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Era dos Extremos O Breve Século XX

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Era dos Extremos O Breve Século XX

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Eric Hobsbawm  

Editora: Companhia das Letras

Assunto: História

Traduzido por: Marcos Santarrita

Páginas: 598

Ano de edição: 1997

Peso: 935 g

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Ótimo
Marcio Mafra
03/10/2005 às 16:20
Brasília - DF

O ponto de vista do historiador Eric Hobsbawm é interessante, pelo menos, diferente do que se tem visto relativamente à história do último século. É uma análise histórica, como se o século tivesse sido dividido em três partes: os anos de catástrofes, os anos dourados e os anos de desmoronamento. É um livro denso, vezes cansativo, todavia é uma boa história do mundo em que vivemos. Pode-se discordar do autor em algumas passagens, ou em alguns pontos de vista mas ele foi muito competente, elegante e erudito em sua análise conjuntural. Nela analisa os principais fatos de 1917 – fim da Primeira Guerra Mundial e ano da Revolução Russa – até o fim dos regimes socialistas da ex-União Soviética, em 1991, e dos países do Leste Europeu. Boa leitura, ótimo livro.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história do século XX, baseada em 3 fases, ou eras distintas:

(a) das catástrofes,

(b) dos anos dourados, e

( c ) do desmoronamento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Revolução Cultural. No filme, Carmen Maura faz um homem que passou por uma operação transexual e, devido a um romance infeliz com o pai dele/dela, desistiu dos homens para ter um relacionamento (lésbico ) com uma mulher; feita por um famoso travesti de Madri. Resenha de um filme no Village Voice, Paul Berman (1987, p. 572) As manifestações bem-sucedidas não são necessariamente as que mobilizam o maior número de pessoas, mas as que atraem maior interesse entre os jornalistas. Exagerando apenas um pouco, poder-se-ia dizer que cinqüenta sujeitos inteligentes que conseguem obter cinco minutos na TV para um happening bem-sucedido podem produzir um efeito político comparável ao de meio milhão de manifestantes. Pierre Bourdieu (1994) A melhor abordagem dessa revolução cultural é portanto através da família e da casa, isto é, através da estrutura de relações entre os sexos e gerações. Na maioria das sociedades, essas relações resistiram de maneira impressionante à mudança súbita, embora isso não queira dizer que fossem estáticas. Além do mais, apesar das aparências em contrário, os padrões foram mundiais, ou pelo menos tiveram semelhanças básicas em áreas muito amplas, embora se tenha sugerido, em bases socioeconômicas e tecnológicas, que há uma grande diferença entre a Eurásia (incluindo os dois lados do Mediterrâneo) de um lado e o resto da África do outro (Goody, 1990, XVII). Assim, a poliginia, considerada quase completamente inexistente ou extinta na Eurásia, a não ser por grupos especialmente privilegiados e no mundo árabe, floresceu na África, onde se diz que mais de um quarto de todos os casamentos é polígamo (Goody, 1990, p. 379). Apesar disso, cruzando todas as variações, a vasta maioria da humanidade partilhava certo número de características, como a existência de casamento formal com relações sexuais privilegiadas para os cônjuges (o "adultério" é universalmente tratado como crime); a superioridade dos maridos em relação às esposas ("patriarcado") e dos pais em relação aos filhos, assim como às gerações mais jovens; famílias consistindo em várias pessoas; e coisas assim. Quaisquer que sejam a extensão e a complexidade da rede de parentesco e dos direitos e obrigações mútuos dentro dela, uma família nuclear - um casal com filhos - estava geralmente presente em alguma parte, mesmo quando o grupo ou família co-residente ou cooperante era muito maior. A idéia de que a família nuclear, que se tomou o modelo padrão na sociedade ocidental nos séculos XIX e XX, tinha de alguma forma evoluído a partir de unidades familiares e de parentesco muito maiores, como parte do crescimento do individualismo burguês ou qualquer outro, baseia-se numa má compreensão histórica, não menos da natureza da cooperação social e sua justificação nas sociedades pré-industriais. Mesmo numa instituição tão comunista quanto a zadruga ou família conjunta dos eslavos balcânicos, "cada mulher trabalha para sua família no sentido estrito da palavra, ou seja, o marido e os filhos, mas também, quando chega a sua vez, para os membros solteiros da comunidade e os órfãos" (Guidetti & Stahl, 1977, p. 58). A existência desse núcleo de família e casa não significa, claro, que os grupos ou comunidades aparentados dentro dos quais ele se encontra sejam semelhantes em outros aspectos. Contudo, na segunda metade do século XX, esses arranjos básicos e há muito existentes começaram a mudar com grande rapidez, pelo menos nos países ocidentais "desenvolvidos", embora de forma desigual mesmo dentro dessas regiões. Assim, na Inglaterra e no País de Gales - reconhecidamente um exemplo um tanto dramático -, em 1938 houve um divórcio para cada 58 casamentos (MitcheIl, 1975, pp. 30-2), mas, em meados da década de 1980, a proporção era de um divórcio para cada 2,2 casamentos (UM Statistical Yearbook, 1987). Além disso, podemos ver a aceleração dessa tendência nos desvairados anos 60. No fim da década de 1970, houve mais de dez divórcios para cada mil casais casados na Inglaterra e Gales, ou cinco vezes mais que em 1961 (Social Trends, p. 84). Essa tendência de modo nenhum se restringia à Grã-Bretanha. Na verdade, a mudança espetacular é vista de maneira mais clara em países de moralidade fortemente impositiva, como os católicos. Na Bélgica, França e Países Baixos, o índice bruto de divórcios (número anual de divórcios por mil habitantes) praticamente triplicou entre 1970 e 1985. Contudo, mesmo em países com tradição de emancipação nessas questões, como a Dinamarca e a Noruega, esse índice dobrou ou quase no período. Era claro que alguma coisa incomum se passava no casamento ocidental. As mulheres que procuravam clínicas ginecológicas na década de 1970 mostravam "uma substancial diminuição no casamento formal, uma redução no desejo de filhos [...] e uma mudança de atitude para a aceitação de uma adaptação bissexual" (Esman, 1990, p. 67). É improvável que tal reação de uma amostragem de mulheres pudesse registrar-se em qualquer parte, mesmo na Califórnia, antes daquela década. . O número de pessoas vivendo sós (isto é, não como membro de nenhum casal ou família maior) também começou a disparar para cima. Na Grã-Bretanha, permaneceu em grande parte o mesmo durante o primeiro terço do século, cerca de 6% de todas as casas, subindo muito suavemente daí em diante. Contudo, entre 1960 e 1980, a porcentagem quase duplicou de 12% para 22% de todas as casas, e em 1991 era mais de um quarto (Abrams, 1945; Carr-Saunders, 1958; Social Trends, p. 26). Em muitas grandes cidades ocidentais, elas somavam cerca de metade de todas as casas. Por outro lado, a família nuclear ocidental clássica, o casal casado com filhos, estava em visível retração. Nos EUA, essas famílias caíram de 44% de todas as casas para 29% em vinte anos (1960-80); na Suécia, onde quase metade de todos os partos em meados da década de 1980 foi de mulheres solteiras (Ecosoc, p. 21), de 37% para 25%. Mesmo nos países desenvolvidos onde ainda formavam mais de metade de todas as casas em 1960 (Canadá, Alemanha Federal, Países Baixos, Grã-Bretanha), eram agora uma clara minoria. Em casos particulares, deixaram de ser até nominalmente típicas. Assim, em 1991, 58% de todas as famílias negras nos EUA eram chefiadas por uma mulher sozinha, e 70% de todas as crianças tinham nascido de mães solteiras. Em 1940, só 11,3% de famílias "não brancas" eram chefiadas por mães sozinhas, e mesmo nas cidades somavam apenas 12,4% (Franklin Frazier, 1957, p. 317). Mesmo em 1970, esse número era apenas 33% (New York Times, 5/10/92). A crise da família estava relacionada com mudanças bastante dramáticas nos padrões públicos que governam a conduta sexual, a parceria e a procriação. Eram tanto oficiais quanto não oficiais, e a grande mudança em ambas está datada, coincidindo com as décadas de 1960 e 1970. Oficialmente, essa foi uma era de extraordinária liberalização tanto para os heterossexuais (isto é, sobretudo para as mulheres, que gozavam de muito menos liberdade que os homens) quanto para os homossexuais, além de outras formas de dissidência cultural-sexual. Na Grã-Bretanha, a maior parte das práticas homossexuais foi descri minada na segunda metade da década de 1960, poucos anos depois de nos EUA, onde o primeiro estado a tornar a sodomia legal (Illinois) o fez em 1961 (Johansson & Percy, 1990, pp. 304 e 1349). Na própria Itália do papa, o divórcio se tornou legal em 1970, um direito confirmado por referendo em 1974. A venda de anticoncepcionais e a informação sobre controle de natalidade foram legalizadas em 1971, e em 1975 um novo código de família substituiu o velho, que sobrevivera do período fascista. Finalmente, o aborto tornou-se legal em 1978, confirmado por referendo em 1981. Embora leis permissivas sem dúvida tornassem mais fáceis atos até então proibidos, e dessem muito mais publicidade a essas questões, a lei mais reconhecia do que criava o novo clima de relaxamento sexual. O fato de que na década de 1950 só 1% das britânicas coabitasse, por qualquer período de tempo, com o futuro marido antes do casamento não se devia à legislação, como não se devia a ela o fato de que no início da década de 1980 21 % delas o fizessem. Tomavam-se agora permissíveis coisas até então proibidas, não só pela lei e a religião, mas também pela moral consuetudinária, a convenção e a opinião da vizinhança. Essas tendências, claro, não afetaram igualmente todas as partes do mundo. Enquanto o divórcio aumentava em todos os países onde era permitido (supondo-se, por ora, que a dissolução formal do casamento por ação oficial tivesse o mesmo significado em todos eles), o casamento tomara-se claramente muito menos estável em alguns deles. Na década de 1980, continuava bem mais permanente em países católicos (não comunistas). O divórcio era bem menos comum na península Ibérica e na Itália, e ainda mais raro na América Latina, mesmo em países que se orgulhavam de sua sofisticação: um divórcio por 22 casamentos no México, por 33 no Brasil (mas um por 2,5 em Cuba). A Coréia do Sul continuou sendo incomumente tradicional para um país que andava tão rápido (um por onze casamentos), mas no início da década de 1980 mesmo o Japão tinha uma taxa de divórcio equivalente a menos de um quarto da francesa e muito abaixo dos prontamente divorciáveis britânicos e americanos. Mesmo dentro do mundo (então) socialista havia variações, embora menores que no capitalismo, com exceção da URSS, que só ficava atrás dos EUA (UM World Social Situation, 1989, p. 36). Essas variações não causam surpresa. O que era e é muito mais interessante é que, grandes ou pequenas, as mesmas transformações podem ser identificadas por todo o globo "modemizante". Em parte alguma isso foi mais impressionante que no campo da cultura popular, ou, mais especificamente, jovem


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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