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Direito à Memória e à Verdade

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Direito à Memória e à Verdade

Livro Excelente - 1 comentário

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Autor: Secretaria Nacional dos Direitos Humanos  

Editora: Não Consta Editora

Assunto: História

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 500

Ano de edição: 2007

Peso: 2.370 g

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Excelente
Marcio Mafra
23/04/2010 às 12:30
Brasília - DF


Não há o que comentar sobre o conteúdo deste livro. Deve-se guardar um reverente silêncio, em memória dos que foram sacrificados e morreram lutando como opositores políticos de um regime que foi imposto pelos militares, num maldito golpe de Estado perpetrado em 1964. Em 1946, foi deposto o ditador Getúlio Vargas e o país iniciou um regime governamental democrático, com uma Assembléia Constituinte e a eleição de Eurico Dutra. Os militares que conspiravam contra Vargas e foram vencidos pela eleição democrática continuaram conspirando durante 18 anos, até que em 1964, depuseram o Presidente João Goulart e tomaram o poder. Só saíram em 1985. Os números que constam do Direito à Memória e à Verdade, são tristes: 50 mil pessoas foram detidas nos primeiros meses da ditadura. Dez mil outros cidadãos foram exilados. Conta-se 7.367 acusados judicialmente. Mais 10.034 foram indiciados em inquéritos Banimentos foram 130. Mandados cassados e suspensos direitos políticos foram 4.862. Expulsaram 245 estudantes de universidades. 6.592 militares também foram punidos. Mais de 800 homens e mulheres foram mortos. Todos covardemente torturados. É um livro excelente para se olhar com respeito, reverencia e tristeza pelo Brasil ter passado por isso.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Histórico de brasileiros que se opuseram ao regime da ditadura militar e por isso foram perseguidos, caçados, mortos e/ou desaparecidos por autoridades do Estado, durante os longos 21 anos, da ditadura militar, desde 1964 até 1985.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

JAIME PETIT DA SILVA (1945-1973) Número do processo: 173/96 Filiação: Julieta Petit da Silva e José Bernardino da Silva Júnior Data e local de nascimento: 18/06/1945, Iacanga (SP) Organização política ou atividade: PCdoB Data do desaparecimento: entre 28/11 e 22/12/1973 Data da publicação no DOU: Lei n° 9.140/95 - 04/12/95 Jaime era irmão dos guerrilheiros Lúcio e Maria Lúcia, também mortos no Araguaia. Estudou em Amparo e Duartina e começou a trabalhar muito cedo, após a morte do pai. Mais tarde, estudou também no Rio de Janeiro. Em 1962 foi para Itajubá morar com o irmão mais velho, Lúcio, e ingressou, em 1965, no Instituto Eletrotécnico de Engenharia de Itajubá. Trabalhou como professor de Matemática e Física em colégios de Itajubá e Brasópolis, ambos em Minas Gerais. Participou do Movimento Estudantil, sendo eleito presidente do Diretório Acadêmico de sua faculdade em 1968. Esteve no 30° Congresso da UNE, em Ibiúna, onde foi preso. Ainda em Itajubá, casou-se com Regilena da Silva Carvalho. Condenado pela Justiça Militar à revelia em 1969, foi obrigado a abandonar o curso de Engenharia e trabalhou como eletricista durante algum tempo. O casal, já integrado ao PCdoB, residiu por algum tempo em Goiânia, antes de seguir para o Araguaia, fixando residência na localidade de Caianos, onde já estavam os irmãos de Jaime, integrando-se ao Destacamento B das Forças Guerrilheiras. Depois de iniciados os choques armados, Regilena se desgarrou dos companheiros e terminou se entregando às forças de repressão em julho ou setembro de 1972 (documentos trazem datas divergentes), ficando presa até o final daquele ano. Não foi possível definir uma data precisa para o desaparecimento de Jaime. Segundo o relatório Arroyo: "Dia 28/29 de novembro, o grupo dirigido pelo Simão (8 companheiros) acampou nas cabeceiras da grota do Nascimento. Neste mesmo local, o Destacamento B já havia acampado meses atrás. Ferreira ficou na guarda, Jaime foi catar babaçu, Chico (Adriano Fonseca Filho) e Toninho foram procurar jaboti numa gameleira próxima. Chico recebeu um tiro, caindo morto. Eram 17 horas. Em seguida, ouviram-se mais seis tiros. O grupo levantou acampamento imediatamente, deixando, no entanto, as mochilas, as panelas, os bornais. O Doca (Daniel Callado) deixou o revólver, que estava consertando no momento da saída. Jaime e Ferreira (Antônio Guilherme Ribeiro Ribas) ficaram desligados do grupo". O relatório do Ministério do Exército, de 1993, informa que "existe registro de sua morte em 22/12/1973", sem especificar as circunstâncias e o local do sepultamento. O relatório do Ministério da Marinha, do mesmo ano, também afirma que foi "morto em 22/12/7973". O comerciante Sinésio Martins Ribeiro, morador da localidade Palestina, que foi guia do Exército na época, contou em depoimento prestado em São Geraldo do Araguaia, em 19/07/01: "conhecia o Josias, o Chicão, o Ari, Osvaldão, Valquíria, Jaime, Áurea, desde antes da guerra (...) que o Josias, entregou um local na mata que era ponto de encontro dos guerrilheiros caso se perdessem após algum tiroteio com o Exercito; que quem levou os guias ao local foi o próprio Josias; que ao se aproximar do local ele apontou com o dedo e voltou; que neste instante o Jaime atirou dois tiros e errou e que não atirou mais porque a bala engasgou na arma; que a seguir a equipe atirou muito, que a mata ficou cheia de fumaça; que quando abaixou a fumaça, Piauí foi de rastro e constatou que Jaime estava morto; (..) que não tinha camisa e a calça estava toda esfarrapada; que as pernas estavam cheias de ferida de "leicho"; que ele estava muito magro, tinha 5 a 6 cartuchos de bala; que ele foi atingido de muitas balas de FAL; (...) que ele tinha documento de identidade; que retiraram ele da cabana e desceram ele para o pé do morro, onde retiraram a cabeça; que a cabeça foi colocada num saco plástico e levada na mochila do Baixinho; que não tinha como cavar a cova; que cavaram com facão e pedaço de madeira, por isso a cova ficou rasa; que colocaram por cima do corpo umas cuncas de coco; que foram a pé até a casa do Raimundo Galego; que lá já os esperava o Dr. Augusto, que trabalhava na base de São Raimundo, onde acredita que tenha ficado a mochila com a cabeça do Jaime; que isto ocorreu por volta de 15 dias após a morte do Chicão; que o Jaime morreu aproximadamente 5km da casa do Raimundo Galego, perto da grota do Ezequiel; ...(...)". Consta do já citado relatório assinado por quatro procuradores do Ministério Público Federal de São Paulo: " Jaime Petit da Silva, morto em confronto, teve a cabeça decepada e enterrado em cova rasa, perto da Grota do Buragiga, Município de São Geraldo do Araguaia, onde hoje seria pasto da Fazenda de propriedade do Sr. Antônio Costa. A cabeça foi entregue a um oficial do Exército, que a levou para a base de São Raimundo". O livro de Hugo Studart acrescenta que o corpo de Jaime Petit teria sido deixado insepulto, coberto por palha de coqueiro.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Bira, amigo de fé, me convida todos os anos para uma festa onde são expostos e escolhidos os melhores trabalhos impressos no DF, numa promoção do Sindicato dos Gráficos Assim, entre bons vinhos, musica e um grande jantar eu anoto os livros que mais me impressionaram. No dia seguinte o Bira me presenteia com os livros que eu escolhi. A Flip em Paraty e a festa dos gráficos em Brasília, são os melhores e mais divertidos eventos ligados a literatura à que compareço. Na festa de 2008, escolhi o Direito è Memória e à Verdade, que - pelo seu conteúdo - merece um lugar de respeitoso destaque na bibliomafrateca.


 

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