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Memórias de Um Telegrafista

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Memórias de Um Telegrafista

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Autor: Dionísio M Souza  

Editora: Não Consta Editora

Assunto: Memórias

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 203

Ano de edição: 1960

Peso: 365 g

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Bom
Marcio Mafra
16/07/2002 às 21:46
Brasília - DF


É certo que o sobrinho Ari Mafra não leu as memórias do seu tio telegrafista, embora o autor tenha autografado o exemplar. Não se pode confiar nem em sobrinhos. Para quem quiser conhecer os primórdios das comunicações no Brasil, o telégrafo, as rádio comunicações, ou, saber de episódio no qual se evidencia como Getulio Vargas, no início da 2.º Guerra, era contra os "aliados", e ainda, como a polícia política do governo brasileiro bisbilhotava os telegramas alheios - terá uma ótima fonte de pesquisa.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Um dos primeiros telegrafistas do Brasil conta sua vida profissional.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O DIP, o feroz DIP, exercia censura totalitária no noticiário telegráfico recebido e transmitido, proibindo, notícias de vitórias dos aliados. Não vou referir as nefastas atividades do discutido órgão de endeusamento da repelente figura do ditador; apenas citar um fato em que fui envolvido. Certo dia surgiu no Escritório de Telerádio, o Gerente Geral da "United Press", Mr. Seifert, com dois grupos de telegramas, assinalados "A" e "B", dizendo ter o seu Diretor, Mr. Coogan, ido ao DIP entender-se com o chefe da censura à Imprensa, Sr. Sampaio Miitke, para ver qual dos grupos seria liberado. O intuito era de ganhar tempo, pois quando Coogan chegasse com os originais visados, os telegramas já estariam em New York. Alguns minutos decorridos, atendi a telefonema e urna voz semelhante a de Sampaio, falando-me como velho amigo, autorizou os do grupo "B", imediatamente transmitidos a New York. Tais telegramas noticiavam a chegada ao Rio, de Mme. Chiang-Kay-Shek. Não tendo as demais Agências AP, INS, Reuters, France-Press, etc., noticiado também, os telegramas de torna viagem, de reprimenda aos Diretores, causaram tal celeuma, que o Diretor do DIP foi chamado ao Catete. O DIP negou haver dado autorização. Coogan refugiou-se na Embaixada Americana e constava que seria expulso. Fui interpelado pelo telefone e intimado a apresentar os originais com a chancela do DIP. Apresentei defesa escrita em que afirmei ser fato corriqueiro a liberação de telegramas, por telefone principalmente da AP, da qual havia sido Redator, o chefe da censura. Telerádio foi ameaçada de fechamento. Discutimos e minha carta foi para o Catete. Dia seguinte o Diretor do DIP avisou-me haver o govêrno reconhecido não nos caber culpa mas, recomendou não aceitar liberação por telefonema. Fiquei na dúvida se Sampaio autorizou e depois se arrependeu, ou se foi ardil de Coogan e de Seifert.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Por volta de 1955, quando ainda morávamos em Florianópolis, fomos visitados por um casal de velhinhos, vindos do Rio de Janeiro, que me disseram, eram tios de meu pai. Ficaram hospedados uma boa temporada daquele verão em nossa casa, na Rua Bocaiúva. Dionísio M. Souza era casado com Maria Alzira Mafra de Souza, também chamada de tia Marocas. Ela era irmã de meu avô Abílio, portanto era tia de meu pai. Anos depois, em 1960 ou 1961, quando já morávamos em Brasília, eu, meu irmão Mário, e meu pai, viajamos ao Rio para buscar uma Rural Willys, o primeiro carro que meu pai comprou em sua vida. Teve que comprar no Rio porque o carro era financiado pela Associação dos Servidores Civis do Brasil (ASCB), com escritório apenas no Rio. Era a única instituição que mantinha um convênio para financiamento de veículos Willys. No Rio, fomos hóspedes do autor, Tio Dionísio. Dele, lembro-me apenas que era um velhinho, baixinho, simpático, bastante culto, conversador, filiado à UDN União Democrática Nacional e politicamente aliado de Carlos Lacerda. A UDN era o mesmo partido que tentou incansavelmente e o tempo todo derrubar JK do governo. Em 64 se acomodou na Arena, depois se chamou FL, mais tarde PFL e hoje se denomina DEMOCRATAS. Naquela ocasião soube que ele era um telegrafista. É tudo o que sei sobre o autor. O livro está autografado: "ao Ari e família, Rio 26-3-60." Interessante notar que nas páginas 12 e 48, existem alguns erros gráficos, que foram corrigidos à mão, pelo próprio autor, lembrando que na época da impressão, não existia o fotolito e a composição era tipográfica. Através do livro Memórias de Um Telegrafista, consegui recuperar algumas informações sobre os meus antecedentes, da família Mafra. Dionísio M Souza, era carioca, filho de Francisco Dumiense de Souza e foi casado com Maria Alzira Mafra de Souza, filha do Major Henrique Mafra. Dionísio e Marocas tiveram os filhos: Lydio, Alcídio, Lucidio e Maria Carlota. Maria Alzira Mafra de Souza, conhecida como Marocas, era irmã de Abílio Mafra, também filho do Major Henrique Mafra. Este era um temido chefe político em Santa Catarina, onde mandava e desmandava com toda a truculência própria da época. Abílio Ladislau Mafra, foi casado com Anunciata Gevaerd Mafra. Abílio e Anunciatta, tiveram somente dois filhos: Mario Mafra e Ari Mafra. Mario Mafra foi casado com Dalva Barbosa Mafra, que tiveram um filho adotivo, Antonio Carlos Mafra. Ari Mafra, meu pai, foi casado com Eli Borges Mafra, que tiveram seis filhos: Mario Sergio, Marilena, Marcio Flavio, Miguel Fernando, Vera Lucia e Ari Mafra Filho.


 

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