a ele? - perguntou Kay tirando a carta da bolsa. A Sra. Corleone pegou a carta e deu um tapinha na face de Kay. - Certamente, certamente - respondeu ela. Hagen começou a protestar e ela gritou com ele em italiano. Depois ela levou Kay até a porta. - Esqueça Mike, ele não é mais o homem que lhe serve falou depressa, beijando-lhe o rosto. Havia um carro esperando por ela, com dois homens em pé na frente. Conduziram-na até o hotel em Nova York, sem pronunciar uma só palavra. O mesmo fez Kay. Procurava acostumar-se à idéia de que o rapaz que amava era um frio assassino. E isso lhe fora revelado pela fonte mais indiscutível: a mãe dele.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Provavelmente este livro tenha sido incorporado a prateleira na época do filme O Poderoso Chefão, cujo argumento foi baseado no romance de Mário Puzo. Na primeira pagina, antes da folha de rosto, consta uma assinatura, que parece ser de Édio Ortiga Fedrigo, um querido e saudoso amigo da família, falecido lá pelos anos 70.


 

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