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Hollywood

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Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Charles Bukowisk  

Editora: L&pm

Assunto: Romance

Traduzido por: Marcos Santarrita

Páginas: 358

Ano de edição: 2000

Peso: 200 g

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Bom
Marcio Mafra
02/08/2002 às 15:33
Brasília - DF


Este é um romance que conta uma história inteligente de um roteirista de cinema. Por vezes a linguagem dos personagens é realista e agressiva, porém, nada diferente do que poderia ser a linguagem de quem escreve para o mundo do cinema, notadamente quando é excluído do conforto e luxo da vida artística.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O autor escreveu este livro a partir de sua experiência ao fazer o argumento do filme Barfly - ainda não exibido no Brasil - onde narra a história de um escritor que ganha um bom dinheiro para escrever um roteiro para o cinema.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A cena da banheira era simples. Francine sentava-se dentro e Jack Bledsoe no chão, do lado de fora, recostado na banheira, enquanto Francine falava de várias coisas, principalmente sobre um assassino que vivia no prédio e se achava em liberdade condicional. O homem, que morava com uma velha, espancava-a continuamente. Ouviam - se o assassino e sua dona discutindo e se xingando através das paredes.
Pinchot me pedira para escrever diálogos de pessoas brigando do outro lado das paredes e eu lhe dera várias páginas. Basicamente, essa fora a parte mais gostosa da criação do argumento.
Muitas vezes, nessas pensões e apartamentos baratos, não se tinha nada a fazer quando se estava duro, morrendo de fome e reduzido à última garrafa. Não .se tinha nada a fazer senão escutar aquelas discussões cabeludas. Elas faziam a gente compreender que não era o único desiludido do mundo, não era o único à beira da loucura.
Não podíamos ver a cena da banheira. porque não havia espaço suficiente lá dentro, por isso Sarah e eu. ficamos esperando na porta da frente do apartamento, com a cozinha para um lado. Na verdade, trinta anos atrás eu tinha morado por pouco tempo naquele mesmo prédio da Rua Alvarado, com a dona sobre a qual escrevera o argumento. Era de fato estranho e arrepiante. "Tudo que passa, volta." De uma maneira ou de outra. E trinta anos depois, o lugar parecia mais ou menos o mesmo. Só as pessoas que eu conhecera tinham todas morrido. A dona morrera três décadas atrás, e ali estava eu sentado, tomando uma bebida naquele mesmo prédio cheio de câmeras e som e técnicos. Bem, eu ia morrer também, muito breve. Sirva um por mim.
Preparavam comida na pequena cozinha, e a geladeira regurgitava de cervejas. Fiz algumas incursões por lá. Sarah encontrou pessoas com quem conversar. Tinha sorte. Toda vez que alguém falava comigo, eu sentia vontade de saltar pela janela ou descer no elevador. As pessoas simplesmente não tinham interesse algum. Talvez não devessem ter. Mas os animais, pássaros, até mesmo os insetos tinham. Eu não entendia.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nada em especial para registro


 

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