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Sermões Tomo 12

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Sermões Tomo 12

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Autor: Padre Antônio Vieira  

Editora: Lello & Irmão

Assunto: Discurso

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 428

Ano de edição: 1959

Peso: 500 g

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Bom
Marcio Mafra
31/08/2002 às 22:49
Brasília - DF

A obra "Sermões", em quinze volumes, foi publicada em 1908, na cidade do Porto e é considerado um monumento da literatura barroca e política.

Dessa monumentalidade toda, basta ao leitor conhecer uns sete ou oito volumes de todos os Sermões, para entender a obra, a filosofia e os costumes do autor.

Claro, em 1908 ainda não se praticava uma boa comunicação - no sentido midiático - daí porque os títulos e os capítulos dos 15 volumes são repetitivos. Mas isso acontece apenas nos títulos, vez que o conteúdo é novo ou inédito a cada sermão.

Mesmo assim, o monumento – embora, riquíssimo, como literatura ou como estilo - é uma leitura bastante pesada. É verdade, porém, que nem tudo que é leve, ou ligth, seja bom. Aliás, ligth quer significar leveza ou quase "sem gosto".

Em todos os Sermões, as idéias do Padre Vieira, estão contidas em períodos muito longos, entremeadas por uma linguagem casta, erudita e canônica. Por vezes é difícil de entender o objetivo.

Natural que assim fosse, porquanto era através da pregação, através dos sermões dominicais que se podia fazer sentir aos governantes e membros da realeza, o andamento e a linha política da crítica ou do apoio, aos negócios governamentais.

Os discursos e sermões feitos nas poucas solenidades civis e nas muitas solenidades religiosas davam o tom da satisfação que a elite - e também o povo - tinham das leis e ordenações dos governos. Nos sermões se reivindicavam, se impunham se demarcavam territórios e se expressavam interesses.

Evidentemente que o sermão tinha a uma linguagem própria, sempre atrelada ao rito e forma da liturgia canônica.

Igual tom era utilizado para expressar a insatisfação, o protesto e o não apoio aos interesses contrariados pela realeza, pelos militares e pelos negociantes da época.

Assim como os sermões da época serviam para repercutir, reivindicar e discutir os interesses sócios econômicos e culturais dos governos e dos líderes de então, algumas igrejas faziam o papel das estações de TV, Rádio e Jornal de hoje. Em outras palavras, elas eram “as mídias” de hoje. Muito bom.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os escritos do Padre Antônio Vieira são considerados verdadeiros monumentos da literatura barroca e da ciência política. No volume , tomo ou livro 12, os sermões são numerados, do décimo oitavo ao vigésimo nono. Parece que faltou santo para dar nome aos sermões.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Sermões Tomo 12 Sermão Vigésimo ( Sobre o Leite Virginal de Nossa Senhora) ..."Ricardo A Santo Laurêntio (um dos autores mais devotos e mais beneméritos da Virgem Maria Senhora. nossa, que com igual estudo e engenho, aplicou a seus louvores quase toda a Escritura Sagrada) combinando dous lugares dos Cânticos, diz assim: Ohristus dicit, bibi vinum meum cum lacte meo virginali, quod totum tuit meum, et de quo nullus alius bibit. Item cum dicatur beatae Virgini, oleum ettusum nomen tuum, non tamen dicitur, quod ejus ubera sint ettusa. Quer dizer: que ao leite virginal da Senhora chama Cristo própria e singularmente seu, cum lacte meo; porque de tal sorte foi somente seu, que nenhuma outra pessoa o gostou, nem participou dele. E que sendo comparado o nome da mesma Virgem ao óleo derramado pela largueza com que se comunica; dos sacratissimos peitos da Senhora, não se diz tal comunicação, ou efusão: Non tamem dicitur, quod ejus ubera sint ettusa: porque também não foram comunicados. mais que ao próprio Filho de Deus, e seu: Et ubera, quae suxisti. Assim o diz este grave autor comummente aplaudido e alegado de todos. Porém a mim (que nos peitos da Virgem Maria considero duas fontes de misericórdia, e a mesma misericórdia estilada no seu leite) nem a razão, nem a Escritura, nem a experiência me consente aprovar estas limitações. A razão não; porque sendo propriedade do Sumo Bem , ser sumamente comunicável: como podiam ser incomunicaveis os peitos que criaram o mesmo Sumo Bem, o qual quando criou todas as cousas, a todas deu virtude de se comunicarem? É certo, que com o leite se bebem juntamente as inclinações e afectos. Donde se segue, que não só foi -conveniente e decente, mas necessário, que a segunda geração do Verbo se parecesse com a primeira, e que o mesmo Verbo criado trouxesse dos peitos da Mãe a propensão natural de se comunicar, que tinha recebido incriado do seio do Pai. A mesma Virgem não só foi Mãe de Cristo, cabeça da Igreja, senão também Mãe de todos os membros do mesmo Cristo, que são os fiéis: e se a Senhora nos negasse a nutrição dulcissima de seus peitos, não seria Mãe inteira nossa, senão meia Mãe, como o são, diz S. Crisóstomo, 'as que geram os filhos, e os dão a criar a outrem. Finalmente o leite virginal dos mesmos peitos, foi aquele, que se -converteu no mesmo sangue, o qual se derramou" até a última gota pela salvação do género humano: e se foi nosso, e se derramou por nós enquanto sangue do Filho: como havia de ser só seu, e não também nosso, enquanto leite da Mãe ? Passando da razão à Escritura: a Esposa, ou pastora principal do mesmo livro dos Cânticos alegado, é a Virgem Senhora nossa. E falando o divino Esposo dos peitos virginais, que o criaram e alimentaram menino, diz que são semelhantes a ,dous cabritinhos monteses, filhos gémeos da mesma mãe: Duo ubera tua, sicut duo hinnuli capreae gemelli. É comparação pastoril própria daquele género de poesia. E com ser o autor dela Salomão, parece não só pouco acomodada, senão contrária ao que quer dizer. Os filhinhos são os que tomam os peitos, e os peitos como duas fontes, ou esponjas de neve, são os que docemente espremidos se destilam no licor vital com que os alimentam. Da parte dos peitos está o leite, e da parte dos filhos a fome, ou sede impaciente, com que tiram por eles. Pois se os afectos, e os efeitos, assim nos peitos da mãe, como nos filhos que deles se sustentam, são tão diversos e verdad.eiramente contrários: como diz Salomão, que os peitos da Senhora são semelhantes, não aos que dão, e comunicam o leite, senão aos que o recebem, e se alimentam com ele. Não se pudera encarecer com maior elegância e energia a liberalidade maternal, com que os peitos da Senhora se nos comunicam, e o desejo e gosto que têm de se comunicar. Se os filhos sedentos e famintos, correndo e saltando (como é próprio daqueles animalinhos, mais que de nenhuns outros) buscam os peitos da mãe com fome, e sede ardente, muito maior é a fome e muito mais ardente a sede com que os peitos da Mãe de Deus, e nossa, se comunicavam ao Filho natural, que é Cristo, e se desejam comunicar aos adoptivos, que somos nós. Por isso nos mesmos Cânticos se compara a mesma Senhora a uma fonte cerrada: Fons signatus: 1 porque assim como a água na fonte fechada está rebentando por sair, e padece violência enquanto se não desafoga no manancial da corrente: assim o leite da Virgem represado nos sagrados peitos está violento: e quando este se comunica, então eles se aliviam, e como de um peso amorosamente impetuoso se descarregam e descansam. Até aqui a razão e a Escritura; só resta a experiência: a qual porém se tem visto em muitos casos e aparições milagrosas, em que a Soberana Virgem se dignou regalar visivelmente a seus devotos com o néctar celestial de seus sagrados peitos. Quando S. Bernardo, na Igreja de Espira prostrado por terra, entoou: Monstra te esse Matrem: passando a imagem da Senhora o Menino Jesus de um braço para o outro, com um raio de leite estilado na boca melíflua de Bernardo, bem claramente lhe mostrou, que também era Mãe sua. Do santo abade Fulberto refere Barónio, que ainda gozou de mais perto este soberano favor: porque não só lhe concedeu a Virgem que gostasse a suavidade do leite, com que tinha criado a Deus como orvalho da aurora caído do Céu, mas apartando a roupa de sobre os peitos, lhe permitiu, que o bebesse nas próprias fontes. Quase espirando estava um sacerdote muito devoto da mesma Rainha dos Anjos, com acerbíssimas dores: e conta S. Pedro Damião, que a Senhora lhe apareceu visivelmente, e fazendo-lhe o lenitivo de seu próprio leite, no mesmo instante não só se abrandaram, mas cessaram totalmente as dores: e restituído à vida, de que já tinha perdido as esperanças, conservou sempre nos beiços a cor do medicamento com que fora curado. O mesmo refere Vicêncio Belvacense de outro também sacerdote, e também agonizante, não permitindo a Mãe de misericórdia, que a boca e língua, com que era louvada, a acabasse de comer o câncer, de que já estava emudecida e corrupta: e pagando com o leite yital de virginais peitos a devoção com que o mesmo sacerdote, todas as vezes que via alguma imagem da Senhora, a saudava, dizendo: Beatus venter, qui te portavit, et ubera quae suxisti. Em suma, que não só a ra,zão e a Escritura, senão também a experiência nos ensina, que o leite com que a Virgem Maria sustentou ao Filho de Deus, não é somente seu, senão também nosso: e também nossas as duas fontes suavíssimas de seus peitos, as quais, quando a mesma Senhora é servida, se desfecham liberalmente, e manam para nosso remédio. Mas porque este soberano favor, como mostram as mesmas experiências referidas, é particular e de poucos: o meu intento hoje será provar, que também pode ser universal, e de todos, se nós quisermos. E não quero que me pergunteis o como; porque já se entende que há-de ser por meio do Rosário. Digo pois (ou direi) que a todos os devotos do Rosário comunica a Virgem Senhora nossa o leite celestial de seus piedosíssimos peitos, não para a vida, ou saúde temporal, que é pouco, mas para a eterna. E porquê? Agora vai o assunto em próprios termos. Porque o Rosário é uma nova Via Láctea, a qual abriu e regou a Senhora com seu próprio leite na Terra, para que por ela subamos fàcilmente ao Céu. Â novidade e dificuldade da proposta necessita de muita graça. Ave Maria.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Adquiri os Sermões, no segundo semestre de 1961, quando já tinha salário do meu primeiro emprego, o Banco Inco. Não me recordo das razões da escolha do autor, provavelmente foi a habilidade do vendedor que me levou ao Pe. Antonio Vieira.


 

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