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Papá Hemingway

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Papá Hemingway

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: A E Hotchner  

Editora: Civilização Brasileira

Assunto: Biografia

Traduzido por: Brenno Silveira

Páginas: 353

Ano de edição: 1965

Peso: 600 g

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Bom
Marcio Mafra
25/09/2002 às 18:50
Brasília - DF

Papá Heminguay é um retrato dos últimos 14 anos de vida do Ernest.

Depois de se tornar um escritor muito famoso, dono de um estilo literário próprio e dono de uma personalidade dificil que não suportava a higth society nem repórteres.

Hotchner conseguiu aproximar-se de Heminguay e escreveu este livro. Apesar da excelente tradução do Enio Silveira, o livro é mais ou menos.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história dos últimos 14 anos de vida de Heminguay, contados por um jornalista que privou de sua amizade e intimidade.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Essa foi a noite em que Ernest concordou, em consideração aos longos trabalhos de Mary na cozinha, permitir que eu os levasse a jantar no recém-inaugurado restaurante do Christiana. Era essa a primeira vez que Ernest saía de casa à noite, desde seu regresso. A coisa acabou por assemelhar-se muito à nossa última aventura no Callejón. Ernest tomou um coquetel e um copo de vinho durante a refeição (regime que êle seguia estritamente). Parecia sentir-se à vontade, enquanto tornava a contar, com satisfação, histórias divertidas a cerca de seus tempos no Ketchum de antigamente, quando o jôgo era tão livre quanto a corrida em busca de ouro, quando, subitamente, se deteve no meio de uma frase e disse que tinha de pagar a conta e retirar-se. A pobre Mary, que estava se divertindo muito nessa sua noite fora de casa, e cuja refeição estava apenas a meio, perguntou-lhe o que não estava bem. Ernest fêz um leve movimento com a cabeça em direção do bar. - Aquêles dois homens do FBI que estão no bar - murmurou. - Eis o que não está bem. Mary indagou de que modo poderia êle saber que os homens pertenciam ao FBI, e Ernest recomendou-lhe falasse mais baixo. - Então você acha que não reconheço um sujeito do FBI, quando o vejo? Precisamos sair daqui, Hotch. Fui à procura do garçom e, a caminho, passei por uma mesa em que Chuck Atkinson e a espôsa estavam jantando. Perguntei a Chuck se êle conhecia os homens que estavam no bar. - Certamente - respondeu-me êle. - São caixeiros-viajantes. Têm aparecido por aqui uma vez por mês, nos últimos cinco anos. Não me diga que Ernest está preocupado por causa dêles - ajuntou, abanando, tristemente, a cabeça. Quando eu disse a Ernest que se tratava de caixeiros-viajantes, êle respondeu, zombeteiro: - Claro que são caixeiros-viajantes. Os homens do FBI são conhecidos por seus disfarces inábeis. Como é que você esperava que êles se apresentassem? Como concertistas de violino? Vamo-nos, Mary. Você poderá tomar café em casa. Desde minha chegada, Mary estava ansiosa por falar comigo, mas Ernest tornava isso difícil. Ele se se tornara hipersensível às reações críticas acêrca de sua pessoa e, sempre que via algum de seus amigos a conversar com Mary, não tinha dúvida de que estavam falando a seu respeito - o que, com efeito, provàvelmente, ocorria. Como era difícil de compreender-se, Mary achava-se nervosa e perturbada; desde seu regresso da Espanha, ela estava sujeita às crescentes ansiedades de Ernest, sem saber de que maneira poderia lidar com êle. A caminho de casa, ao sairmos, aquela noite, do Christiana, conseguiu dizer-me, sem que Ernest ouvisse, que ela estaria, na manhã seguinte, às onze horas, fazendo compras no supermercado. Conversamos junto de um dos carrinhos do supermercado, na seção dos cereais. Mary disse-me que estava desesperada. Mostrou-me uma carta que encontrara, no dia anterior, sôbre a mesa de Ernest, dirigida ao seu banco, o Morgan Guaranty, de New York. As palavras de saudação e a primeira frase estavam em ordem, mas as outras palavras formavam uma algaravia, como se êle tivesse estado se exercitando num nôvo idioma


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Alguem, de cuja pessoa ou nome não lembro, me presenteou este livro.


 

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