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Vasp Vôo 171

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Vasp Vôo 171

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Autor: Luiz Alfredo Salomão  

Editora: Câmara dos Deputados

Assunto: Jornalismo

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 133

Ano de edição: 1993

Peso: 150 g

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Bom
Marcio Mafra
01/09/2002 às 23:30
Brasília - DF

O Vôo Vasp 171 narra toda a negociata e impunidade havida durante a operação de privatização da companhia aérea Vasp, Viação Aérea São Paulo, que era uma empresa estatal sob o controle do Governo do Estado de S.Paulo. A privatização da companhia aconteceu durante ou sob a influência do Presidente Fernando Collor, Ex Governador Orestes Quércia e Governador Fleury Filho. A honrada família do Wagner Canhedo, de Brasília, foi quem adquiriu o controle da empresa aérea.

Genial é o título adotado para o livro. Vôo 171 - o numero de um dos vôos da companhia Vasp, entre Porto Velho e S.Paulo - cujo número é o artigo do código penal, mais conhecido dos bandidos pobres ou os de colarinho branco.

Decorridos 10 anos da privatização da Vasp, são as seguintes as conclusões:

(a) A Comissão Parlamentar de Inquérito, CPI - que deu origem ao livro, nada apurou. Ou, se o fez, nada concluiu. Virou nuvem andante.

(b) O 171 ainda designa estelionato no Código Penal, e para a Companhia Vasp, assim como para os seus proprietários membros da família Canhedo, os Fleury, os Quércia, as Zélias e os Collors, o numero continua sendo apenas a designação de uma viagem aérea.

( c ) A privatização da companhia foi apenas mais um inteligente negócio, do qual só os nomes citados tiraram proveito. Eles manterão a companhia até a dilapidarem completamente, quando então dois outros fatos poderão acontecer: ou a companhia será vendida novamente ao Estado de São Paulo, por um preço inimaginavelmente grande ou irá a falência por não conseguir mais levantar créditos, nem seus aviões das pistas.

A leitura é chatinha. Geniais são as poucas ilustrações do Caruso. Como livro não é lá essas coisas. É muita galinha pra pouco ovo.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Este livro expõe, didaticamente e com ilustrações bem humoradas de Chico Caruso, as irregularidades cometidas numa das maiores falcatruas da República: a privatização da Vasp.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Qual é a responsabilidade do governador Fleury? Salomão - Com todos os absurdos que cometeu, por que Canhedo ainda está impune? Porque, se o governador Fleury cumprir seu dever e tomar as providências necessárias, automaticamente estará confessando que o seu antecessor e criador, Orestes Quércia, fez um mal negócio e praticou mil falcatruas. E a responsabilidade do ex-governador Orestes Quércia? Salomão - Claramente, ele tinha um objetivo político, da campanha, que era se desfazer da Vasp. Não conseguindo acertar isso com a Transbrasil, ele partiu para uma operação que foi conduzida da forma mais irregular possível. Foram feitas as maiores concessões, injeções de dinheiro sem autorização legislativa, laudos ordinários e escandalosos, empenho do Tesouro do Estado para dar garantia a um novo controlador privado, até chegar ao verdadeiro achincalhe das contragarantias. O que o Fleury deveria fazer a esse respeito? Executar Canhedo? Salomão - Naturalmente. O Estado de São Paulo já pagou US$ 16 milhões ao Tesouro Nacional, em lugar da Vasp. Não tem nenhuma garantia, porque já vimos que as fazendas são superavaliadas. O Estado de São Paulo parou de pagar ao Tesouro Nacional, graças a uma liminar obtida na Justiça. Mas é evidente que o Tesouro tem que cobrar de São Paulo. É um contrato que claramente dá todas as garantias ao Tesouro Nacional. São Paulo diz que não vai pagar mais, e o Tesouro deveria executar a dívida de US$ 276 milhões, e aí vai-se ver que não há patrimônio para cobrir isto. Nem da Vasp, nem do contragarantidor, que é Canhedo. Há toda uma rede de irresponsabilidades, e quem vai pagar tudo é o coitado do contribuinte, seremos nós. Fleury tinha que executar as garantias dadas e exigir novas garantias. Até o ponto de confiscar todo o patrimônio pessoal de Canhedo. O governo Itamar também está omisso, porque não cobra os direitos do tesouro. A operação de privatização deveria ser anulada? Salomão - Acho que a privatização é uma coisa irreversível. Vai anular e restabelecer o que era antes? Não dá para vender de novo? Salomão - Não tem quem compre. A situação da Vasp hoje é muito mais deteriorada do que quando foi feita a privatização. Deve mais de US$ 1 bilhão. Ela está sobrevivendo às custas da sonegação de impostos. Provavelmente, está devendo ao INSS também. Mas eu não vejo, nem na esfera estadual, nem esfera federal, uma ação cautelar para proteger os interesses dos Tesouros Federal e Estadual. Ao contrário, estão deixando correr frouxo. O Departamento de Aviação Civil (DAC), que teve uma atitude pífia durante o processo de privatização da Vasp, Continua a se omitir. Daqui a pouco, Canhedo quebra e o rombo será maior. Ninguém sabe o que ele está fazendo com o dinheiro.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Fernando Mafra, versado em informática, me emprestou este livro que o autor, Deputado Luiz Salomão, lhe presenteara, ao término dos trabalhos de CPI Comissão Parlamentar de Inquérito que fora instalada para apurar as negociatas havidas durante a privatização da Vasp. Tem a seguinte dedicatória: "Ao amigo Fernando Mafra que muito contribuiu para este trabalho, com o abraço do Luiz Salomão."


 

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