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O Homem Que Matou Getulio Vargas

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O Homem Que Matou Getulio Vargas

Livro Bom - 2 comentários

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Autor: Jô Soares  

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 342

Ano de edição: 1998

Peso: 475 g

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Ótimo
Léia Reis
27/04/2011 às 11:06
Guaratingueta - SP

Livro muito envolvente, para entende-lo é necessário um pouco de conhecimento de história. Quando terminamos de ler parece que tudo aquilo relmente aconteceu.


Bom
Marcio Mafra
17/11/2002 às 13:07
Brasília - DF


Do mesmo autor de Xangô de Baker Street. Tanto o Xangô como O Homem que matou Getulio Vargas são livros bem escritos, afinal o autor é pessoa erudita. Tal erudição é conhecida de toda gente que assiste TV. Jô Soares é culto, inteligente, simpático e agradável. Ele é muito melhor como humorista.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Biografia ficticia de um anarquista, Dimitri Borja Korozec, que se especializa em assassinato político e tem uma espantosa dificuldade em realizar as metas que se propõe.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Rio Grande do Sul - São Borja - Outubro de 1917. O homem de bombachas segurando a cuia de chimarrão instala-se na rede do terraço. É pequeno em estatura, mas sua aparência serena transmite uma segurança invulgar. Sente-se nele a força e o carisma do líder nato. Sua filha pequena segue-o de perto e senta-se no chão ao seu lado. Não desgruda os olhos do pai, por quem tem verdadeira adoração. Os dois ficam em silêncio, contemplando o crepúsculo. Vênus surge no céu e o sol começa a desaparecer no horizonte, colorindo de laranja o teto das casas. O homem está cansado. Deputado estadual pelo Partido Republicano desde 1909, acaba de participar da campanha para se reeleger pela terceira vez. Sempre se emociona ao visitar a velha fazenda onde cresceu em meio aos peões. Sente saudade das longas cavalgadas pelos descampados e dos churrascos preparados na brasa da fogueira improvisada. Ainda guarda a primeira faca longa, presente de um velho capataz. O homem está intrigado com uma carta que o esperava na estância. Vem de longe, a missiva. De Sarajevo, berço do conflito que abala a Europa há três anos. Puxa mais uma vez do bolso o envelope desgastado por tanto manuseio. Olha de novo o texto escrito com letra tremida, de quem não tem mais forças para segurar a pena. A mulher que o escreveu conta que agoniza de tifo e que tem poucos dias de vida. No seu desvario, afirma ser sua irmã natural, nascida quando seu pai, o velho general, ainda era solteiro. Fala de um filho nascido na Bósnia, que seria seu sobrinho e portanto neto de seu pai. Ela teria fugido do Brasil com um circo italiano e se casado com um anarquista sérvio. Teme pela vida do filho, pois o rapaz parece seguir a incerta trilha dos terroristas. A história é por demais rocambolesca para ser verdadeira. Descreve fatos de terras longínquas que ele só conhece pelas notícias de jornal. O homem atribui aquela narrativa quase sem nexo à alucinação da febre. Decide não dar mais importância ao episódio. "Provavelmente é mais uma pobre coitada que perdeu o juízo com a guerra", pensa ele. Tem uma campanha pela frente com que se preocupar. Sua reeleição é dada como certa, porém, na política, a certeza de hoje pode ser a derrota de amanhã. O homem puxa um fósforo e põe fogo na carta. Acende um longo charuto Santa Damiana. A filha, que segue fascinada cada um de seus gestos, pergunta: - Que papel é esse? - Não é nada, Alzirinha - responde o homem, Getúlio Vargas, afagando-lhe a cabeça e dando uma longa baforada no charuto


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Com uma mídia tão gorda, ninguem pode ignorar Jô Soares, mesmo como romancista.


 

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