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Hegel e a Filosofia Soviética

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Hegel e a Filosofia Soviética

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Autor: Djacir Meneses  

Editora: Zahar

Assunto: Filosofia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 234

Ano de edição: 1966

Peso: 480 g

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Bom
Marcio Mafra
24/09/2002 às 11:57
Brasília - DF

O Professor Djacir Menezes estudou Hegel por mais de 30 anos. Virou doutor no assunto, com justo motivo. Na sua elegia, o Professor Falcão desmistifica o grande materialismo de Hegel. Na interpretação do universo e da vida, os princípios da causalidade e contingência, da verdade e êrro, do fenômeno e essência, do mecanicismo e dialética, elaborados na experiência de Hegel, não ficam em planos abstratos.

O assunto é abstrato, expositivo e discursivo, como tal, desinteressante ao leitor não iniciado em filosofia. Ao término do livro não há como não concordar com a tese do autor, mas fica - apenas - o ranço e o gosto da inutilidade, quase como a discussão do sexo dos anjos.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Análise crítica da obra "Categorias do Materialismo Dialético", de Rosental e Straks, do Instituto Pedagógico do Estado, com professores de outros Institutos da URSS, sobre Hegel.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Conteúdo, Matéria e Forma. Ao abordarem as categorias de conteúdo e forma, no capítulo VI, ensinam os autores que "entre os filósofos antigos, foi Aristóteles quem se ocupou, mais que nenhum outro, das citadas categorias, ao tratar de fundamentar a mútua relação entre matéria e forma. Segundo êle, tôdas as coisas procedem da matéria. A matéria amoda, de acôrdo com a concepção aristotélica, é somente o ser em potência e um dos princípios da aparição das coisas; o outro é a forma" (página 194).
Tôda vez que os autores abreviam um pensamento, que pretendem combater, fazem-no pessimamente. Nem sequer recorrem às próprias palavras do autor citado ou de um expositor idôneo: dão-nos resumos defeituosos, que facilitam assestar o golpe mortal no adversário. Seguem a mesma tática dos inimigos figadais do marxismo, quando expõem a doutrina num esquematismo caricato para destroçá-la a duas penadas. Resultado: ambas se desfazem de seus próprios esquemas, rotulados da doutrina hostilizada.
Nada seria mais fácil que examinar na Metafísíca de Aristóteles, o problema de matéria e forma, e aprofundar, em conseqüência, o que o estagirita entendia por "potência" e "ato".
Foram as antinomias suscitadas pela doutrina de Parmênides sôbre a imutabilidade e unidade do Ser, opostas ao heraclitianismo do fluxo eterno das coisas, que conduziram Aristóteles ao princípio da distinção da potência e de ato. Com ela pretendeu eliminar a contradição, assentando o primado do formalismo lógico para explicar a mudança sem a coincidentia oppositorum e o papel da negatividade. Mas não demonstrou o princípio; exemplificou-o. Partiu da distinção, nos sêres corpóreos, de matéria e forma - e generalizou a distinção ao ser em devenir: as coisas - afirmam os escolásticos e seus sequazes - não são apenas o que são, mas ainda e realmente o que podem ser. Mas o poder ser não é o ser nem o não-ser; é algo intermediário entre os dois conceitos "que não podemos imaginar mas que se impõe à análise filosófica do real em devenir". Eis a noção de potência ou potencialidade, segundo um tomista atual. Mas essa definição só pode ser dada em relação com o ato: e o ato é tudo que é no sentido primário da palavra ser". Também não se pode definir senão em relação com a potência. Actus é a tradução de &vspysw: e snsÀsxsw:, dois têrmos forjados por Aristóteles, que correspondem ao actus operativus e actus entitativus, no léxico tomista. A dificuldade está em que ato e potência são determinações primárias do Ser - e o ser não é gênero. Essa "matéria amorfa", a que se referem os autôres soviéticos, é a Quota, a substância como categoria fundamental, que Regel considerou simplesmente a totalidade das determinações que se exprimem no movimento dialético. Aí está a profunda raiz herética que marca a dissidência formidável com tôda a metafísica tradicional, abre os horizontes do pensamento moderno e se concilia com as mais avançadas concepções da física. Tôda a camouflage, que permitiu superar, nas asas do formalismo tomista, a antinomia dos dois critérios - eleatismo e heraclitianismo - foi a ficção engenhosa do ato e da potência, retirada do arsenal peripatético. E graças a ela, o Aquinatense tomará ontológica a distinção meramente lógica da existência e da essência, elaborada pelo estagirita.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Quando numa ocasião, conversava sobre Hegel com Antônio Tavernard, ele me recomendou o livro do Professor Djacir Menezes, que estudou Hegel durante mais de 30 anos. Ainda não o devolvi.


 

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