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O Jogo das Contas de Vidro

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O Jogo das Contas de Vidro

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Autor: Hermann Hesse  

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Lavinia Abranches Viotti

Páginas: 460

Ano de edição:

Peso: 455 g

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Ótimo
Marcio Mafra
03/03/2003 às 12:24
Brasília - DF

No Jogo das Contas de Vidro, o autor demonstra que a vida é uma constante regeneração. Regeneração, segundo Hesse, é uma interminável viagem. Se percebe o começo do entendimento da regeneração quando o mestre José Servo ensina aos beneditinos de Castália, o tal jogo e constata que as contas de vidro são perecíveis, assim como a vida. Em seguida, durante uma celebração, o discípulo dança com seu mestre e ambos mergulham num lago. Do lago, transcendem para os poemas. Coisas de Hesse, cultor do realismo fantástico, embora alemão, que em 1946 foi laureado com o prêmio Nobel de Literatura. Certamente o prêmio lhe foi atribuído mais pelo fato político do autor nunca ter sido a favor de Hitler, do que seus méritos literários. Indiscutivelmente sua maior obra foi Sidarta. Para o leitor que ainda não leu Sidarta este Jogo das Contas de Vidro será ótimo. Se já leu, nem tanto.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história do Jogo das Contas de Vidro se passa no ano de 2200, num pequeno país imaginário, chamado Castália, que significa país da castidade. Nessa região uma elite de jovens se dedica à música, à astronomia, à matemática, renuncia ao casamento e a toda a função remunerada, recebendo eventualmente alguns estrangeiros desejosos de fazer retiro espiritual para retornar em seguida, ao seu próprio século.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A Lenda. Ouvindo as conversas dos camaradas sobre o desaparecimento de nosso Mestre, as causas determinantes do fato, se tinha ou não razão para tomar essa decisão e dar esse passo, se havia sentido ou não em seu destino, não nos foge a vontade de compará-las com as discussões de Diodoro Sículo sobre - as causas presumíveis das inundações do Nilo. Parece-nos não somente inútil, mas também injusto, multiplicar estas discussões ainda mais. Em vez disso, queremos conservar com carinho em nosso coração a memória do Mestre, que tão cedo após sua misteriosa saída para o mundo, passou para um outro além ainda mais estranho e misterioso. Para servir à memória tão cara a nós, assinalemos o que chegou aos nossos ouvidos a respeito desses acontecimentos. Depois que o Mestre leu a carta, pela qual as autoridades lhe indeferiam o requerimento, ele sentiu um leve tremor, um sentimento matutino de disposição e disponibilidade, que lhe indicava haver soado a hora. Não havia mais lugar para delongas e hesitação. Este sentimento típico que ele chama "despertar" era-lhe já conhecido dos momentos decisivos de sua vida. Era a um tempo vitalizante e doloroso, uma mistura de despedida e ressurgimento, que "Sacudia nas raizes o inconsciente como uma tempestade de primavera. Consultou o relógio. Dentro de uma hora tinha de dár uma aula. Resolveu consagrar esta hora ao recolhimento e dirigiu-se ao tranqüilo jardim do Magister. -- No caminho acompanhou-o um verso que de repente lhe aflorara à consciência: Todo início tem o seu encanto. . . Ele o dizia com os seus botões, sem saber em que poeta o tinha lido antes, mas o verso lhe dizia alguma coisa e o agradava e parecia corresponder com justeza à vivência daquele instante. No jardim ele se sentou num banco coberto com as primeiras folhas murchas, regulou a respiração e lutou pela tranqüilidade interior até que mergulhou na meditação de coração clarificado, na qual a conjuntura desta hora da vida se ordenava em quadros gerais e suprapessoais. Mas retornando ao pequeno auditório onde dava as aulas, anunciou-se de novo aquele verso. Refletiu outra vez sobre ele e descobriu que o texto era, na realidade. um pouquinho diferente. De repente a memória se iluminou e lhe veio em auxílio. Recitou baixinho: Em todo o começo reside um encanto Que nos protege e ajuda a viver. Mas só ao anoitecer, quando a aula já tinha sido dada há muito tempo e todo o outro trabalho do dia havia sido encerrado, é que ele descobriu a origem daqueles versos. Não eram de nenhum poeta antigo, eram parte de um poema seu, que ele tinha escrito outrora como aluno e estudante. A poesia terminava com o verso: Sus, coração, despede-te e haure saúde Nesta mesma noite chamou o seu substituto e revelou-lhe que no dia seguinte deveria viajar por tempo indeterminado. Em breves instruções transmitiu-lhe todo o serviço em andamento é despediu-se cordialmente, sem muitas palavras, como costumava fazer para as viagens curtas, oficiais e normais. Já se convencera anteriormente que deveria deixar o amigo Tegularius sem po-lo a par de sua derradeira resolução nem sobrecarregá-lo com uma despedida. Tinha de agir assim não somente para poupar a sensibilidade exaltada do amigo, como também para não comprometer todo o seu plano. Era bem provável que o outro se conformasse com uma ação e um fato consumado, enquanto que uma declaração inesperada e uma cena de despedida poderia arrastá-lo a um desagradável descontrole. Durante certo tempo Servo cogitou em partir sem sequer vê-lo mais uma vez. Pensando melhor, achou que esta solução equivaleria a uma fuga diante da dificuldade. Por mais inteligente e correto que fosse poupar ao amigo uma cena agitada, e uma oportunidade para alguma loucura, ele não tinha, todavia, o direito de conceder a si mesmo tantas deferências. Faltava ainda uma meia hora para o tempo do descanso noturno, ele podia ainda visitar Tegularius, sem incomodar ninguém.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Embora conste uma longa dedicatória na página 1, feita em 26/8/78 à algum "pai" não identificado, não consegui identificar quem seja o autor ou o destinatário do oferecimento. Certamente não foi para mim, eis que em 1978 minhas filhas mais velhas, tinham apenas 7 aninhos de idade. Depois de algumas pesquisas identificamos o autor, Miguel, à epoca com 20 anos de idade, que presenteara o livro ao seu pai Aldo d'Aquino, no dia do seu aniversário: "Pai, para cada frase deste livro que for de teu agrado, receba um agradecimento meu por tudo que fizeste por mim. Para as frases que não forem de teu agrado, um pedido de desculpas por não termos sido exatamente o melhor. Miguel d'Aquino, Fpolis 26/9/78."


 

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