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Mauricio ou Os Paulistas em São João Del Rey

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Mauricio ou Os Paulistas em São João Del Rey

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Bernardo Guimarães  

Editora: F Briguiet

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 444

Ano de edição: 1941

Peso: 490 g

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Bom
Marcio Mafra
22/09/2002 às 13:10
Brasília - DF

O autor, Bernardo Guimarães, viveu entre 1827 à 1884. Publicou 13 obras, o que pode ser considerado uma grande produção até para os dias atuais. Seu grande sucesso foi a Escrava Isaura, romance famoso que virou filme, além de uma grande novela de televisão. Este Mauricio, foi escrito após a Escrava Isaura, portanto é do mesmo estilo da época, com histórias densas e muitos personagens. Já se praticava naquela época o mesmo que os autores e editores fazem hoje: após um grande sucesso, rapidamente são lançados novos livros do mesmo autor para enriquecer as vendas. Normalmente dá certo. Tanto é que, no último capítulo deste Maurício ( exemplar que parece foi salvo de um princípio de incêndio) consta o seguinte:

"O leitor que até aqui tem acompanhado benigna e pacientemente esta tosca narração, se deseja saber qual foi realmente o fim de Maurício, e qual a sorte de seus companheiros de infortúnio e outros personagens que nela figuram, deve ler outra história, que servirá de seguimento a esta com o título de Bandido do Rio das Mortes".

Portanto, há quase 200 anos já se praticava o auto plágio, ou a fraude do sucesso, como: Tubarão II, ET IV e V, Esqueceram de Mim 14, e etc. Mesmo assim, não há como negar que vale a leitura. O autor e o livro são bons. Muito bons.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Maurício é um romance - sem nenhum sucesso - do mesmo autor de Escrava Isaura. A história - uma aventura amorosa - se passa no ambiente mineiro entre os anos de 1860/1870 e permite uma visão dos hábitos, costumes, política e vida social da época.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Trágica interrupção de uma entrevista amorosa. Màurício tinha razão; o único meio eficaz, que lhe restava, de proteger o capitão-mór e sua família contra o furor dos revoltosos era pôr-se êle próprio à testa da revolta. Tomada esta resolução extrema imposta por sua situação desesperada, não pôde entretanto resolver-se a ir tomar a direção da emprêsa fatal sem ir ver a sua Leonor, sem dizer-lhe um adeus, que talvez será o derradeiro, sem explicar-lhe. .. mas o que poderá êle explicar-lhe ?. . . nada lhe poderá revelar; mas é forçoso dizer-lhe alguma cousa, que a tranquilize, e que justificando-o aos olhos dela faça com que para o futuro não venha a duvidar de seu amor e lealdade. Irá mentir, embora ! .. dirá, que compelido pelas circunstâncias e para fugir ao ódio de Fernando, que o persegue, vai desaparecer por algum tempo, ou talvez para sempre; se a sorte lhe não for propícia. Para isso lhe é precisa uma entrevista particular com Leonor, idéia que jamais se abalançára a ousadia do mancebo. Êsse passo é de extrema dificuldade e quase impossível; Maurício, porém, o considera absolutamente necessário, imprescindível. Em vista do tratamento, que ultimamente recebera de Diogo Mendes, vedáva-lhe o pundonor apresentar-se em casa dêle; portanto nem lhe era possível avisar Leonor dêste seu intento e pedir-lhe a permissão, bem como lugar e hora para a entrevista. , Tinha porém Maurício um grande e excelente recurso à sua disposição para achar-se em presença de Leonor a sós e sem ser visto por ninguém, no jardim que ficava por baixo do terraço, que, como sabe o leitor, era o lugar de recreio ou de recolhimento, em que Leonor costumava desabafar na solidão as máguas e saudades, que lhe oprimiam o coração. Era êste jardim cercado por altos muros; não seria por cima dêles que Maurício procuraria ingresso. Enormes e ferozes cães o vigiavam por fora e pelo menos dariam alarma par tôda a casa, se alguém tentasse galgar êsses muros. O jovem paulista ao construir a casa de Diogo Mendes tinha por ordem expressa dêste feito praticar nos aposentos doa capitão-mór uma parta oculta, e uma escada, que descia a um caminho subterrâneo, que ia respirar muito longe por fora dos muros da quinta... Os esconderijos, portas e escadas secretas eram nos tempos caloniais muito comuns nas casas e fazendas dos homens ricos e importantes para terem um refúgio. ou meio de evasão em caso de perseguição política, ou de alguma sublevação do povo, ou dos escravos, ou de alguma irrupção de índios. A um dêsses esconderijos um dos inconfidentes de 17... deveu escapar às garras dos ferozes agentes do govêrno da metrópole. O caminho subterrâneo passava por baixo do jardim de Leonor, e não seria preciso a Maurício mais do que levantar uma das lagens não mui pesadas, que serviam de pavimento às ruelas do pequeno jardim, para nele se apresentar como um fantasma surgindo da campa. Ora como sôbre êste jardim só davam as janelas, dos aposentos de Leonor, nenhum perigo havia de ser visto senão por ela. Esta comunicação secreta só era sabida pelo capitão-mór e Maurício; a própria Leonor não tinha ainda conhecimento dela


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF
Um livro de edição antiga, com mais de 61 anos de existência. Este é um daqueles livros que sempre estiveram em sua prateleira, sem que ninguém saiba como nem porque, embora na folha de rosto esteja escrito à mão: Pertence a Rosária Gomes. Também, na mesma folha de rosto, há um carimbo: "Ministério da Educação e Saúde. Instituto Nacional do Livro. End: Avenida Rio Branco nº 219/39, Edificio da Biblioteca Nacioonal - Rio de Janeiro."
 

 

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