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Rumo ao Ano 2018

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Rumo ao Ano 2018

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Emmanuel G Mesthene,  

Editora: Cultrix

Assunto: Ficção Científica

Traduzido por: Octavio Mendes Cajado

Páginas: 220

Ano de edição: 1968

Peso: 380 g

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Ruim
Marcio Mafra
16/06/2003 às 18:36
Brasília - DF

Indiscutivelmente este é um livro de ficção científica. Menos científica e mais ficção. São 13 artigos sobre os mais diversos campos da atividade humana, escritos em 1967 ou 68, por festejados gurus americanos. São fortes as suspeitas de que todos eles mantinham sólidos vínculos de emprego, religião, social, diplomático, sexual ou de uma maluquice qualquer que servisse aos interesses do Hudson Institute. Esta instituição, naturalmente americana, patrocinava, em 1970, o Herman Kahn que tentava convencer o mundo que a floresta amazônica deveria se transformar no maior lago do mundo. Para quem acredita em coelhinho da páscoa, papai Noel, saci pererê e mula sem cabeça o livro - apesar de mal escrito e mal traduzido - é um prato cheio. Como cientificismo vale zero, como ficção, vale muito pouco.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Quinze cientistas ou futurólogos, pretensos notáveis, escrevem no ano de 1968, sobre armamentos, espaço, transportes, comunicações, tempo, educação, comportamento, computador, energia, alimento, população, economia e oceanografia, projetando tudo para o ano 2018, ou seja, para cinqüenta anos à frente.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O mar e o espaço serão futuros campos de batalha. Tendo examinado alguns progressos possíveis da tecnologia básica, ou relativamente básica, vejamos agora umas poucas aplicações possíveis a sistemas militares. Contrôle do tempo: se conseguir, o controle expressivo do tempo poderá ter grandes aplicações militares, conquanto estas dependam, em grande parte, da natureza do controle obtido e da área em que prevalecem outras tecnologias militares. Por exemplo, os planejadores navais muitas vezes pensaram em mandar um furacão contra a frota adversária. Pode acontecer que, quando fôr possível fabricar furacões de encomenda, os navios de superfície desempenhem insignificante papel militar; ou pode ser que os navios de superfície sejam então capazes de navegar a 100 nós ou mais (empregando a técnica da bôlha de ar capturada ou meios semelhantes), e possam fugir com facilidade aos furacões. Da mesma forma, quando se tentar derrubar aviões inimigos com tempestades, é possível que os aviões sejam capazes de operar em quaisquer circunstâncias de tempo. Mas é pouco provável que tôdas as operações militares significativas, no ano 2018, sejam independentes do tempo e, na medida em que o não forem, podem ser susceptíveis à interferência efetuada por meio do contrôle do tempo. Entretanto, cumpre notar que o contrôle do tempo, como técnica militar, muito provavelmente será estorvado por considerações de diplomacia internacional, como discutiremos mais tarde. Submersão profunda: é provável que o aperfeiçoamento dos materiais nos próximos anos possibilite a construção de submarinos com capacidade de navegar a profundidades de 6 000 metros ou mais. Isso tornaria quase todo o fundo do oceano acessível aos submarinos e à tecnologia apoiada nos submarinos. (Naturalmente, há navios, ainda hoje, que podem descer a profundidades oceânicas de 6 000 metros ou mais, porém não existem invólucros de pressão capazes de flutuar com a própria fôrça ascensional.) Alguns estudiosos da guerra naval, notadamente o Dr. John P. Craven, acreditam que o contrôle das profundidades oceânicas logrado por uma tecnologia dessa natureza dominará a guerra anti-submarina nos anos futuros. Assim, é possível imaginar "fortificações" submarinas profundas, trincheiras, centros de armas, etc. É também possível prever uma tremenda controvérsia a propósito dos usos do fundo do mar, como mostrarei logo mais. Controle Remoto: não está assente se se deve considerar o contrôle remoto como "tecnologia básica" ou como "aplicação militar" . Aqui o incluí porque êle atalha por muitos campos de sub tecnologia, como o dos materiais, mas a escolha é reconhecidamente arbitrária, Como quer que seja, o emprêgo do contrôle remoto no ano 2018 dependerá, quase certamente, muito mais do que as pessoas decidirem aperfeiçoar que do que é basicamente factível. Será literalmente possível fazer sair um míssil balístico intercontinental no interior de uma chaminé a uma distância de 9600 quilômetros, se alguém quiser fazê-lo. Isto exigirá alguma forma de contrôle remoto terminal para compensar as imprevisíveis flutuações atmosféricas. Utilizando apenas o ccntrôle inercial convencional - isto é, os acelerômetros, (baseados sobretudo em giroscópios) que sentem o movimento - e empregando êsse tipo de contrôle somente durante a fase de ascensão do míssil, talvez seja possível reduzirem os erros de contrôle em extensões intercontinentais para 30 metros, ou menos, contanto que a Terra seja cartografada com suficiente exatidão. (De fato, a Terra pode ser "cartografada" com suma precisão em tempo de guerra, observando-se o ponto de impacto dos primeiros mísseis arremessados.) Empregando qualquer um dentre os vários meios possíveis, poder-se-á determinar a posição de uma aeronave com o rigor que se desejar; com efeito, a tecnologia para isso exigida já se encontra essencialmente à mão. Os aviões poderão ser assim recuperados por um porta-aviões envolto em neblina ou dirigidos para alvos prescritos numa zona inimiga. Avião Aeroespacial: Combinaram-se diversos conceitos avançados de sistemas aviatórios e espaciais no conceito de um avião aeroespacial, que está sendo estudado desde o princípio da década de 1960. (Um engenho anterior dêsse gênero, denominado Oyna-Soar começou a ser aperfeiçoado em 1958 e foi cancelado por volta de 1962,) Um aparelho nessas condições decolaria de uma aeródromo utilizando alguma forma de propulsão a ar e de ascensão aerodinâmica, e voaria mais alto e mais depressa até entrar em órbita, Em sua configuração inicial, o sistema empregaria provàvelmente duas ou mais fases, análogas aos foguetes de fases múltiplas, em que a primeira conteria a propulsão e parte da ascensão requerida para o lançamento inicial, regressando ao aeródromo de lançamento. As fases posteriores seriam menores e mais eficientes para operação em grandes altitudes ou de cruzeiro orbital. Os veículos dêsse tipo possuem um interêsse potencial para certo número de missões militares, como de bombardeio e reconhecimento; entretanto, sua importância, de um modo geral, ainda não está perfeitamente estabelecida. Se a tecnologia fôr realmente aprimorada, poderão estar em operações na década de 1970. Por conseguinte, por volta do ano 2018, é muito provável que haja inúmeros tipos de veículos aeroespaciais, capazes de operações militares e que desfaçam outrossim a distinção entre o espaço aéreo e o espaço exterior. Tais sistemas terão importantes interações com a diplomacia internacional, como veremos. Cintos anti gravitacionais: a ser conseguida uma forma conveniente de contrôle da gravidade, uma das aplicações mais interessantes seriam dispositivos individuais de ascensão para soldados. Ainda que o mecanismo anti gravitacional não proporcionasse, por si mesmo, propulsão horizontal, fontes relativamente modestas de empuxo poderiam ser fàcilmente obtidas. Uma forma barata de mobilidade tridimensional dessa natureza, para soldados de infantaria, revolucionaria a tática da guerra terrestre, que, então, provàvelmente, seria menos parecida com as táticas de 1968 do que as ondas de assalto no Vietnan transportadas em helicóptero, semelham a guerra de trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Cintos de foguetes: ainda que não se consigam os cintos anti gravitacionais, existem outras possibilidades. Milhões de freqüentadores de cinema já viram James Bond voar com a ajuda de um mecanismo de propulsão de foguete nas costas, e outros milhões assistiram a exibições semelhantes na Feira Mundial de Nova Iorque em 1964-65 ou delas tiveram notícia. Esses dispositivos baseavam-se na capacidade propulsora limitada de foguetes levados às costas e acionados quimicamente, capazes, no máximo, de um minuto, ou coisa parecida, de operação. É pouco provável, portanto, que venham a ser de grande interêsse militar. Entretanto, a eficiência com que o combustível pode converter-se em empuxo nos motores a jato de combustão a ar é muito maior, e não existem razões teóricas por que um motor a jato em miniatura não se possa aperfeiçoar a fim de ser levado às costas com uma quantidade suficiente de combustível para proporcionar trinta minutos, ou mais, de operação, empregando-se tão-somente combustíveis químicos. É provável que os limites exeqüíveis dependem mais de progressos materiais que de qualquer outro fator isolado. Acredito seja virtualmente certo que essa tecnologia será aprimorada, provàvelmente muito antes do ano 2018, mas já é menos óbvio que seu custo permita que se equipem com propulsão a jato todos os soldados de infantaria. Sistemas espaciais: os Estados Unidos, a União Soviética e a maioria dos outros Estados assinaram e ratificaram, em 1967, o Tratado do Espaço Exterior, que proíbe a colocação em órbita ou no espaço exterior de armas nucleares ou outras de destruição em massa. Proíbe também atividades militares na Lua ou em outros corpos celestiais. Entretanto, muitas aplicações militares de sistemas espaciais, que não infringem o Tratado, poderão estar em uso no ano 2018. Estas incluem o reconhecimento, os sistemas de aviso antecipado, o comando e o contrôle de fôrças estratégicas, os sistemas de comunicação, intercepção e inspeção de satélites e os sistemas defensivos (que empreguem armas não-nucleares) destinados a interceptar ataques de mísseis balísticos ou componentes de outros tipos de sistemas de intercepção de mísseis. Outras aplicações militares, sem dúvida alguma, serão engenhadas muito antes do ano 2018. Comunicação: desde que nasceu a arte da guerra, uma das importantes limitações de sua direção tem sido a habilidade de comunicação, tanto das fôrças militares entre si quanto delas com o exterior. Hoje em dia, tais limitações estão desaparecendo ràpidamente; é quase certo que terão desaparecido de todo muito antes do ano 2018. O principal progresso técnico nesse sentido, naturalmente, é o satélite de comunicação. Já são perfeitamente possíveis as comunicações seguras não só entre todos os navios no mar e todos os aviões no ar, mas também com todos os soldados no campo e de um soldado para outro. Daqui a cinqüenta anos o problema de comunicação com as fôrças militares será tão momentoso quanto o foi, em 1968, o de fornecer-lhes o momento azado. Isto será uma coisa nova no mundo. Ráios desintegradores: há quinze anos, talvez dez, poder-se-ia ter perguntado a um cientista qual dos dispositivos técnicos que apareciam nas histórias em quadrinhos de Buch Rogers era o que tinha menores probabilidades de realizar-se num futuro próximo. Se não estou enganado, a maioria dos cientistas (e sem dúvida em mesmo) teria apontado para o revólver de raio desintegrador. No entanto, a escolha teria sido mal feita, como o demonstrou a invenção do laser em 1958. Já mencionei certo número de aplicações militares potenciais dêsse dispositivo. A mais dramática, se mostrar tão factível quanto parece, será seu emprêgo como revólver de raio desintegrador. Já se estudaram com afinco as possibilidades de utilizar raios de laser para destruir as ogivas de combate dos mísseis balísticos intercontinentais, mas esta aplicação é singularmente difícil e não parece que todos os problemas a ela atinentes possam ser solucionados. Desconfio, porém, que é indiscutível a possibilidade de se aprimorarem unidades transportáveis, capazes de furar ràpidamente chapas de tanques, para não dizer nada de soldados. Dessa maneira, a arma principal montada num tanque da era de 2018 talvez não seja um canhão de 120 mm. Nem um lançador de foguetes, senão um laser de alta potência. Se assim fôr, isso terá interessantes implicações. Por exemplo, o primeiro requisito de proteção de outros tanques não será uma couraça rija de aço, de vários centímetros de espessura, porém uma superfície, semelhante a um espelho, altamente refletora - e a arma capaz de invalidar essa defesa serão bombas pintadas de prêto ! Não se conhece nenhuma razão fundamental aparente pela qual os lasers não possam ser fabricados em pequenas unidades, que seriam usadas como armas individuais de infantaria ou armas indiretas, mas a cabal exploração dessa possibilidade dependerá do desenvolvimento de fontes apropriadas e compactas de energia. Se, por exemplo, fôr possível desenvolver pequenas fontes de energia capazes de fornecer algo semelhante aos níveis de energia já citados (um megawatt-dia por libra), talvez seja possível fabricar armas de laser com o tamanho e o pêso comuns de uma pistola - mas de potência consideràvelmente maior. Releva notar, todavia, que os raios contínuos com a potência de um megawatt não serão possíveis em dispositivos manejados à mão enquanto não se verificarem progressos igualmente dramáticos na eficiência da conversão de energia ou nas técnicas de resfriamento! Mas até raios de um kilowatt, ou menos, poderiam ser militarmente interessantes. De um modo geral, não será de todo surpreendente que as armas de laser venham a suplantar, larga ou totalmente, pistolas e fuzis, e talvez muitos outros tipos convencionais de armas de fogo, por volta do ano 2018. Talvez se devesse acrescentar que as armas de laser não constituem a única possibilidade para armas pequenas aperfeiçoadas. Estão sendo aprimorados atualmente dispositivos que desferem dardos providos de algum agente temporàriamente incapacitante.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Eu mesmo comprei este livro, quando nos anos 70, muito se falava no Herman Kahn, um desvairado e desinteressado futurólogo americano, que saiu pelo mundo vendendo a idéia de represar o rio amazonas para inundar a floresta amazônica.


 

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