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A Lei de Parkinson

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A Lei de Parkinson

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: C Northcole Parkinson  

Editora: Pioneira

Assunto: Administração

Traduzido por: Silveira Sampaio

Páginas: 103

Ano de edição: 1966

Peso: 240 g

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Ótimo
Marcio Mafra
27/07/2002 às 18:01
Brasília - DF
Parkinson, assim como Shaskespeare, Maquiavel e Murphy são mais citados que lidos. Neste pequeno livro, em 10 capítulos, estão as verdades axiomáticas da administração. Exemplos: "Um chefe de seção está sempre disposto a aumentar o número de seus subordinados, desde que não sejam seus rivais" "Maior a importância do cargo, quanto maior forem as dimensões da sala". A Lei de Parkinson é um estudo, muito bem humorado, sobre os fenômenos da administração. Ensina melhor que qualquer livro do Lair Ribeiro. Vale a leitura. Vale o livro.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Uma análise, bem humorada e implacável da administração e da burocracia nas empresas, grandes e pequenas, tanto públicas como da iniciativa privada.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Inciumentite ou paralisia das organizações. Encontramos, em tôdas as partes, um tipo de organização (administrativa, comercial ou acadêmica) na qual os funcionários mais importantes são vagarosos e obtusos, os menos importantes são ativos somente nas intrigas contra os outros, e os homens de menor importância ainda são frustrados ou frívolos. O esfôrço é mínimo. O resultado é zero. E ao contemplar êste quadro triste, concluímos que aquêles que estiveram no comando fizeram o melhor possível, lutaram contra a adversidade, e finalmente admitiram a derrota. Pelos resultados de recentes investigações parece que tal raciocínio é errôneo. Em muitas dessas instituições até agora examinadas, o estado final do coma é resultante de uma política bem definida e conseguido depois de esforços prolongados. É o resultado, admissível, de uma doença, mas, na maior parte das vêzes, uma doença produzida pela própria pessoa. Aos primeiros sinais, a marcha da doença é encorajada pelo próprio paciente, as causas são agravadas, e os sintomas recebidos com satisfação. É a doença da inferioridade induzida, chamada inciumentite. É uma doença muito mais comum do que se possa pensar. É de fácil diagnóstico e cura problemática. Nosso estudo dessa paralisia das organizações começa, logicamente, com uma descrição do curso da doença desde os primeiros sinais até o como total. Num segundo estágio trataremos dos sintomas. A seguir, faremos referência ao tratamento, se bem que disso tenhamos pouco conhecimento. Também não é provável que se descubra muita coisa em futuro próximo, pois a tradição das pesquisas médicas britânicas são inteiramente opostas a qualquer ênfase terapêutica. Os especialistas inglêses contentam-se quase sempre em catalogar os sintomas e definir as causas. São os franceses, ao contrário, que começam descrevendo o tratamento e discutem o diagnóstico mais tarde (quando o fazem). Nisso aderimos ao método britânico, que talvez não ajude o paciente, mas que é, sem dúvida, muito mais científico. Viajar cheio de esperança, é melhor do que chegar. O primeiro sinal de perigo é representado pelo aparecimento, dentro da hierarquia da organização, de um indivíduo detentor de alta dosagem de incompetência e ciúme. Nenhuma das duas qualidades é importante em si, e quase tôdas as pessoas possuem uma certa dose de cada uma. Mas, quando estas duas qualidades chegam a uma certa concentração - representada no momento pela fórmula 13C5 - há uma reação química. Os dois elementos fundem-se, precipitando uma substância nova, denominada "inciumentose". A presença dessa substância pode ser notada pelas atitudes de qualquer indivíduo que, tendo falhado na direção do seu departamento, interfere constantemente com os demais e tenta adquirir o contrôle da administração central. O especialista que observa esta mistura especial de fracasso e ambição, imediatamente balançará a cabeça, diagnosticando: "inciumentite primária ou idiopática". Os sintomas, como veremos, são inequívocos. A etapa seguinte na evolução da doença é atingida quando o indivíduo contaminado consegue o contrôle completo ou parcial da organização central. Em muitos casos esta etapa é atingida sem qualquer período de infecção primária; o indivíduo já entra para a organização no segundo estágio. O paciente "inciumentoso" é fàcilmente reconhecível nessa etapa, pela persistência com que procura eliminar os mais capazes e também pela resistência que opõe à promoção daqueles que, em tempo útil, poderiam vir a suplantá-lo. O inciumentoso não se atreve a dizer: "O sr. Asterisco é bom demais". Então, insinua: "Asterisco? Inteligente talvez, mas êle é sólido? Eu prefiro o Cifra". Ele não confessa: "O sr. Asterisco faz com que eu me sinta pequeno", mas afirma: "O sr. Cifra parece-me ter mais juizo". Juizo é uma palavra interessante que no contexto significa o oposto de inteligência; significa fazer sempre o que já foi feito. O Sr. Cifra é então promovido e o Sr. Asterisco vai para outro lugar. A administração central pouco a pouco se enche de gente mais estúpida que o presidente, diretor ou gerente. Se o chefe da organização não é dos melhores, tratará de se cercar de empregados que sejam ainda piores; e êles, por sua vez, providenciarão subordinados que sejam os piores de todos. Haverá logo uma verdadeira competição de estupidez, em que as pessoas fingem ser ainda mais estúpidas do que realmente são...."


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

No início de 1970, fui encarregado de iniciar as atividades em Brasília, de uma subsidiária do Banco Bradesco. Era a empresa Turismo Bradesco Administração e Serviços, e lidava com transporte de cargas e encomendas, malotes, cartão de crédito e turismo. A atividade me proporcionava um contato muito amiúde com a alta direção do Banco, na cidade de Deus, São Paulo. Maria Alice era assessora da Diretoria e por intermédio dela, eu conseguia informações e facilidades que encurtavam meu trabalho. Conhecer Maria Alice foi grande achado porque trabalhar em meio a "pirâmide mística" que era a alta diretoria do Bradesco, por vezes, parecia “missão impossível”. Numa dessas idas a São Paulo, em 2/9/70, ela me presenteou este livro, com a seguinte dedicatória: "Para o futuro gerente de Brasília, com votos de pleno êxito". Sem ter ferido a sua obrigação de confidência, foi a forma inteligente e simpática que ela encontrou para antecipar uma decisão da diretoria, que eu só tomaria conhecimento, semanas mais tarde.


 

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