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Assassinato no Expresso do Oriente

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Assassinato no Expresso do Oriente

Livro Ótimo - 2 comentários

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Autor: Agatha Christie  

Editora: Nova Fronteira

Assunto: Policial

Traduzido por: Archibaldo Figueira

Páginas: 189

Ano de edição:

Peso: 380 g

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Ótimo
Patricia Pereira Coelho
18/07/2017 às 21:06
Fortaleza - CE
Poirot é de uma calma e observação que nos deixa intrigados durante a leitura. Ele é o detetive que me cativa muito. O livro é curto, dá pra ler rapidinho e nos pega de jeito. Um assassinato no trem e muitos suspeitos! Não é por acaso que ganha uma nova versão cinematográfica em 2017.

Ótimo
Marcio Mafra
18/09/2004 às 12:59
Brasília - DF

Assassinato do Expresso Oriente foi o livro mais famoso da Agatha Christie, certamente porque teve o seu enredo transformado em filme no ano de 1974, quando a escritora já tinha 84 anos de idade. Como Conan Doyle, os romances de Agatha Christie também podem ser considerados "clássicos" do conto policial. Dame Agatha Christie, também conhecida como a Rainha do Crime e Duquesa da Morte, era autora de enredos policiais e tinha como hábito, eliminar a maioria de seus personagens. Ao usar um dos refugiados belgas como modelo, que morava em na cidade em que nasceu - Torquay - criou seu primeiro e mais famoso personagem - o afetado detetive Hercule Poirot. Foi Poirot que desvendou o crime ocorrido no Expresso Oriente. Vale a leitura. A tradução deixa bastante a desejar. O final é muito interessante.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O trem começa a sua viagem na Síria. Quando amanheceu... O assassinato. Um caso para o Inspetor Monsieur Poirot.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Acompanhado do Dr. Constantine, Poirot dirigiu-se ao outro vagão e à cabina ocupada pelo homem assassinado. O condutor aproximou-se e abriu-lhe a porta com a sua chave. Os dois homens entraram. O detetive voltou-se inquisitivamente para o companheiro:
- Mexeram muito na cabina?
- Ninguém tocou em nada. Tive o cuidado de não mover o corpo enquanto o examinava.
Poirot assentiu e olhou à sua volta. A primeira coisa que lhe despertou mais atenção foi o frio intenso. A janela estava aberta ao máximo.
- Brrr. .. - arrepiou-se Poirot.
O outro homem sorriu.
- Não quis fechá-la.
Poirot examinou a janela cuidadosamente.
- Você está certo - anunciou - ao dizer que ninguém saiu por aqui. Possivelmente deixaram a janela aberta para que pensássemos isso, mas, se tivessem fugido por aqui, a neve teria as pegadas do assassino.
Examinou com cuidado a moldura da janela. Tirando uma pequena caixa do bolso, espalhou um pó no lugar.
- Nenhuma impressão digital - revelou, - o que quer dizer que foram apagadas. De qualquer modo, se as houvessem, indicar-nos-iam muito pouco. Seriam de Ratchett, seu valete ou do condutor. Os criminosos de hoje não cometem esse tipo de erro. E sendo assim, tratemos de fechar a janela. Está positivamente frio aqui!
A ação seguiu-se às palavras e, após fechar a janela, o detetive pela primeira vez voltou sua atenção para o corpo sobre o leito. Ratéhett estava voltado para cima. O paletó do pijama, manchado de vermelho, tinha sido desabotoado e puxado para trás.
- Eu tinha de verificar a natureza dos ferimentos - explicou o médico.
Poirot assentiu, debruçando-se sobre o corpo. Depois, ergueu-se, demonstrando um certo desgosto.
- Não é bonito. Alguém deve ter ficado ali e apunhalado uma vez, duas vezes, três. ., Quantos ferimentos há exatamente?
- Contei doze. Um ou dois são tão leves que parecem até arranhões. Por outro lado, pelo menos três outros poderiam ter causado a morte.
Alguma coisa no tom de voz do médico captou a atenção de Poirot. Olhou-o fixamente. O pequenino grego estava de pé junto ao corpo, com: um ar intrigado.
- Alguma coisa lhe parece esquisita, não é? - perguntou Poirot. - Diga, meu amigo. O que o intriga?
- Tem razão - respondeu o outro.
- O que é?
- Veja estas duas perfurações, aqui e ali - apontou.
Elas são profundas, devem ter cortado muitos vasos sanguíneos.
Mesmo assim, não sangraram da maneira que era de se esperar.
- Como assim?
- Parece que o homem já estava morto. . . Há pouquíssimo
tempo. .. Antes de ter recebido estes golpes. Mas isto é absurdo, certamente.
- Pode parecer assim - disse Poirot, pensativo - a menos que o nosso assassino tenha pensado que não fizera o trabalho direito e voltou para completá-lo. . . Mas isto seria absurdo! Algo mais?
- Bem, só mais uma coisa.
- O quê?
- Veja este ferimento aqui, sob o braço direito, perto do ombro. Pegue este lápis. O senhor consegue golpear aqui? Poirot levantou a mão.
- Précisément - disse. Com a mão direita é dificílimo, quase impossível. Ter-se-ia que torcer toda a mão para dar o golpe. Mas se fosse com a mão esquerda...
- Exatamente, Monsieur Poirot. - É muito provável que o golpe tenha sido desferido com a mão esquerda.
- Então o nosso assassino é canhoto? Não, a coisa é bem mais difícil do que isso, não?
- Como diz, Monsieur Poirot? Mas alguns destes outros golpes foram desferidos com a direita.
- Duas pessoas. Voltamos a dois assassinos, então - considerou Poirot pensativo. - As luzes estavam acesas?
- Difícil dizer. O senhor compreende, todos os dias às dez da manhã o condutor desliga tudo.
- As tomadas nos dirão - disse Poirot, passando a examinar o interruptor da luz do teto e do abajur da cabeceira. - O primeiro estava desligado; o outro também.
- Eh bien - observou, pensativo, - temos aqui a hipótese do Primeiro e do Segundo Assassino, como o colocaria o grande Shakespeare. O Primeiro Assassino apunhalou a vítima e deixou a cabina, desligando a luz. O Segundo Assassino veio depois no escuro, e, sem ver que o trabalho já fora realizado, esfaqueou pelo menos duas vezes o homem já morto. Que pensez vous de ça?
- Magnífico - disse o pequenino médico, entusiasmado.
Os olhos do detetive se iluminaram.
- O senhor acha mesmo? Fico feliz. Pareceu-me um bocado de contra-senso.
- Que outra explicação pode haver?
- Exatamente isto que estou me perguntando. Será que temos uma coincidência, ou o quê? Haveria outras, inconsistências, que poderiam levar às duas pessoas envolvidas?
- Creio poder dizer que sim. Alguns desses golpes, como já disse, refletem fraqueza, no sentido de falta de força ou de determinação. São quase arranhões. Mas este aqui, este outro, requerem muita força. Penetraram nos músculos.
- Então, na sua opinião, foram dados por um homem?
- Certamente.
- Não poderiam ter sido desferidos por uma mulher?
- Uma mulher jovem e vigorosa, se estivesse embrutecida pela emoção, mas na minha opinião isso é muito difícil.
Poirot manteve-se em silêncio por um ou dois minutos. O médico perguntou-lhe, ansioso:
- Compreende o que quero dizer?
- Perfeitamente. A coisa toda começa a se esclarecer muito bem! O assassino era um homem forte, era um homem fraco, era uma mulher, uma pessoa destra, uma pessoa canhota. .. Ah! C' est rigolo, tout ça!
Prosseguiu com uma súbita irritação:
- E a vítima? Onde ela entra nisso tudo? Grita? Reage? Defende-se?
Poirot enfiou a mão sob o travesseiro e retirou a pistola que Ratchett lhe mostrara no dia anterior.
- Completamente carregada, você vê.
Os dois homens olharam à volta. O terno de Ratchett estava dependurado no gancho da parede. Sobre a pequena mesa formada pela tampa da pia, vários objetos: uma dentadura num copo d'água; outro copo, vazio; uma garrafa de água mineral; um frasco grande e um cinzeiro com uma ponta de charuto e alguns pedaços de papel queimado. Dois fósforos riscados.
O médico pegou o copo vazio e cheirou-o
- Eis a razão da imobilidade da vítima - disse.
- Drogas?
- Sim.
Poirot assentiu. Pegou os dois palitos de fósforo e examinou-os cuidadosamente.
- O senhor tem aí uma pista? - perguntou o pequeno doutor, ansioso.
- Dois fósforos de tamanhos diferentes. Um é menor que o outro. Percebe?
- É do tipo que se ganha no trem - observou o médico - em caixas de papel.
Poirot remexeu os bolsos de Ratchett, retirando uma caixa de fósforos. Comparou-os demoradamente.
- O mais roliço é o que Ratchett usou. Vejamos se também riscou o outro.
Os olhos de Poirot vasculhavam a cabina, brilhando aguçadamente como os de um gato na noite. Percebia-se que nada lhe escaparia. De repente, com uma exclamação, abaixou-se e pegou qualquer coisa no chão. Era um pedaço quadrado de cambraia, das mais finas. Num canto, a inicial H.
- Um lenço de mulher - disse o médico - e isso mostra que nosso amigo chefe de trem está certo. Há uma mulher metida nisto.
- E para melhorar tudo para nós, ela deixa seu lenço aqui! - comentou Poirot. - Exatamente como acontece nos livros e no cinema. E para tudo ficar ainda mais fácil, O' lenço tem a sua inicial.
- Que golpe de sorté para nós - exclamou o médico.
- Não é mesmo? - perguntou Poirot.
Alguma coisa na voz do detetive intrigou o médico, e antes que ele lhe pedisse uma explicação, Poirot voltou a apanhar qualquer coisa no chão. Agora, trazia um limpador- de cachimbo.
- De Ratchett, talvez? - perguntou o médico.
- Não havia cachimbo nos seus bolsos, nem fumo.
- Temos uma pista, então
- Decididamente. E novamentente deixada a calhar. Uma pista masculina, desta vez. Ninguém pode reclamar de falta de pistas neste caso. Elas existem em abundância. Por falar nisso, o que fez da arma?
- Não há sinal dela. O assassino deve tê-la levado.
- Gostaria de saber porquê - murmurou Poirot.
- Ah! - exclamou o médico, - esqueci-me disto: ao desabotoar o paletó do pijama eu o encontrei, e coloquei novamente no lugar.
O Dr. Constantine tirou do bolso do paletó do morto um relógio de ouro selvagemente amassado, os ponteiros marcando uma e quinze.
- Vê? - perguntou Constantine. - Isto nos dá a hora do crime. Está de acordo com os meus cálculos. Disse entre meia-noite e duas da manhã, provavelmente uma hora, embora não seja fácil dar-se o tempo com exatidão, nesses casos. Eh bien, eis a confirmação. Uma e quinze. Esta foi a hora do crime.
- Possivelmente, doutor, possivelmente.
- O senhor vai me perdoar, Monsieur Poirot, mas não consigo compreendê-lo.
- Quem não entende nada sou eu - observou Poirot e, como o senhor vê, isso me aborrece.
Poirot suspirou e, debruçando sobre a pequena mesa, passou a examinar os pedaços de papel queimado. Disse para si mesmo:
- O que preciso agora é de uma caixa de chapéu de mulher.
O Dr. Constantine estava para fazer outra pergunta. Mas Poirot não lhe deu tempo para tanto. Abrindo a porta chamou o condutor.
- Quantas mulheres viajam neste carro?
O condutor contou-as pelos dedos:
- Uma, duas, três. . . Seis, Monsieur. A velha senhora americana, a senhora sueca, a senhora inglesa, a Condessa Adreny,e Madame la Princesse Dragomiroff e sua dama-de-companhia.
- Todas possuem caixas de chapéu? - observou Poirot. - Sim, Monsieur.
- Então traga-me. .. Deixe ver. .. A da senhora sueca e a da dama-de-companhia. Estas são as únicas esperanças. Diga-lhes tratar-se de uma norma da alfândega, ou qualquer outra coisa que lhe ocorra.
- Não haverá problema, senhor. Nenhuma das duas está na cabina agora.
- Então seja rápido.
O condutor partiu, voltando com as duas caixas. Poirot abriu a da dama-de-companhia e a jogou de lado. Em seguida, abriu a da sueca e deu um brado de satisfação. Removendo os chapéus cuidadosamente, notou um tufo de fios, como lã de aço.
- Ah, eis o que precisamos. Há cerca de 15 anos atrás, as caixas de chapéus eram feitas assim. Prendiam-se os chapéus aqui com alfinetes apropriados.
Enquanto falava, retirava cuidadosamente dois dos tufos. Depois, recolocou os chapéus na caixa e mandou-as de volta. Ao fechar-se a porta, dirigiu-se ao médico:
- Como vê, meu caro doutor, não sou o único a acreditar na técnica do especialista. É psicologia que procuro, não as impressões digitais ou as cinzas de um cigarro. Mas, neste caso, apreciaria conselhos científicos. A cabina está cheia de pistas, mas como posso acreditar que elas são o que realmente parecem ser?
- Não consigo entendê-lo bem, Monsieur Poirot.
- Bem, para lhe dar um exemplo, achamos um lenço de mulher. Será que uma mulher o deixou cair? Ou foi um homem que, ao cometer o crime, entendeu melhor fazer com que a coisa toda parecesse trabalho feminino? Assim: vou apunhalar meu inimigo um número desnecessário de vezes, dando alguns golpes de leve, e largar este lenço onde ninguém possa deixar de notá-lo. Esta é uma possibilidade. Mas há outra: será que uma mulher o matou e deliberadamente deixou este limpador de cachimbo para que o serviço parecesse de homem? Ou devemos mesmo supor que duas pessoas, um homem e uma mulher, envolveram-se separadamente, e cada um foi tão descuidado a ponto de deixar pistas que lhe revelassem, a identidade? Isto tudo é coincidência demais!
- Mas onde entram as caixas de chapéu?
- Ah, já chego lá. Como dizia, estas pistas, o relógio parado a uma e quinze, o lenço, o limpador de cachimbo, tanto podem ser genuínas como falsas. Quanto a isto não posso dizer nada. Mas há uma pista que, embora possa estar errado, creio não ser falsa. Refiro-me a este fósforo fino, Monsieur le docteur. Creio que ele tenha sido usado pelo assassino e não por Monsieur Ratchett. Foi utilizado para queimar um papel que o incriminava de alguma forma. Possivelmente um bilhete. Se for assim, havia alguma coisa naquele bilhete, um erro qualquer, que permitiria identificar o assassino. E eu vou ressuscitar o que havia ali.
Poirot saiu da cabina e voltou minutos depois com uma espiriteira e uma pequena pinça.
- Eu a uso nos bigodes - esclareceu.
O médico o observava com o maior interesse. Poirot espalhou os dois tufos de arame e, com muito cuidado, pôs os pedaços de papel sobre um deles. Depois, colocou um sobre o outro e, pegando-os com a pinça, levou-os à chama da espiriteira.
- Como pode ver, este é um bom truque. Esperemos que dê certo.
O médico acompanhava tudo com a maior atenção. O metal começou a avermelhar. De repente, viu-se, longe, um arremedo de letras. Letras que saíam do fogo. Mas só três palavras, e parte de uma outra, apareceram: ".. . Bre-se pequena Daisy Armstrong". Ah! Excelente!
- Indica alguma coisa? - perguntou o médico.
Os olhos de Poirot brilhavam como nunca. Deixou de lado a pinça cuidadosamente:
- Sim, já sei o nome do morto. E também porque ele deixou os Estados Unidos.
- Como se chamava?
- Cassetti.
- Cassetti - Constantine franziu as sobrancelhas. - Isto me lembra qualquer coisa. Faz alguns anos. Não posso recordar. .. Foi um caso na América, não?
- Sim - concordou Poirot, - um crime na América. Daí em diante, Poirot não se mostrou tão comunicativo.
E olhou em volta, na medida em que prosseguiu:
- Continuaremos depois. Primeiro vamos nos certificar ter visto tudo que há para ser visto aqui.
O detetive rebuscou rapidamente os bolsos do morto sem achar mais nada de interesse. Tentou abrir a porta de comunicação com a cabina vizinha, mas estava trancada pelo outro lado.
- Há uma coisa que não compreendo - disse o Dr. Constantine, - se o assassino não fugiu pela janela; se a porta para a cabina vizinha estava trancada pelo outro lado, e se a saída estava fechada à chave e trancada por uma corrente, como ele saiu desta cabina?
- Isto é exatamente o que pergunta a platéia quando uma pessoa é amarrada pelos pés e pelas mãos, colocada numa caixa e desaparece.
- Quer dizer.. .
- Quero dizer - explicou Poirot - que, se o assassino pretendia que acreditássemos na fuga pela janela, é óbvio que teria de mostrar-nos inexistir qualquer outra saída. Como na mágica. E o nosso negócio é apurar como se faz o truque.
Poirot fechou a porta de comunicação pelo lado da cabina em que estavam.
- Para o caso da excelente Mrs. Hubbard tentar arranjar detalhes em primeira mão sobre o crime, para mandar à filha - preveniu.
O detetive olhou em volta outra vez:
- Não há mais nada a fazer aqui. Vamos ver Monsieur Bouc.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF
Embora conste na folha de rosto, a assinatura "Edite Mafra", porém, nada se sabe sobre a história do livro.

 

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