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A Mulher do Próximo

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A Mulher do Próximo

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Autor: Gay Talesse  

Editora: Record

Assunto: Costumes Estrangeiros

Traduzido por: A B Pinheiro de Lemos

Páginas: 491

Ano de edição: 1980

Peso: 460 g

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Bom
Marcio Mafra
13/06/2009 às 18:14
Brasília - DF

Alfred Kinsey, professor da Universidade de Indiana, publicou em 1948, o mais completo relatório sobre a sexualidade humana. A Mulher do Próximo mais parece um novo relatório Kinsey, que aborda a sexualidade dos norte americanos, entre os anos de 1960 até 1970. O Gay Talese declarou em diversas oportunidades que " nada do que descrevi foi inventado ". Ao longo da leitura - particularmente neste volume com um grave defeito gráfico, a duplicação das páginas 321 a 352 - o leitor poderá melhor avaliar o falso moralismo sexual, religioso e social do americano. De resto, A Mulher do Próximo mais parece uma aborrecida ação de merchandising, em favor da revista Playboy. São intermináveis e entediantes a descrição dos trâmites de muitos processos judiciais, de iniciativa de pastores, padres, autoridades civis e até do chefe dos correios, versando sobre pornografia ou sobre fantasias eróticas masculinas e femininas, seus usos e abusos, além dos atos praticados em casas de massagem, saunas e hotéis dos EUA. Livro muito bom para os leitores que acreditam que o Papai Noel é americano.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história da sexualidade dos norte americanos, e suas influências na sociedade, nas igrejas e nos tribunais deles mesmos, entre os anos 1960 e 1970, esmiuçando a vida de Hugh Hefner, dono da revista Playboy e passando por histórias de adultério e de relações abertas, voyers e coisas do gênero, em relatos ditos reais.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Depois de sair da prisão em 1961, Miller conquistou alguma notoriedade nos círculos pornográficos de Los Angeles como um pirata literário, uma distinção que começou a adquirir quando copiou e editou particularmente, em forma seriada, o clássico vitoriano My Secret Life (Minha Vida Secreta), pelo qual a Grove Press de Nova Iorque recentemente pagara 50 mil dólares a um colecionador alemão, pelo que julgava ser os direitos exclusivos de publicação nos Estados Unidos. Mas Miller, sem dizer nada a ninguém, dividiu a obra em dez capítulos, publicados em números separados de uma revista que custava 1,25 dólar nas bancas. Quando Barney Rosset, da Grove Press, processou Miller por violação de direitos autorais, o juiz da Califórnia descobriu-se na situação peculiar de ter de decidir uma disputa entre dois homens que gostaria igualmente de mandar para a cadeia. Mas como My Secret Life incontestavelmente estava no domínio público (embora ilegal) muito antes da Grove Press decidir, na esteira da decisão Roth, liberar uma luxuosa edição em dois volumes, Miller estava tecnicamente a salvo de qualquer processo. A única maneira pela qual Rosset podia impedir Miller de continuar a imprimir números extras das revistas era pagar-lhe uma quantia substancial, fora do tribunal Foi o que Rosset fez, contrariado. A sorte de Marvin Miller iria mudar em breve, quando ele começou a enviar pelo correio milhares de folhetos de propaganda, divulgando diversos produtos que desejava vender. Entre. Eles, havia um livro ilustrado, de 3,25 dólares; mostrando modelos masculinos nus e intitulado I, a Homossexual (Eu, um Homossexual); um livro fotográfico grande, de 10 dólares, intitulado The Name is Bonnie (O Nome é Bonnie), prometendo 24 fotografias coloridas inspiradoras de uma loura nua; outro livro ilustrado de 10 dólares, Africa's Black Sexual Power (O Poder Sexual Negro da Africa), mostrando um casal de pele escura no ato sexual; um livro de 15 dólares, Na lllustrated History of Pornography (Uma História Ilustrada da Pornografia), que consistia de 150 reproduções de obras de arte eróticas, inclusive algumas peças das coleções clássicas de Somerset Maugham e do Rei Farouk; e um filme de 8mm chamado Marital Intercourse (Relações Sexuais Conjugais), disponível por 50 dólares. Os nomes das pessoas que receberam os folhetos de Miner haviam sido fornecidos por uma firma de mala direta de Los Angeles, especializada, em compilar listas de clientes, agrupados de acordo com os tipos de "mercadoria" que haviam encomendado no passado, o que podia incluir qualquer coisa, de produtos de jardinagem a peças de automóveis antigos. Para resguardar suas listas, a firma não revelava os nomes dos que tinham vários "interesses especiais", assumindo toda a responsabilidade de endereçar e remeter o material de propaganda cobrando por seus serviços até 100 dólares para cada mil nomes. Marvin Miller pediu o uso de quase 300 mil nomes, o que lhe custou quase 30 mil dólares. Todos os nomes constavam da lista "X 'e Y", indicando que as pessoas haviam comprado mercadoria, "adulta" antes. Não havia qualquer possibilidade da firma garantir que os folhetos de Miller não iriam ocasionalmente cair em mãos erradas, já que todas as listas de sexo do país são infiltradas pelos pseudônimos de inspetores postais e espiões de sociedades moralistas. Assim, nada teve de surpreendente o fato da campanha publicitária de Miller ser imediatamente seguida por diversas queixas à polícia. Para a lei não fazia a menor diferença quem abria a correspondência. O material de Miller era obsceno, segundo. O veredicto de um tribunal da Califórnia, e ele foi considerado culpado de um crime pelo qual seria posteriormente censurado pelo próprio presidente do Supremo Tribunal dos Estados Unidos; Warren Burger. Em sua histórica decisão do caso Miller v. Califórnia, Burger escreveu: "O apelante efetuou uma campanha postal de massa para promover a venda de livros ilustrados, eufemisticamente chamadas de material 'adulta'. Em uma nota fora do texto Burger acrescentou: "O material que estamos discutindo, neste caso é mais acuradamente descrito coma 'pornografia' ou 'material pornográfico'. 'Pornografia' deriva do grego (pornô, devassa, e graphos, escrita). A palavra agora significa: 1 uma descrição, de prostitutas ou prostituição. 2 Uma representação (por escrita ou em pintura) de licenciosidade ou luxúria; uma mostra de comportamento erótico visando, a provocar excitamento sexual. Webster's New Internacional Dictionary, supra. O material pornográfico que é obsceno forma um subgrupo de toda expressão 'obscena', mas não o todo, pelo menos como a palavra "obscena" é agora usada em nassa língua. Ressaltamos, portanto, que as palavras 'material obsceno', conforme usadas neste caso, possuem um significado judicial específico que deriva do caso Roth, isto é, material obsceno que trata de sexo."


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF
Gay Talese foi um muito famoso jornalista do Times de Nova York, que lá pelos anos 70 resolveu expor a falsa moralidade dos americanos e escreveu A Mulher do Próximo, Thy Neighbor's Wife no original. Escreveu, também, o O Reino e O Poder, falando do New York Times. Gay é um dos convidados da Flip que se realizará em Paraty em julho de 2009. Comprei logo seus dois livros mais conhecidos, nos sebos da estantevirtual.com.br

 

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