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Filosofia da Religião

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Filosofia da Religião

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Autor: Fulton Sheen  

Editora: Agir

Assunto: Filosofia

Traduzido por: Marcilio Teixeira Marinho

Páginas: 351

Ano de edição: 1960

Peso: 810 g

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Bom
Marcio Mafra
15/09/2002 às 13:59
Brasília - DF

Fulton Shenn, tenta demonstrar neste seu livro a relação que ele entende existir entre a razão humana e a religião. Faz uma abordagem filosófica sobre o valor do contato com a religião partindo-se do homem e não da natureza. Sob o ponto de vista eminentemente católico é um bom livro. Como filosofia de religião, deixa a desejar.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História e religião do homem como problema: o racionalismo, romantismo, mecanicismo, reação contra mecanicismo, o irracionalismo, a transcendência de Deus, a imanência de Deus, as ciências físicas e a religião.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O problema da liberdade da vontade não é problema de física e, sim, de filosofia, pois a física moderna está limitada a uma correlação matemática de acontecimentos. Aquêles que desejam identificar a física com a filosofia tomam seus dados da ciência física e dizem que, assim como os objetos materiais agem de modo certo, assim o homem deverá agir. Com isto, o homem de ciência inverte o êrro do selvagem que, descobrindo-se influenciável pelo amor e pelo ódio, pelo mêdo e pelo desejo, atribuiu às pedras e aos rios, às montanhas e às flôres uma personalidade igual à sua. O animismo ou o antropomorfismo do selvagem primitivo não são piores do que o fisicomorfismo dos atuais cientistas-filósofos. Cada qual fecha os olhos a uma parte da experiência e generaliza. a partir da outra parte. O homem de ciência afirma-nos que o ser espiritual e livre deve agir do mesmo modo que um objeto material. Vemo-nos, então, atufados com exemplos de livre-arbítrio, tirados de armas, botas, lacres e navios. Se se supuser uma escala de motivos, tomando por base a fôrça, enganar-nos-emos de novo, pois o que hoje é o mais forte amanhã poderá ser o mais fraco, e o que é forte para determinado homem pode ser fraco para outro. Nenhuma classificação pode ser proposta para determinar qual o motivo mais forte. Refugia-se então o determinista na declaração de que o motivo mais forte é aquêle que prova ser o mais forte na competição com os outros motivos, o que equivale a dizer que o motivo mais forte é aquêle pelo qual êle é determinado. Existe um mundo de diferenças entre o objeto material e o espírito. O objeto material age por causa de algo que lhe aconteceu; o ser consciente, por causa de algo futuro, algo que acontecerá ou que, pelo menos, poderá acontecer. O livro cai da mesa porque foi empurrado, não porque vai ser empurrado. Pode-se perfeitamente objetar que um menino, que leva um pontapé, corra. O pontapé é o que aconteceu, não o que iria acontecer. A resposta é que o menino correu porque lhe deram um pontapé, do mesmo modo que um saco de batatas cairia, se lhe dessem um pontapé suficientemente forte; porém o saco de batatas, mesmo que tivesse olhos para ver, não teria corrido. Por que correu o menino? Por que lhe bateram? Não, nada há num pontapé que faça um menino correr. O menino correu por mêdo de receber outro pontapé. Foi movido por algo futuro. A diferença que há entre um átomo e um espírito está no seguinte; quando uma maçã cai, é movida por fôrças que agem sôbre ela naquele momento, nunca por fôrças que possam estar sendo concebidas para agirem sôbre ela em futuro próximo. Poder-se-ia dizer que os motivos que influenciam a ação do homem estão presentes em sua mente. Sim, estão, realmente, mas êsses motivos são idéias de coisas que não se encontram presentes. Seguramente, é anticientífico ao mais alto grau sustentar que o procedimento de uma partícula de matéria, sob a ação de uma fôrça definida e fixa, que aja sôbre ela, tenha que apresentar completa e perfeita analogia com o ato do espírito livre. Como já disse G. K. Chesterton: "Sempre me deu pena o determinista, pois nunca poderá dizer muito obrigado pela mostarda." ..." A liberdade, muito ao contrário, não pertence à física, mas à filosofia, e especialmente a determinado ramo da filosofia que trata de uma faculdade imaterial - o intelecto.30 Santo Tomás expõe o argumento a favor da liberdade da vontade em i. q. 83, a. I da Summa: o homem possui livre-arbítrio, caso contrário conselhos, exortações, ordens, proibições, prêmios e castigos existiriam em vão. Para evidenciar êsse fato, devemos observar que algumas coisas agem sem nenhum critério, como a pedra movendo-se para baixo. Da mesma maneira, tôdas as outras coisas que não possuam conhecimento. E há os sêres que agem com certo critério, mas que não são livres, como os animais irracionais. A ovelha, diante do lôbo, vê nêle algo a ser evitado, devido a um julgamento natural e nunca livre. Ela julga, não pela razão, mas por um instinto natural. O mesmo se pode dizer de qualquer ato dos animais irracionais. Já o homem age com inteiro critério: usando seu poder de compreensão, julga se uma coisa deve ser evitada ou procurada. Não sendo êsse julgamento, por ocasião de determinado ato específico, resultado de instinto natural, mas, sim, de algum ato de comparação que se efetua na razão, êle age, conseqüentemente, por um julgamento livre e conserva o poder de seguir rumos diversos. Pois a razão, quando se trata de assuntos contingentes, pode seguir caminhos opostos, como vemos em silogismos dialéticos e em argumentos retóricas. Ora, as operações específicas são contingentes e, portanto, o julgamento da razão, em tais assuntos, pode seguir diferentes rumos e não tem de se restringir a um só. E já que o homem é racional, é necessário que possua livre-arbítrio.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Este foi mais um dos livros que adquiri na década de 60, para tentar entender a vida


 

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