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A Inveja Nossa de Cada Dia

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A Inveja Nossa de Cada Dia

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Autor: Joaci Góes  

Editora: Topbooks

Assunto: Ensaio

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 516

Ano de edição: 2001

Peso: 700 g

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Ótimo
Marcio Mafra
10/06/2003 às 18:10
Brasília - DF

Tem mais história de inveja e de invejosos, do que se possa imaginar. Com o livro do Joaci, aprende-se coisas interessantes. Algumas chegam a ser geniais, como a definição do inglês Francis Bacon para a inveja: "uma homenagem, embora torpe, que a inferioridade rende ao mérito". Outras são bobas, cansativas e chatas, como a terceira parte do livro. Mas, causa inveja a qualquer leitor a erudição do Joaci Góes. O livro é bom, embora cansativo, assim como cansativa é a própria inveja.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

As histórias de invejados e invejosos

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Inveja e Eufemismo. O sociólogo alemão Ralf Dahrendorf utilizou a palavra inveja para qualificar o sentimento que muitos cientistas sociais do seu país nutriam pelo colega americano C. Wright Mills, vários dos quais adeptos de suas idéias. Entretanto, mesmo quando aborda, ao longo de quarenta páginas, conflitos claramente produzidos pela inveja, preferiu recorrer a construções perifrásticas a ter que usá-la pura e simplesmente. Tal foi o caso com as pesquisas que se realizaram para conhecer as razões pelas quais os operários europeus relutavam em permitir que seus filhos se esmerassem no domínio do idioma nacional. A resposta predominante foi o receio da inveja dos vizinhos, que se manifestavam contrários a este "sofisticado" aprendizado, com expressões do tipo: "não vá o sapateiro além do sapato", ou "não deixe seus filhos encherem a cabeça com bobagens", ou, ainda, "deixe de exibicionismos", e assim por diante. A estas reações, os sociólogos denominaram "distância afetiva", outras vezes "tradicionalismo apoiado pela sanção social". Inveja, pura e simples, jamais, como tão bem diagnosticou o poeta trágico Eurípides, no século V ªC., na voz de Medéia, quando diz que "o homem verdadeiramente sagaz nunca deveria deixar seus filhos adquirirem uma educação esmerada para evitar que incorram na inveja e na hostilidade dos cidadãos. Se for identificado como detentor de um conhecimento superior ao de pessoas tidas como cultas, você estará ferrado" (Eurípedes, Medéia). Na mesma linha, comportou-se o sociólogo americano Robert Merton (Sociological Ambivalence) ao tratar de várias situações capitaneadas pela inveja, tais como a sentida pelos recém-graduados em relação aos seus professores, já assentados na vida, e a despertada, nos colegas empregados, pelos profissionais liberais que prosperavam no exercício autônomo de sua profissão. Em lugar do substantivo preciso, inveja, preferiu o eufemístico "ambivalência sociológica", expressão cunhada em 1910 por Eugen Bleuler, igualmente motivado pelo propósito de evitar o confronto emocional que o uso da palavra inveja parece suscitar, conforme depoimento de Helmut Schoeck (ob. Cit.). Um livro de cunho enciclopédico, de Bernard Berelson e Gary Steiner, destinado a nos informar, no campo das ciências sociais, sobre: a) O que sabemos, verdadeiramente; b) O que sabemos mais ou menos; c) O que pensamos que sabemos; e d) O que alegamos que sabemos, ao longo de suas setecentas páginas não menciona, uma vez sequer, a palavra inveja, mesmo nas situações em que sua presença já tivesse sido reconhecida por importantes estudos realizados relativamente ao tema sob análise (Human Behavior: Na Inventory of Scíentific Findings, 1964). Esta balbúrdia conceptual, produzida pela necessidade de preservar o pacto de silêncio, termina operando como um retro-alimentador da inveja, na medida em que a estimula, assegurando-lhe a impunidade, e permitindo-lhe agir sob a identidade de outras causas de conflito, perfeitamente legítimas e saudáveis. O pensador norte-americano Thorstein Veblen (1857-1929), em seu primeiro e festejado livro de 1899, usa a palavra inveja e suas derivadas dezenas de vezes, para explicar como a sociedade americana se formou, apoiada no empenho geral dos homens em conquistar riquezas, de modo a tornarem-se invejados. O que se percebe é que o sentido em que Veblen usa a expressão é o de admiração, emulação e competição, e não no sentido aqui considerado. Refletindo, talvez, o receio potencial de vir a ser incomodado pelo tabu em voga no seu país, relativamente ao sentimento da inveja, Veblen cuidou de aclarar a questão: "Ao usar o termo invejoso, talvez seja desnecessário observar que não há o propósito nem de exaltar nem de depreciar, nem de elogiar nem de deplorar qualquer dos fenômenos que a palavra denomina. O termo é usado em sentido técnico, ao descrever uma comparação entre pessoas, de modo a elencar e definir os seus respectivos valores relativos, no sentido estético ou moral, pelos quais elas possam ser vistas por terceiros e por elas próprias. Uma comparação invejosa é um processo estimativo de pessoas, em que se lhes atribui valor" (Thorstein Veblen, The Theary af the Leisure Class).


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Meu amigo Paulo Muniz  ao voltar de um passeio a Porto Seguro, me presenteou com este livro. Disse que fora ao lançamento e pediu ao autor que fizesse uma dedicatória. " Ao Márcio Mafra, com as homenagens do Joaci Góes. Porto Seguro, julho 2001." O Joaci trabalhou em Goiânia, no ramo da construção, com a empresa Construtora Goes Cohabita, nos idos de 70, quando a Conbral também estava lá, fazendo suas construções nas cidades de Anápolis, Itumbiara e Goiânia.


 

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