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O Décimo Homem

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O Décimo Homem

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Graham Greene  

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Flávio Moreira da Costa

Páginas: 148

Ano de edição: 1985

Peso: 195 g

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Bom
Marcio Mafra
03/07/2002 às 17:25
Brasília - DF
Greene veste o mesmo figurino de Morris West, John Grisham, Mario Puzzo, Sidney Sheldon, Harold Robbins, John Le Carré, Hermann Hesse, JM Simmel, Janet Dailey, Stephrn King, Tom Clancy, ou seja, escreve muito sobre um tema só.
O Décimo Homem é uma história nada muito brilhante, mas não tão apagado.
O fim é previsível, mesmo assim é bom. Exagero são as notas introdutórias, que mais parecem truques da editora para vender mais.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Homem desesperado oferece sua fortuna para evitar seu fuzilamento, durante a II Guerra Mundial. Sobrevive, mas enterra seu passado, que tenta resgatar ao voltar do campo de prisioneiros

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Um homem que dizia chamar-se Jean-Louis Charlot subiu o caminho que leva à casa de St. Jean Brinac.
Tudo estava como se lembrava e, por outro lado, levemente mudado, corno se o lugar e ele tivessem envelhecido em ritmos diferentes. Quatro anos antes fechara aquela casa, e enquanto para ele o tempo parecia quase não ter passado, ali havia disparado. Por várias centenas de anos a casa envelhecera quase que imperceptivelmente: os anos eram pouco mais que uma ligeira mudança de cor dos tijolos. Como uma mulher idosa, a casa se conservara em flor - o rosto sofrendo plásticas no momento certo: agora, em quatro anos, todo esse trabalho fora desfeito; rachaduras abriam-se na pintura que não fora retocada.
O cascalho do caminho estava coberto de sementes: uma árvore caída atravessava-se na passagem e, embora alguém houvesse cortado os galhos para fazer lenha, o tronco ainda permanecia, lá para provar que, por várias estações, nenhum carro havia chegado até a casa. Cada passo era familiar ao homem barbado que se aproximava cautelosamente, contornando cada curva, como um estranho. Havia nascido ali: quando criança, brincava de esconder nos arbustos: quando rapazola, carregara a
melancolia e a suavidade do primeiro amor para cima e para baixo por aquele caminho sombreado. Dez metros adiante haveria um pequeno portão dando para a trilha que levava, por entre pesados loureiros, ao jardim da cozinha.
O portão desaparecera: apenas os esteios de madeira mostravam que sua memória não o iludira. Até mesmo os parafusos que prendiam as dobradiças tinham sido cuidadosamente extraídos para serem usados em outro lugar com algum objetivo mais urgente. Deixou o caminho: não queria ainda ver a casa de frente: como um criminoso retomando ao local do crime ou um amante que volta para rondar o local do adeus, movia-se em círculos que se cruzavam: não ousava andar em linha reta e terminar prematuramente sua peregrinação, sem nada mais a fazer depois disso.
A estufa estava visivelmente sem uso havia anos, embora se lembrasse de ter dito ao velho jardineiro que ele deveria manter a horta produzindo, a fim de vender as hortaliças pelo preço que conseguisse em Brinac. Talvez o velho tivesse morrido, e ninguém na aldeia tivesse tomado a iniciativa de declarar-se seu sucessor. Talvez não restasse ninguém mais na aldeia. Da terra pisada e não se meada ao lado da estufa podia ver a feia igreja de tijolo vermelho apontando para o céu como um ponto de exclamação, fechando uma frase que, dali, ele não conseguia ler.
Finalmente, viu que alguma coisa fora plantada: havia uma área de onde tinham sido retiradas as ervas daninhas em benefício de batatas, couves, repolhos.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Dois livros iguais são resultado - de livros da moda - que os amigos presenteiam nos aniversários.


 

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