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A Mãe

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A Mãe

Livro Ótimo - 2 comentários

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Autor: Górky  

Editora: Círculo do Livro

Assunto: Romance

Traduzido por: Shura Victoronovna

Páginas: 426

Ano de edição: 1984

Peso: 405 g

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Excelente
Jefferson Alves Duarte
17/03/2018 às 10:32
Santo André - SP
Um livro sim de muito louvor ao socialismo, mas o que mais me chamou a atenção é a mudança da mãe com a ajuda do filho. Tirando toda a parte politica da historia o amor de mãe e filho é muito lindo. Foi o primeiro livro que não sei ainda a razão, mas eu chorei ao final da leitura.

Bom
Marcio Mafra
12/09/2002 às 13:32
Brasília - DF

Górki conta a vida dos operários russos, ambientada nos anos da grande revolução de 1917, num estilo que foi chamado de "realismo socialista". Na verdade, Górki foi considerado um dos pilares da cultura soviética, que despontou logo no início da revolução. A tradução é muito além de ruim. Não ajuda em nada. Torna a leitura chata e com cara de "chapa branca", porque - em muitas passagens do romance - parece um hino de louvor ao socialismo e à revolução de 1917. Também se percebe ao longo da leitura que " Mãe" contém bastante de doutrinação comunista. Arre! Mas... vale a leitura.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história da classe operária russa, dentro do realismo socialista, ambientada durante os tempos iniciais da Revolução Comunista de Lênin em 1917.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Ela sentou-se no toco de uma árvore, em silêncio, examinando Ríbin com atenção. - Quando foi levado? - perguntou Ribin, acomodando-se em frente à mãe, e, sacudindo a cabeça, exclamou: - Que azar, Nílovna! - Não é nada! - disse ela. - E então? Está se acostumando? - Não estou me acostumando, mas vejo que é impossível sem isso! - Certo! - disse Ríbin. - Vamos, conte. . . Efim trouxe um vasilhame de leite, pegou um copo da mesa, lavou-o com água e encheu-o de leite, aproximando-o de Sofia, enquanto ouvia, atento, o relato da mãe. Ela movia-se e fazia tudo sem ruído, com cuidado. Quando a mãe terminou sua breve história, todos permaneceram em silêncio, sem olhar um para o outro. Ignat, sentado à mesa, rabiscava com a unha sobre a madeira. Efim, de pé atrás de Ríbin, acotovelou-se em suas costas. Iákov, encostado ao tronco de uma árvore, cruzou os braços sobre o peito e baixou a cabeça. Sofia observava os mujiques de sobrecenho carregado. . . - Si-im! - entoou Ríbin, sombrio. - Quer dizer que foi assim abertamente!. . . - Se arrumássemos uma parada dessas aqui - disse Efim com sorriso de escárnio -, os mujiques teriam sido espancados até a morte! - Sem dúvida! - confirmou Ignat, fazendo que sim com a cabeça. - Não, eu vou para a fábrica, lá é melhor. . . - Você diz que Pável vai ser julgado? - quis saber Ríbin. - E então, qual a pena, não souberam? - Trabalhos forçados, ou então para a Sibéria para toda a vida. . . - respondeu ela, baixinho. Os três rapazes olharam-se ao mesmo tempo, enquanto Ríbin baixou a cabeça e perguntou vagarosamente: - E ele, quando se meteu nisso, sabia o que o esperava? - Sabia! - disse Sofia, em voz alta. Todos se calaram, imóveis, como que congelados num só pensamento terrível. - Certo! - prosseguiu Ríbin com solene severidade. - Eu também acho que sabia. Sem medir, ele não dá o salto, é um homem sério. Estão vendo, rapazes? O cara sabia que podia ser perfurado por uma baioneta, que podia ser condenado, e foi. Se a mãe se colocasse no seu caminho, passaria por cima dela. Não passaria por cima de você, Nílovna? - Passaria! - respondeu a mãe, estremecendo e olhando em torno com um pesado suspiro. Sofia afagou sua mão em silêncio e, com o sobrecenho carregado, olhou fixamente para Ribin. - Este é um homem! - disse ele, percorrendo a todos com seus olhos escuros. E, mais uma vez, seis pessoas mantinham-se em silêncio. De um longínquo ponto, vinha o pio do corvo. A mãe olhava em torno, perturbada pelas recordações do 1.° de Maio, pela saudade do filho, de Andrei. A pequena e estreita clareira estava coberta de barris de alcatrão, tocos de árvores. Carvalhos e bétulas cercavam a clareira, avançando sobre ela de todos os lados e, imobilizadas pelo silêncio, elas cobriam o chão com sombras negras e cálidas. Súbito, Iákov afastou-se da árvore, deu um passo para o lado, deteve-se e, sacudindo a cabeça, perguntou secamente: - Será contra esses que eu e Efim seremos mandados? - E contra quem você pensou que fosse? - retrucou Ríbin, carrancudo. - Eles nos estrangulam com nossas próprias mãos, aí é que está o segredo da coisa! - De qualquer maneira, serei soldado! - declarou Efim, teimoso. - E quem é que o está dissuadindo? - exclamou Ignat. E, encarando Efim, disse com mordacidade: - Só que, quando estiver atirando contra mim, mire a cabeça. .. não me deixe aleijado, mate logo! - Já ouvi isso! - gritou Efim, irritado. - Esperem, rapazes! - começou Ribin, examinando-os e erguendo o braço com gesto lento. - Esta mulher aqui! - disse ele, apontando para a mãe. - O filho dela deve estar perdido agora. . . - Por que fala assim? - quis saber a mãe, angustiada. - É preciso! - respondeu ele, sombrio. - É preciso, para que seus cabelos não fiquem brancos à toa. E então, maçaram-na com isso? Nílovna, trouxe os livros? A mãe fitou-o e, após breve silêncio, respondeu: - Trouxe... - Certo! - disse Ríbin, dando um soco na mesa. Percebi logo que vi você. Para que viria aqui, senão por causa disso? Viram? O filho está fora das fileiras, e a mãe toma seu lugar! Ameaçando com o braço, soltou um pesado palavrão. A mãe assustou-se com seu grito, fitou-o e viu que a fisionomia de Mikhail modificara-se rapidamente: mais magro, a barba irregular, sob a qual se sentiam os ossos do queixo. Sobre o fundo meio azulado dos olhos, apareceram veiazinhas vermelhas, dando-lhe o aspecto de alguém que havia muito não dormia, o nariz tornara-se mais adunco, curvado qual bico de ave de rapina. O colarinho aberto, impregnado de alcatrão, de uma camisa que devia ter sido vermelha, desnudava saboneteiras secas, um pêlo espesso e negro sobre o peito, e em toda a sua figura havia agora algo mais sombrio e fúnebre ainda. O brilho seco dos olhos inflamados iluminava seu rosto escuro com o fogo da ira. Pálida e muda, Sofia não desviava o olhar dos mujiques. Ignat sacudia a cabeça, o cenho franzido, ao passo que Iákov, de novo de pé ao lado do barraco, arrancava a casca da árvore com seus dedos escuros e nervosos. Efim andava para lá e para cá, ao longo da mesa que estava por trás da mãe. - Um dia desses - prosseguiu Ríbin -, fui chamado pelo administrador de terras, que me disse: "Que foi, seu miserável, que foi que você disse ao padre?" "Por que sou um miserável? Ganho o meu pão com meu lombo, nada fiz de ruim contra as pessoas", disse eu. Ele começou a berrar, deu-me um soco nos dentes. . . fiquei preso durante três dias. É assim que o senhor fala com o povo? Assim? Não espere perdão, diabo! Se não for eu, um outro irá vingar minha ofensa sobre seus filhos, lembre-se! Vocês revolveram com garras de aço o peito do povo, semearam o ódio, não esperem clemência, nossos demônios! Estava transtornado, fervendo de ódio, e em sua voz vibravam sons que assustavam a mãe.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nada de especial.


 

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