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Minhas Mulheres e Meus Homens

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Minhas Mulheres e Meus Homens

Livro Ótimo - 2 comentários

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Autor: Mário Prata  

Editora: Objetiva

Assunto: Memórias

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 252

Ano de edição: 1999

Peso: 365 g

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Ótimo
Rafael Mafra
02/09/2002 às 12:09
Brasília - DF

O livro parte da sensacional idéia de escrever meia dúzia de palavras sobre cada uma das pessoas que está em sua agenda. A impressão que dá é que Mário Prata teve uma vida por demais interessante, tal o número de pessoas sobre as quais tem uma historieta. Isso revela o senso de humor e a capacidade de ver a vida com os olhos de escritor. Mário é talentoso e suas histórias são simpáticas. É um livro que se lê sem perceber que acabou.


Ótimo
Marcio Mafra
26/08/2002 às 23:27
Brasília - DF

Mário Prata diz que as histórias de Minhas Mulheres e Meus Homens são reais. Talvez sejam histórias baseadas em fatos reais, permeadas de breves ficções, mesmo porque, o tempo esmaece a verdade, a mentira, os fatos e os boatos. Mesmo assim o livro foi classificado no assunto de "memórias". Nem poderia ser diferente pois, afinal, o que é uma agenda, senão a própria memória ? No livro tem de tudo: pai, mãe, filho, filha, mulher, amante, escritor, cantor, jornalista, atriz, gente ilustre e anônimos. Histórias divertidas e amorosas de homens e mulheres contadas por um excelente escritor, novelista, inteligentíssimo e estiloso. Este livro é bom, mas não é melhor que o insuperável "Minhas vidas passadas (a limpo)".


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Mário Prata tem quase 600 telefones na sua agenda. Um dia começou a prestar atenção naqueles nomes todos e viu que, com cada um deles, tinha vivido uma ou mais histórias - de amor, amizade, paixão, aventura, medo. Foi assim que nasceu este Minhas Mulheres e Meus Homens

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

BADARÓ, dentista (São Paulo, 1993)
Não via o Badaró há uns 20 anos. Fizemos o primário juntos. Ele se formou em odontologia lá mesmo, em Lins. Foi abrir clínica popular no Mato Grosso e sumiu da minha vida. Na minha lembrança ficou que ele era meio tarado.
Encontrei com ele num bingo, semana passada. Todo de branco, como convém. Foi ele que me reconheceu. Saímos dali e fomos para o bar mais próximo onde ele me contou o seguinte:
A minha mulher começou a dar para o delegado de Cáceres. Larguei tudo e vim pra São Paulo em 89. Tentei trabalhar com o Gutão, lembra? Fui morar num flat. Tinha muita menina, bem jovens, putinha, sabe? Coisa de nível. Boate Photô, já ouviu falar? Cada gatinha, meu! Foi quando eu conheci a Diana. A Diana é uma cafetina. Cafetina de alto nível. Agenda as meninas, entende? Conhece o mercado. E ela cismou comigo, gostava de transar comigo.
Minha vida nunca mais seria a mesma. Larguei a odontologia. Hoje sou Provador de Puta.
- Como é que é?
Quando as meninas são indiCadas para a Diana, 15, 16 anos, ou mais velhas, 18/19, já universitárias, a Diana passa as meninas para mim. Tenho um outro apartamento no flat, pago pela Diana, que é onde a coisa funciona. Recebo como médico. Faço uma ficha, igual consultório mesmo. Além de toda a parte médica, tem a parte técnica. Há quanto tempo perdeu a virgindade, com quantos homens já transou, se tem algum problema, se faz sexo anal. Enfim, levanto a vida sexual da moça. Num segundo estágio começam as aulas práticas.
Peço todos os exames de sangue, fezes e urina. Ao mesmo tempo, saio para jantar, ensino o uso dos talheres, como escolher um bom vinho, etc. Vestuário, perfume, tudo. Tudo pago pela Diana, é claro. Quando a menina tá no ponto, a Diana coloca no mercado.
- E a Diana te paga pra fazer isso? Comer essas gracinhas todas?
Deus existe, cara! Ganho 200 por consulta. Dependenndo do mês, dá pra tirar uns 15 paus.
E, por fora, negócio só meu, criei o CPF (Consórcio de Profissional Fina). O consorciado paga 300 paus por mês e tem direito - sem sorteio, hein! - a oito trepadas por mês. Pode ser com a mesma menina, ou avulso. Ou misto. É um ótimo negócio para o consorciado. Sai menos de 30 reais a vez. E damos garantia contra Aids, gonorréia, etc.

CAETANO VELOSO, compositor (Rio, 1980)
Tarso de Castro, Antônio Pedro, Luiz Carlos Maciel, eu e mais uns, no quarto do Caetano, no Rio, fazendo uma entrevista para a revista Careta. Ele, lindo, todo de branco, refestelado numa imensa cama. Falava da sua última paixão:
Curitiba.
A gente foi ficando bêbado, é claro. Caetano, debaixo
dos seus caracóis, não bebia, lúcido.
Foi quando o Antônio Pedro perguntou: - E o fiofó, já deu?
Ele, tranqüilo, superior, não se abalou:
- Primeiro me digam, um por um, quem ai já deu. Cada um deu uma desculpa, tipo onde mamãe colocou a santa mão, ninguém, etc., ou tenho hemorróidas. Quando chegou em mim: só pra mulher.
Ele acabou dizendo que nunca tinha feito aquilo, mas ninguém acreditou.
Quando a gente estava indo embora, descendo do quarrto, no meio da escada tinha uma porta para o escritório dele. Ele me puxou lá para dentro.
- Como é esse negócio de dar pra mulher?
- Dedo, ué? Vai me dizer que você nunca ...
- Jamais! Jamais! O pessoal se esquece que eu sou do
interior da Bahia. Lá, esse negócio de dar, é muito sério. No meu, ninguém encosta. Nem Dedé.
Anos depois, num almoço na casa do psiquiatra Luiz Tenório de Oliveira Lima, eu voltei ao assunto com ele. Me convenceu.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Ninguem resiste um livro de Mário Prata.

Em 3 de outubro de 2010, Juliana Vieira Borges Vallini, amiga do Rafael Mafra, tomou este livro (numero fisico 95) emprestado e nunca o devolveu.

Em 2011, durante um trabalho de revisão, foi adquirido outro exemplar e reposto no lugar. Talvez isso só comprove o axioma que motivou a criação da Bibliomafrateca, depois denominada Livronautas. "Livro bom some". 


 

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