carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

A Laranja Mecânica

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
A Laranja Mecânica

Livro Ótimo - 2 comentários

  • Leram
    5
  • Vão ler
    5
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    1

Autor: Anthony Burgess  

Editora: Arte Nova

Assunto: Erotismo

Traduzido por: Nelson Dantas

Páginas: 198

Ano de edição: 1972

Peso: 140 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 

Excelente
Mayara Stefanne Rodrigues da silva
26/01/2016 às 20:27
Aparecida de Goiânia - GO
Laranja mecânica e um livro que faz você sentir as emoções das personagens tem seu vocabulário próprio e um mundo totalmente diferente

Bom
Marcio Mafra
12/04/2009 às 20:58
Brasília - DF

Livro deveria ser um objeto simples, para qualquer leitor usá-lo, como bem entendesse. Era abrir e ler. Gostar ou não. Mas, não! Alguns autores, notadamente os festejados pela crítica, complicam tudo. Anthony Burgess é um destes. No Laranja Mecânica, ele exagerou. Para escrever a história de Alex e sua gangue de desequilibrados, mentais e físicos, Anthony mistura palavras em inglês, russo e inventa gírias nos dois idiomas. Mesmo parecendo (e sendo) uma maluquice dispensável, ficou interessante e dá para o leitor ler todo o livro, sem ajuda do glossário. A narrativa é a mesma do filme, Alex é líder de uma gangue que, após roubar, estuprar e matar, é preso e é usado como cobaia, numa experiencia psiquiátrica em que o indivíduo passa por uma quebra da continuidade de seus impulsos de violência e passa a ter comportamento de um cidadão exemplar. Com se ainda fosse necessário fazer um filme ou escrever um livro para demonstrar que a sociedade é tão violenta quanto os seus bandidos. Depois de preso, Alex é o primeiro condenado que - sem o saber - submeteu-se a punição na qual o criminoso é transformado num sujeito bom e pacífico, através de drogas que controlam a sua mente, livre de qualquer agressividade ou maldade. Grosseiro, confuso é livro de história fácil, mas de leitura difícil. Mediano.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Alex, líder de uma gangue de delinqüentes, formada por Pete, Geordie e Tapado que, após roubar, estuprar e matar, é preso pela policia e é usado como cobaia, num experimento que faria com que o indivíduo interrompesse seus impulsos maldoso e violentos.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Qual vai ser o programa, hein?" Reinicio agora, e esta é a parte realmente chorosa e assim trágica da história que está começando, meus irmãos e únicos amigos, na Prisesta (quer dizer, Prisão Estatal) número 84-F. Vocês não vão querer esluchar toda a quelenta e horrível rascadze do choque que deixou meu pai brandindo os rúqueres machucados e croventos assim contra o injusto Bog dos Céus e minha mãe abrindo o róte num aiiiii aiiiir na ~ua dor de mãe porque o seu filho, o único do seu ventre, tinha deixado todo mundo na mão muito horrorshow. E depois teve também o estarre magistrado muito sinistro no tribunal de primeira instância govoritando alguns eslôvos duros contra o Vosso Amigo e Humilde Narrador, e depois todas as gréjines e quelentas calúnias escarradas por P. R. Deltoid e os ródzes, que Bog os fui mine. E depois teve o recambiamento p'ra imunda Detenção, no meio dos prestupniques vonentos e pervertidos. Depois, teve o julgamento no tribunal de segunda instância, com juizes e um júri e alguns eslôvos realmente muito grosseiros e govoritados de modo assim muito solene e depois Culpado e minha mãe búúúúúúú quando disseram Catorze Anos, oh, meus irmãos. Portanto, cá estava eu, exatamente dois anos depois daquele dia em qUe fui chutado e trancado na Prises ta 84-F, vestido no rigor da moda presidiária, que era uma roupa de uma só peça, cor de quel assim muito suja e com o número costurado nos meus grudes logo acima do tiquetaque e nas costas também, de modo que, para todos os efeitos, eu era o 6655321, e não mais o vosso druguinho Alex. "Qual vai ser o programa, hein?" Não tinha sido assim edificante, deveras não tinha,ficar dois anos nesse gréjine buraco do inferno e assim, jardim zoológico humano, sendo chutado e toltchocado por carcereiros brutais e valentãese conhecendo criminosos vonentos de olhar atravessado, alguns deles autênticos pervertidos prontos a desencaminhar um jovem maltchique gostoso como este que vos fala. E a gente tinha que. Rabitar na oficina, fazendo caixas de fósforos e itar, rodando, rodando, rodando em volta do pátio assim p'ra fazer exercicio, e de noite, às vezes, um véque estarre qualquer com pinta de professor fazia palestras sobre escaravelhos, ou a via láctea, ou as Gloriosas Maravilhas do Floco de Neve, e essa última me fazia dar bons esméques, porque me lembrava do tempo dos toltchoques e do Puro Vandalismo, com aquele déde saindo da Biblio Pública numa noite de inverno, quando os meus drugues ainda não eram traidores e eu era assim livre e feliz. Desses drugues, eu só tinha esluchado uma coisa, isso foi num dia em que meu pê e ême vieram me visitar eme contaram que Georgie já era morto, morto sim, meus irmãos. Estava morto como um montinho de quel de cachorro na rua. Georgie tinha levado os outros dois à casa de um tchelovéque as sim muito rico e eles tinham chutado e toltchocado o dono da casa no chão e depois Georgie tinha começado a razrezar: as almofadas e as cortinas e o Tapado tinha quebrado alguns adornos preciosos como estátuas e coisas assim e o rico tchelovéque espancado tinha se enraivecido como um bezúmine e tinha entrado em cima deles com uma barra de ferro muito pesada. O fato dele estar muito razdraz tinha dado a ele uma força gigantesca e o Tapado e Pete tinham fugido pela janela, m.as Georgie tinha tropeçado no tapete e ai levou aquela porrada que lhe estraçalhou a cabeça e acabou-se o atraiçoado Georgie.


  • "Laranja Mecânica", de Stanley Kubrick, Completa 40 Anos

    Autor: Elaine Guerine

    Veículo: Valor Economico, final de semana, 5 a 7 de agosto de 2011

    Fonte:

    Laranja Mecânica", obra-prima de Stanley Kubrick, completa 40 anos
    Por Elaine Guerini | Para o Valor, de Cannes


    Ampliar imagemEm "Laranja Mecânica", Malcolm McDowell é Alex DeLarge, líder de uma gangue juvenil, que se torna cobaia de técnicas de controle da delinquência
    Christiane Kubrick, a viúva de Stanley Kubrick, ainda se lembra das ameaças de morte que a família recebeu assim que "Laranja Mecânica" foi lançado, em dezembro de 1971. "Eram cartas aterrorizadoras escritas por pessoas que não entendiam a proposta de Stanley e viam a obra como uma apologia à violência", contou a atriz, cantora e pintora alemã, de 79 anos. Entre as correspondências, a família também recebeu um pacote com uma laranja de plástico que fazia o tique-taque de um relógio. "Imediatamente pensamos se tratar de uma bomba. Mas, nesse caso, o remetente era um fã, que não tinha ideia da loucura que estávamos vivendo", disse Christiane ao Valor, em Cannes.

    Assim como Kubrick, que fugia dos jornalistas, Christiane resiste a conceder entrevistas. No entanto, eventualmente o faz por se sentir responsável pelo legado de um dos maiores cineastas da história. Principalmente nos aniversários de suas obras, como "Laranja Mecânica", que acaba de chegar às lojas do Brasil em Blu-ray, em comemoração aos 40 anos de seu lançamento. Presença garantida na lista dos filmes mais polêmicos de todos os tempos, o clássico segue os passos de Alexander DeLarge (Malcolm McDowell), líder de gangue que rouba e mata por diversão - pelo menos até ser preso e usado como cobaia em tratamento para regenerar criminosos.

    "Stanley provavelmente adoraria o formato do Blu-ray", afirmou Christiane, companheira do diretor por mais de 40 anos. Ambos se conheceram durante as filmagens de "Glória Feita de Sangue" (1957), no qual ela interpretou uma cantora alemã. "A possibilidade de o espectador ver o filme em casa, com excelente qualidade e quantas vezes quiser, vem ao encontro da paixão de Stanley pelo cinema. De tão fanático, ele via filmes sem parar. Via tudo o que podia, incluindo porcarias."

    Como Kubrick gostava de "tentar coisas novas", Christiane adoraria ver seu "2001 - Uma Odisseia no Espaço" (1968) convertido em 3D. "Stanley só conheceu o 3D primitivo, com aqueles ridículos óculos de papel. Mas certamente aprovaria o formato, desde que a história pudesse efetivamente se beneficiar com a tecnologia." Segunda a Christiane, Kubrick era um amante dos eletrônicos. "Sempre teve os aparatos mais avançados da época. Era fascinado por laptops e celulares. Foi a primeira pessoa que eu conheci a comprar um celular, um modelo parecido com um tijolo, de tão pesado." Até hoje Christiane diz que não consegue entrar numa loja da Apple sem se lembrar do marido. "Imagino como ele ficaria maluco diante de tantas novidades."

    Desde a morte de Kubrick, em março de 1999, aos 70 anos, Christiane trabalha pela preservação de sua obra. Colaborou algumas vezes com o diretor, fornecendo quadros para os cenários de seus filmes. É de sua autoria a pintura a óleo, com motivos florais, na casa do escritor recluso que é invadida pela gangue de "Laranja Mecânica". Também assinou a maioria dos quadros que decoravam o apartamento nova-iorquino do casal vivido por Tom Cruise e Nicole Kidman em "De Olhos Bem Fechados" (1999). "Embora ainda lute com um abismo na minha vida, gerado pela morte de Stanley, tento tocá-la do jeito que eu acho que ele gostaria que eu fizesse. Faço por sua memória. Stanley foi um homem fantástico."

    Christine trabalhou em parceria com o Deutsches Filmmuseum de Frankfurt, na Alemanha, na concepção da exposição "Stanley Kubrick", criada em 2004. Desde então a mostra composta por anotações, documentos, fotografias, roteiros, figurinos, adereços e partes de cenários dos filmes do cineasta já passou por Berlim, Zurique, Roma, Melbourne e Paris. E já estão programadas paradas em Praga, ainda neste ano, e em Nova York e Los Angeles, em 2012.

    "Abrir aquela montanha de mais de 500 caixas deixadas por Stanley foi um trabalho penoso", disse Christiane, que contratou um arquivista para ajudá-la a catalogar os itens. "Ele morou na minha casa por mais de um ano. Foi o tempo que levamos para inspecionar tudo." A viúva precisou do arquivista para lhe dar uma "visão mais objetiva" sobre o material. "Por ser sentimental, eu não conseguia separar o que era realmente importante do ponto de vista cinematográfico. Stanley sempre teve a intenção de catalogar as suas coisas. O problema é que ele começava a fazer isso e logo perdia a paciência."

    O que não está na exposição foi doado à University of the Arts, de Londres. "Conheço estudantes de cinema que passam horas vasculhando o material na universidade", comentou Christiane. Para ela, é irônico o fato de os jovens cineastas aprenderem com o que Kubrick deixou. "Enquanto os estudantes de hoje têm à disposição um estúdio de cinema e todo o equipamento necessário, Stanley não teve nada. Ele cortou o seu primeiro filme ("Medo e Desejo", de 1953) com tesouras", contou, rindo. "Felizmente, Stanley era entusiasta e ingênuo o suficiente para achar que podia fazer tudo. Ele não podia, mas acabava aprendendo."

    O próximo passo para Christiane é ver sair do papel um documentário sobre a dedicação de Kubrick ao filme de Napoleão Bonaparte. A maior frustração do diretor foi não ter realizado a cinebiografia, um projeto de superprodução que foi abandonado em 1969 pela MGM, poucos meses antes do início das filmagens. O esforço em vão de Kubrick, que passou mais de três anos mergulhado na pesquisa sobre o imperador francês, inicialmente foi visto no livro "Napoleon - The Greatest Film Never Made" (Napoleão, o Maior Filme Nunca Feito), publicado em 2009 pela Taschen. Com roteiro de Alison Castle, editora do livro, e direção de Erik Nelson, o documentário deverá ser rodado no ano que vem.

    "A ideia é mostrar como seria o filme, interligando a vida de dois gênios: Stanley e Napoleão", contou Christiane, acrescentando que o marido acumulou mais de 17 mil imagens, entre desenhos, pinturas e gravuras, relacionadas à figura histórica. "A fascinação de Stanley por Napoleão é explicada pela fraqueza do imperador, que muitas vezes deixou as emoções afetarem as suas decisões. Stanley sempre achou que quem se deixa guiar demais pelos sentimentos acaba derrotado."

  • No tempo em que filmes de Hollywood quebravam tabus

    Autor: Sergio Rizzo

    Veículo: Jornal Valor Economico - Fim de Semana 5 a 7 de agosto de 2011

    Fonte:

    /08/2011 0
    No tempo em que filmes de Hollywood quebravam tabus
    Por Sérgio Rizzo | Para o Valor, de São Paulo

    A ambição e o destemor de Kubrick fizeram de "Laranja Mecânica" o mais arriscado de seus filmes, com um universo de pesadelo


    Ampliar imagemDesde o antibelicista "Glória Feita de Sangue", o cineasta americano Stanley Kubrick estava habituado a caminhar na contracorrenteLá se vão quase 40 anos desde que Alex (Malcolm McDowell) e seus "drugues" encararam pela primeira vez uma plateia, na pré-estreia americana de 19 de dezembro de 1971. Prostrados na Leiteria Korova, tomavam algo que os deixasse prontos "para um pouco de ultraviolência". "Laranja Mecânica" (1971) ostenta ainda hoje, com seus primeiros 15 minutos, uma condição que dificilmente será igualada: a de longa-metragem industrial com a abertura mais desagradável e incômoda da história. O pacote inicial compreende espancamentos, acidentes de trânsito, enfrentamento de gangues, invasão de domicílio e duas mulheres violentadas, ao som de música clássica e de "Singin' in the Rain". E não acaba por aí.

    "Videie bem", o conselho dado pela gangue de Alex ao personagem que seria forçado a testemunhar o estupro da mulher, continua a soar como provocação endereçada ao espectador. A frase é dita para a câmera, em claro recado: agora que entramos na sala, não vale desviar o olhar; o que veremos também diz respeito a todos nós, compelidos a contemplar atos de violência - "em forma bem horrorshow", segundo Alex. Não é o tipo de experiência que se espera de um filme chancelado pela indústria cinematográfica (aqui, por meio da gigante Warner Bros.) e, portanto, voltado para o grande público.

    Afinal, para ousadias viscerais, existe o cinema comprometido com a vanguarda e a expressão autoral.

    Basta lembrar, a respeito de imagens da violência, o que fizeram no domínio independente o austríaco Michael Haneke, em "Benny's Video" (1992) e nas duas versões de "Violência Gratuita" (1997 e 2007), e o argentino Gaspar Noé, em "Irreversível" (2002). Restritos a um pequeno circuito exibidor, esses filmes enfrentaram plateias que, em tese, estavam preparadas para o embate. Mesmo assim, geraram um grau elevado de rejeição. Como explicar que alguém tenha realizado "Laranja Mecânica" com dinheiro da indústria? A resposta tem a ver com um período estimulante em que a infraestrutura e o know-how do cinema americano eram usados para quebrar tabus, em filmes como "Perdidos na Noite" (1969), "O Poderoso Chefão" (1972) e "Taxi Driver" (1976), mas passa obrigatoriamente pela lembrança de que o alguém em questão era Stanley Kubrick (1928-1999).

    Habituado desde o antibelicista "Glória Feita de Sangue" (1957) a caminhar na contracorrente, ele vinha de uma chanchada de guerra que brincava com a possibilidade de hecatombe nuclear para ironizar o poderio militar ("Doutor Fantástico", 1964) e de uma ficção científica que reformatava o gênero a partir de uma inusitada aproximação entre ciência, filosofia e misticismo ("2001, uma Odisseia no Espaço", 1968). Publicado em 1962, o romance do inglês Anthony Burgess (1917-1993) pareceu a Kubrick um desafio à altura do espaço privilegiado que já ocupava. De um lado, o livro fornecia elementos recorrentes na obra do cineasta, como o instinto de violência associado à natureza humana, a apologia do livre-arbítrio e a presença da tecnologia no processo civilizatório. De outro, possibilitava experiências nos campos temático e formal, com o "Tratamento Ludovico" (a tentativa de condicionamento a que o Estado submete Alex) representando a confluência entre um e outro.

    A ambição e o destemor de Kubrick fizeram de "Laranja Mecânica" o mais arriscado de seus filmes, com um universo de pesadelo embalado em humor negro. Diversos elementos - cenografia, figurinos, câmera, montagem, música e o dialeto de rua criado por Burgess (o "nadsat", baseado em palavras russas) - contribuem para esse aspecto peculiar. Talvez seja também o que melhor resistiu à passagem do tempo, com sua irônica narração autorreflexiva, formato episódico e um anti-herói singular a serviço da "questão moral" que Kubrick condensou da seguinte forma: um homem pode ser bom sem ter a opção de ser mau?

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Este foi o livro - muito polêmico - que deu fama à Anthony Burgess e virou filme do mesmo nome. Muito se discutiu, dizendo alguns tratar-se de uma história erótica, e outros, uma questão de psicologia comportamental, coisas que só contribuíam para aumentar a fama do livro e do autor. Por isso, o comprei.


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2021
Todos os direitos reservados.