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Uma Vida Em Nossos Tempos

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Uma Vida Em Nossos Tempos

Livro Excelente - 1 comentário

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Autor: John Kenneth Galbraith  

Editora: UNB

Assunto: Biografia

Traduzido por: Wamberto Hudson Ferreira e Ana

Páginas: 568

Ano de edição: 1985

Peso: 780 g

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Excelente
Marcio Mafra
19/10/2002 às 15:35
Brasília - DF


Excelente livro. Excelente biografia. Excelente história da economia. Uma de suas teorias trata do poder compensatório. Segundo essa tese, é preciso haver forças econômicas opostas para que não se produzam concentrações de poder dos monopólios e oligopólios. Da mesma maneira, Galbraith considerava o poder dos sindicatos inerente ao sistema. Ele defendeu a idéia de que a fraqueza dos Estados Unidos estaria no gasto exagerado em bens pessoais e não em bens públicos. Qualquer que queira iniciar-se em economia, não pode prescindir de conhecer boa parte da vida, filosofia, postura e escola econômica de Galbraith. Vale cada linha.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A biografia - pessoal, politica e profissional - do economista e diplomata John Kenneth Galbraith que viveu a política e a economia americana desde antes da Segunda Guerra Mundial, até a Guerra do Vietnã.
 

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Ao final da primavera de 1943, muitos de meus antigos colegas - John Hamm, David Ginsburg, Harold Leventhal, Ben Heineman e Henry Reuss - tinham ido embora: a maior parte, em virtude de convocação para o serviço militar, mas havia também a sensação de que mais alguns homens lançados às feras seria uma forma de atenuar as críticas. Naquele período, minha mulher deu a luz a nosso segundo filho. Em 1941, o quarto onde ela estava, na maternidade, estava tão cheio de flores, que lembrava as recentes cerimônias fúnebres de Greasy ThumbGusick, em Chicago. Agora havia apenas uma rosa colhida em nosso jardim. Eu já não valia um preço muito alto. Um episodio de menor importância apressou minha partida. Prentiss Brown tinha trazido de Michigan um publicitário chamado Lou Maxon, para melhorar, conforme se diria hoje, a imagem da repartição. Lou declarou à imprensa que minha imagem é que precisava ser melhorada. E, de forma menos polida, disse que iria intervir nas diretrizes da repartição de modo a resguardá-la. Quando interrogado, eu disse aos jornalistas que Lou deveria meter-se com seus próprio assuntos. A querela então tornou-se azeda. Antigamente, acreditava-se que F.D.R. apreciava ver divergências entre seus subordinados. Mas agora, estava cansado disso e julgava que tais atritos desviavam a atenção da outra guerra mais séria que estava ocorrendo no exterior. Mandou avisar que estávamos os dois afastados dos respectivos cargos, embora me designasse para uma outra função importante. Harry Hopkins pediu a Ed Stettinius, que tinha sido indicado para o Lend-Lease, que me desse um cargo, Ed ofereceu-me o lugar de Administrador do Lend-Lease na África do Sul. Ao saber da notícia, na manhã de 31 de maio de 1943, Prentiss Brown sugeriu-me declarar que eu estava deixando o OPA em razão de problemas de saúde, mas recusei-me a fazer isso. Os aplausos pela minha partida foram breves, mas intensos: poucas vezes tive tanto sucesso entre os conservadores. No projeto orçamentário elaborado logo depois, havia um anexo - chamado de Emenda Antiprofessoral- que proibia que professores trabalhassem na fixação de preços. Essa emenda, obviamente inconstitucional, foi ignorada. Não acho muito agradável deter-me em demasia no que ocorreu nos meses seguintes. A súbita perda de poder nos deixa repentina e inimaginavelmente vazios, fazendo com que nos defrontemos com a descompressão e com um estado de espírito abalado. Somos assaltados, embora artificialmente, pela dúvida quanto a nós mesmos. E pela fixação do pensamento nas decisões que não estarão mais sob nosso controle. O pior de tudo - e o mais inesperado é que nos sentimos nus diante de nossos inimigos. Somos criticados e já não dispomos dos antigos meios - secretárias e datilógrafas, assessores de imprensa e jornalistas sempre a postos - que usávamos para a réplica necessária. Os meses de cansaço acumulado também fluíam sobre mim como um rio impregnado de óleo. Após recuperar-me, passei algumas semanas do verão na sede do Lend Lease, que ficava em um prédio de apartamentos perto do atual edifício do Departamento de Estado. Para o sujeito maravilhoso que era Edward Stettinius eu era uma terrível aflição, politicamente danoso; mas, por causa da Casa Branca, tinha de ser aturado. Logo descobri que a repartição chefiada por ele tinha poucas funções definidas e, com o Mediterrâneo recentemente aberto e os navios já não precisando fazer a volta pelo Cabo, não tinha função nenhuma relacionada com a África do Sul. Abandonei a idéia de ir para lá e uni-me a uma força-tarefa composta por executivos do tipo dos que acreditavam que Ed Stettinius era um líder e que estavam imaginando se as máquinas-ferramentas compradas pela Inglaterra com o Lend-Lease deviam ser reclamadas após a guerra. Uma requisição desse tipo impediria que a indústria britânica tivesse uma vantagem competitiva injusta em razão do livre capital e da tecnologia avançada fornecidos dessa forma. Julguei que se tratava de uma idéia tola, e realmente era, e constatei com alegria que George Ball, que, na qualidade de assessor jurídico associado, estava encarregado pelo New Deal de inspecionar as atividades de Stettinius, concordava inteiramente. Foi o início de uma amizade que nos uniu em muitas aventuras políticas e públicas. Herbert H. Lehman então pediu-me que me juntasse a ele para planejar uma repartição que mais tarde se transformaria na United Nations Relief and Rehabilitation Administration (Escritório das Nações Unidas para Alívio e Reabilitação, UNRRA). Meu novo emprego tinha alguma utilidade, mas há sérios limites quanto ao tempo que se pode gastar num planejamento desse tipo. A verdade é que, no final da primeira semana, eu já tinha feito todas as sugestões possíveis. De novo defrontava-me com a mais terrível de todas as experiências públicas: um emprego e um escritório, mas nenhum trabalho palpável. Eu ainda não tinha sido convocado para o serviço militar. Após ter assegurado a autorização de praxe por parte de minha mulher, dirigi-me à junta de recrutamento, para apresentar-me como voluntário. Antes, já me haviam dito que seria um gesto inútil: minha altura era duas polegadas e meia a mais do que as Forças Armadas .podiam vestir ou então assimilar. No que talvez tenha sido um procedimento um tanto irregular, alguém da junta de recrutamento telefonou (se a memória não me falha) para Fort Myers e constatou que era verdade. Gostaria de dizer que fiquei desapontado, mas não fiquei. Em minha época de adolescente, no Canadá, exigiram que eu fizesse um treinamento no Corpo de Cadetes da Escola Secundária. Acontece que a coreografia militar estava além de mim. Nos dias de inspeção, forçavam-me a alegar alguma doença para ficar uniformizado e sentado em um banco. Assim, a escola recebia por meu treinamento e eu não estragava o desfile. Mas, embora eu estivesse livre, não tinha a consciência inteiramente serena. Meses mais tarde eu. me rejubilaria com uma oportunidade arranjada por George Ball para associar-me ao serviço militar, mas sem ter de marchar, e para ir à Europa e ao Pacífico. Mas, enquanto isso, na falta de qualquer ocupação em Washington, telefonei para Ralph Delahaye Paine Jr., o extraordinariamente civilizado editor-gerente do Fortune, e aceitei um velho convite para integrar-me ao seu staff de editores. Ali, embora. eu não escrevesse visando lucro, fui um sucesso imediato. O Time, o Life, o Fortune e Henry Robinson Luce saouma história per se, uma história que faz parte sobretudo dos anos do pós-guerra. Já contei a respeito da incomparável inutilidade - a noite de Pearl Harbor. Para mim, os dias que antecederam a vitória total foram mais satisfatórios.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Para ler durante as férias de 1987, quando fomos ao Maranhão, levei este livro do Galbraith e Os Tambores de São Luis. . São dois bons "históricos": o livro e o Maranhão.


 

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