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Dando a Volta Por Cima

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Dando a Volta Por Cima

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Anna Maxted  

Editora: Leganto

Assunto: Romance

Traduzido por: Dayse Batista

Páginas: 513

Ano de edição: 2003

Peso: 750 g

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Bom
Marcio Mafra
18/09/2004 às 13:00
Brasília - DF

Leitura boa, moderna narrada de forma coloquial. Flui fácil A história de Helen que se apaixona por quase tudo que não vale a pena, por vezes é engraçada, outras é comovente e em algumas passagens chega a ser tocante. Bom livro.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A autora em 1966 perde seu pai e, por sugestão de uma editora, onde trabalha de "free lancer", escreve um artigo sobre seu primeiro ano de vida sem ele. Este relato foi a inspiração para o romance "Dando a volta por cima".

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Às vezes, parece que tenho cinqüenta anos. Estou constantemente cansada. Não vou dançar há uma eternidade. Estou sem sexo há tanto tempo, que não me surpreenderia se estivesse virgem de novo. Vejo sexta-feira como uma chance de remediar todas essas queixas. A noite começa quando Tina, Lizzy e eu deixamos o escritório e nos amontoamos no banheiro para uma sessão de maquiagem, às seis e um da noite. - Formalmente, fizemos meia hora extra - digo a Lizzy, que se sente culpada por sair no horário. - Portanto, se eu fosse você estaria contente. Tina olha-me com desdém: - Então, a febre de ambição sumiu. Respondo: - Não é o que você faz, mas o que a vêem fazendo. E quando Laetitia saiu do escritório, às cinco e quarenta e cinco da tarde, eu estava debruçada como uma escrava sobre minha mesa. Dou um sorriso afetado e tiro meu curvador de cílios da confusão que é minha sacola de maquiagem - meus cílios são retos e, se não os curvo, pareço careca. Lizzy abre um estojo de metal que parece capaz de conter uma arma, tira um pincel de maquiagem de um de seus compartimentos e espalha uma nuvem de pó sobre o rosto. Tina começa do zero, limpando cuidadosamente todos os resíduos do dia com bolas de algodão e loção de limpeza. Um simples retoque não é suficientemente bom para nosso lorde e mestre, Adrian - penso, com azedume. Sei que é feio pensar assim, mas ela o protege demais. Estou ansiosa para conhecer Adrian - falo, em uma tentativa de combater minha própria maldade. - Que bom! - Tina diz. Ela acrescenta, em tom leve. - Não tente dizer nada ofensivo. Arregalo os olhos tanto quanto posso, e exclamo: - Sua mocréia atrevida! É melhor você não tentar dizer nada ofensivo para Tom. Nada de piadas sobre xixi, está bem? Tina sorri e diz: - Negócio fechado - e volta a olhar-se no espelho. - Você gostará de Tom - digo a Lizzy. - Tenho certeza. Lizzy dá um grande sorriso pelo espelho e diz, com sinceridade: - Mal posso esperar para conhecê-lo, ele parece ser muito querido. Sorrio com gratidão, termino meu trabalho de retoque e me sinto mortalmente entediada. - Como está o novo apartamento? - pergunto a Lizzy, que acabou de comprar um apartamento espaçoso em Limehouse. - Ah! - ela exclama. - Maravilhoso! A visão do Tâmisa! Eu poderia ficar olhando para sempre. É tão lindo! Eu tinha a impressão de que o Tâmisa era um rio marrom e fe40rento, mas finjo um sorriso e digo" ótimo". Talvez, a distância, ele pareça pitoresco. De qualquer modo, quem sou eu para falar? Tudo o que vejo de meu quarto é a rua e o RAV4 azul-metálico de Marcus. Imagino se há algum apartamento à venda em sua quadra. - Você não tem medo da hipoteca? - pergunto. Lizzy inclina sua cabeça para o lado e diz: - Não muito. Mamãe é consultora financeira. Ajudou-me a planejar muito bem. É claro que sim. - Você comprou muitos móveis? Não, ainda não. Lizzy quer fazer tudo devagar. Ela prefere comprar um número pequeno de "peças assinadas" (seja o que for isso), em vez de encher sua casa de tralhas. Ela conta-nos que, no fim-de-semana passado, viu uma incrível" line chaise" (novamente, não tenho idéia do que seja) por seiscentos e cinqüenta libras, na Conran Shop. - Seiscentos e cinqüenta libras?! - Tina exclama, muito alto. Você está louca? Lizzy sabe que o preço é um pouco exagerado, mas o móvel é tão "elegante"! E ficaria sensacional fazendo contraste com o piso de tábuas de bordo. Digo-lhe que se ela deseja uma line chaise, deve economizar em outras coisas - na cama, por exemplo. - E como são seus vizinhos? - pergunto. Lizzy faz uma cara engraçada. Alguns dos vizinhos são simpáticos, ela nos diz. Teve uma longa conversa com o do número 28 ontem. O 28 disse-lhe que o do número 26 é um "negociante". "Oh!", Lizzy exclamou, "Um negociante de antiguidades?" Número 28 respondeu gentilmente: Não, negociante de drogas, traficante." Quando chegamos ao pub, Tina e eu ainda estávamos tentando parar de rir. Brian é o primeiro homem (se podemos dizer isso dele) a chegar. Ele beija Tina e a mim, no rosto, e então volta-se para Lizzy. Olha-a como um amante das artes olharia uma pintura rara e leva a mão dela aos lábios, beijando-a Lizzy dá uma risadinha e ajeita seus cabelos atrás da orelha. Não consigo deixar de sorrir, embora o galante cavalheiro esteja usando um suéter tricotado e sapatos cinza. Tina também olha. Ela obviamente arrepende-se de seu comentário de "Brian é um panaca!", porque salta e pergunta: - O que você quer tomar? Eu apanho para você! Mas, Brian insiste em buscar suas bebidas. Vai até o bar para comprar uma água mineral sem gás, uma Beck's e um suco de laranja ("Tina, você não está se sentindo bem?"). Olho para Lizzy e ela parece visivelmente inchada de orgulho. - Ai, que nojo! - diz Tina, acendendo seu quinto cigarro em dez minutos. - Amorzinho de adolescentes! Envio-lhe um olhar de aviso - Brian deve estar batendo na casa dos oitenta anos! -, mas nem ela nem Lizzy percebem a gafe. Brian volta do bar e estou prontinha para desprezá-la por ser um fanático natureba, quando vejo que comprou para si mesmo uma dose de algo com álcool. Olho para Lizzy, para ver se ela desaprova o comportamento do namoradinho, mas não há nem sombra disso. Ela acaricia o braço de Brian, com carinho. - Vocês dois!... - Tina exclama. - Arrumem um quarto para fazerem isso! Brian ri. Para minha surpresa, ele tem uma risadinha safada e profunda de menino. Ele chega mais junto de Lizzy e fala para nós todas, em geral: - Então, como vai o trabalho? Felizmente, somos poupadas do inferno das conversas chatas pela chegada do "Messias", aliás, Adrian. Tina salta da cadeira para recebê-lo tão rapidamente, que derrama sua bebida. - Que mico! - exclamo, maldosa. Ela me ignora. - Todos vocês - anuncia formalmente, como se o apresentasse em uma reunião dos Alcoólicos Anônimos -, este é meu namorado. Adrian. Ele é arquiteto. Adrian abre um sorriso branco e brilhante, e aperta a mão de todos. A minha começa a suar subitamente, de modo que a esfrego em minhas calças antes de chegar minha vez. - Olá - digo, pensando: Minha Nossa! Retiro tudo o que disse! Ele é o Messias!


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Este livro não tem nenhuma história.


 

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