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O Gato Sou Eu

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O Gato Sou Eu

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Fernando Sabino  

Editora: Record

Assunto: Contos

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 199

Ano de edição: 1984

Peso: 240 g

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Ótimo
Marcio Mafra
20/10/2002 às 13:23
Brasília - DF

O "Gato" não é obra prima, mesmo se tratando de contos do Mestre Fernando Sabino. Mas vale a leitura. O que intriga são algumas ações de marketing que os editores fazem em torno de seus autores. As vezes completamente vazias, senão bobas, como a que consta da capa deste livro do Mestre Sabino: " Todos têm o direito de sonhar e cada um o de ser dono de seu sonho." Que marketing mais esdrúxulo. Não enriquece a obra, muito menos obra assinada pelo Fernando Sabino.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Contos. Muitos. 42 no total, destacando-se: - Marinheiro de primeira viagem - O buraco negro - O livro perdido - Flagrante de adultério - O golpe do comendador - Conversa de motorista - No quarto de Valdirene - O gato sou eu - O pato sou eu.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O Gato sou eu. - Aí então, eu sonhei que tinha acordado. Mas continuei dormindo. - Continuou dormindo. - Continuei dormindo e sonhando. Sonhei que estava acordado na cama, e ao lado, sentado na cadeira, tinha um gato me olhando. - Que espécie de gato? - Não sei. Um gato. Não entendo de gatos. Acho que era um gato preto. Só sei que me olhava com aqueles olhos parados de gato. - A que você associa essa imagem? - Não era uma imagem: era um gato. - Estou dizendo a imagem do seu sonho: essa criação onírica simboliza urna profunda vivência interior. É urna projeção do seu subconsciente. A que você associa ela? - Associo a um gato. - Eu sei: aparentemente se trata de um gato. Mas na realidade o gato, no caso, é a representação de alguém. Alguém que lhe inspira um temor reverencial. Alguém que a seu ver está buscando desvendar o seu mais íntimo segredo. Quem pode ser esse alguém, me diga? Você deitado aí nesse divã corno a cama em seu sonho, eu aqui nesta poltrona, o gato na cadeira... Evidentemente esse gato sou eu. - Essa não, doutor. A ser alguém, neste caso o gato sou eu. - Você está enganado. E o mais curioso é que, ao mesmo tempo, está certo, certíssimo, no sentido em que tudo o que se sonha não passa de urna projeção do eu. - Urna projeção do senhor? - Não: urna projeção do eu. O eu, no caso, é você. - Eu sou o senhor? Qual é, doutor? Está querendo me confundir a cabeça ainda mais? Eu sou eu, o senhor é o senhor, e estamos conversados. - Eu sei: eu sou eu, você é você. Nem eu iria pôr em dúvida urna coisa dessas, mais do que evidente. Não é isso que eu estou dizendo. Quando falo no eu, não estou falando em mim, por favor, entenda. - Em quem o senhor está falando? - Estou falando na individualidade do ser, que se projeta em símbolos oníricos; dos quais o gato dó seu sonho é um perfeito exemplo. E o papel que você atribui ao gato, de fiscalizá-lo o tempo todo, sem tirar os olhos de você, é o mesmo que atribui a mim. Por isso é que eu digo que o gato sou eu. - Absolutamente. O senhor vai me desculpar, doutor, mas o gato sou eu, e disto não abro mão. - Vamos analisar essa sua resistência em admitir que eu seja o gato. - Então vamos começar pela sua insistência em querer ser o gato. Afinal de contas, de quem é o sonho: meu ou seu? - Seu. Quanto a isto, não há a menor dúvida. - Pois então? Sendo assim, não há também a menor dúvida de que o gato sou eu, não é mesmo? - Aí é que você se engana. O gato é você, na sua opinião. E sua opinião é suspeita, porque formulada pelo consciente. Ao passo que, no subconsciente, o gato é uma representação do que significo para você. Portanto, insisto em dizer: o gato sou eu. - E eu insisto em dizer: não é. - Sou. - Não é. O senhor por favor saia do meu gato, que senão eu não volto mais aqui. - Observe como inconscientemente você está rejeitando minha interferência na sua vida através de uma chantagem... - Que é que há, doutor? Está me chamando de chantagista? . - É um modo de dizer. Não vai nisso nenhuma ofensa. Quero me referir à sua recusa de que eu participe de sua vida, mesmo num sonho, na forma de um gato. - Pois se o gato sou eu! Daqui a pouco o senhor vai querer cobrar consulta até dentro do meu sonho. - Olhe aí, não estou dizendo? Olhe a sua reação, isso é a sua maneira de me agredir. Não posso cobrar consulta dentro do seu sonho enquanto eu assumir nele a forma de um gato. - Já disse que o gato sou eu! - Sou eu! - Ponha-se para fora de meu gato! - Ponha-se para fora daqui! - Sou eu! - Eu! - Eu! Eu! - Eu! Eu! Eu! .


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Casa de família numerosa, como a minha, tem muito aniversário. Este deve ser um daqueles casos em que alguem da casa foi presenteado com um livro que já tinhamos. Não deve ser o único caso.


 

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