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Os Rubis

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Os Rubis

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: J M Forman  

Editora: Clube do Livro

Assunto: Suspense

Traduzido por: José Maria Machado

Páginas: 140

Ano de edição: 1964

Peso: 245 g

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Ruim
Marcio Mafra
18/09/2004 às 11:47
Brasília - DF

O enredo do livro é simples, quase simplório, uma mistura policialesca, mesclada com um pouco de romantismo e pinceladas de suspense. Claro que os rubis tinham algum tipo de maldição, porque eram parecidos com gotas de sangue, engastados num escudo de ágata da família Gaunts, que Pedro, o personagem principal do romance, queria para sí quando, após a morte de seu pai, acordou e lhe comunicaram que os rubis tinham sido furtados, por um dos filhos do seu tio Matias Gaunt.

Coisas do demônio.

Vade retro satanás.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Na manhã do funeral do pai de Pedro... Os seis rubis foram roubados do escudo de ágata que estava suspenso à cabeceira de minha cama....

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Olhei para a escrivaninha, que era um móvel maravilhoso do século XVI, com ornatos de ferro dourado, embora a maior parte do ouro já tivesse desaparecido. Tinha uma tampa móvel, a qual, quando se baixava, revelava certo número de pequenas gavetas. Por baixo, ficavam as gavetas maiores. - É um belo móvel - observei, admirando-o. O meu companheiro replicou, com uma tal ou qual indiferença, que devia parecer belo aos amadores de móveis antigos. - Seja como for, há, aí, espaço bastante para papéis e outras coisas semelhantes. Abriu algumas das pequenas gavetas, duas de cada vez, e pegou no minúsculo puxador de uma gaveta central. No instante em que estava puxando, um painel que parecia fixo, por baixo da caixeta, deslizou para diante, revelando uma gaveta de segrêdo. Graives murmurou uma interjeição qualquer e, com um golpe sêco, empurrou o esconderijo secreto. Voltou-se logo a olhar para mim, mas não tão depressa que eu já não tivesse enxergado, muito absorto, uma velha fita de brocado verde e ouro, prêsa a um dos lados da caixeta. Pareceu-me ter um cilindro de locomotiva no lugar do coração, mas creio que consegui manter um semblante imperturbável. O fato é que, na caixeta secreta, por trás do pequeno painel, eu entrevira a caixinha de laca vermelha, de uns dez centímetros de comprimento. Pensei um instante em agredir imediatamente aquêle homem e fugir, carregando a caixeta ele laca. Recordei-me, porém, da advertência de Gregory e resisti à tentação. Ficou-me, apenas, uma lembrança vaga do que aconteceu, nos dez minutos que se seguiram, enquanto eu permanecia na casa da colina. Passaram por mim como que num ambiente de sonho. Creio que falamos das condições do aluguel e de outras particularidades e eu certamente devo ter dito coisas sensatas, pois Graives, aparentemente, não deu conta da minha emoção. Finalmente, saímos e eu despedí-me. Antes de afastar-me, fiz saber àquele homem que, no decorrer de dois ou três dias, eu lhe informaria se tinha ou não resolvido ficar com a casa. Vendo em mim um provável candidato, Graives fêz todo o possível para mostrar-se delicado e cordial. Dirigi-me à pressa para o lago. Gregory, que encontrei no hotel, entusiasmou-se, quando lhe contei tudo quanto tinha visto. Perguntou-me uma infinidade de pormenores. Qual o tamanho da caixeta que eu vira? Que forma tinha? Graives notara que eu a havia observado? Tinha eu certeza de que êle não notara? Não dera eu provas de impaciência ou emoção ao deixá-lo? Respondi a tôdas essas perguntas, tranquilizando-o e, então, passamos a falar de quando e como deveria regressar à colina, a fim de recuperar o objeto roubado. Segundo o que dizia o meu amigo, Graives tinha o hábito de fazer longos passeios, com seu cão, mais ou menos às dez da manhã, só regressando a casa pouco antes do meio-dia. Logicamente, convinha-me tentar o golpe, pela manhã, entre as dez e o meio-dia. Poderia esconder-me nalgum recanto da vizinhança e, quando tivesse a certeza de que Graives já estivesse longe, entraria na casa. Devia ter pronta uma desculpa para justificar, aos olhos de Luís, a minha presença. Quanto ao resto, desde que Graives não houvesse mudado o esconderijo do rubi, tudo seria muito simples. Assim raciocinava o meu amigo Gregory. Eu pensava exatamente partir logo, para executar resignar-me à espera. Fôsse como fôsse, o tempo passou e, por volta das dez da manhã, do dia seguinte, já eu estava escondido por trás do muro de um jardim, não perdendo de vista a porta da casa de Graives. Recordo-me de que era uma bela manhã, tépida e serena, com uma vaga expectativa de mormaço. Ao redor de mim, acácias em flor embalsamavam o ar como êle. Teria desejado poder o excelente plano. Não podia. No bôlso do paletó, eu carregava um pequeno revólver automático. Sentia-me todo dominado pelo espírito guerreiro e teria desejado ter pela frente uma verdadeira batalha, de preferência a introduzir-me numa casa, como ladrão vulgar. E, todavia, o rubi era meu, como dissera Gregory. Recuperando-o, não praticava verdadeiramente um furto, no rigor da palavra. O meu amigo ficara à minha espera no terraço do Café Grandi. Era obrigado a ausentar-se de Cadenabbia, por alguns dias, e primeiro, pensara em tomar passagem no vapor da manhã, mas, depois disse-me que não se sentia com coragem de afastar-se, antes de saber-me vitorioso e dar-me os parabéns. Eu começava a ficar irrequieto, no meu esconderijo, pois já passava das dez, mas, quando ia a perder tôda a esperança, vi surgir Graives à porta da casa, acompanhado pelo cão. Tomaram a subida que, numa ampla curva, liga Griante a Rogaro e logo sumiram. Esperei ainda vinte minutos, sufocando minha impaciência. Depois, saí do meu esconderijo. Aos pés da escada, dei de cara com Luís, criado de Graives, e expliquei-lhe que tinha um encontro marcado com o patrão. Luís falou-me que sentia muito mas o Senhor Graives havia sido obrigado a sair e, sem que eu lho sugerisse, convidou-me a subir ao primeiro pavimento, para esperar. Fêz-me sentar no salão, trouxe-me cigarros e perguntou-me se desejava beber qualquer coisa. Depois, carregou uma pequena poltrona para a varanda, a fim de que eu pudesse gozar da frescura do ar da manhã. Logo a seguir, vendo-me bem acomodado, saiu e, instantes depois, assobiava no jardim. Corri à escrivaninha e baixei a tampa. Gregory dissera a verdade... Era coisa extremamente simples. Recordei-me perfeitamente quais as gavetas que tinham sido abertas, no dia anterior, quando Graives, sem querer, tinha feito saltar o painel secreto. Fiz exatamente o que êle tinha feito e não tive dificuldade em encontrar a caixeta de laca vermelha. O coração deu-me um salto e apossou-se de mim um frêmito de emoção. O meu amigo Gregory havia-me dito: - Vai encontrar a caixeta fechada à chave, creio eu... Estava fechada, na ocasião em que a vi... E parece-me que Graives trazia a chave pendurada na corrente do relógio, mas, logo que regressar a casa, fácil será forçar a fechadura. Era verdade. A caixeta estava fechada e a chave não estava no esconderijo secreto. Isso me aborreceu. Sacudi a caixa e verifiquei que, dentro, havia qualquer coisa que rolava. Ri de felicidade. Depois, sentei-me à escrivaninha e escrevi um pequeno bilhete: - «Caro primo Miguel Pensando melhor, não alugarei a sua casa, mas carrego comigo o rubi que seu pai roubou do castelo dos Gaunts. Andei muitos quilômetros para chegar até aqui e descobri-lo. Estou contente por o meu sacrifício não ter sido baldado. Saúda-o, cordialmente o seu primo, Pedro Gaunt.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprei este livro do Frank Muniz, ou Francisco Antonio de Moraes Muniz. Ele foi meu vizinho, companheiro de adolescência e amigo dos idos de 1960, quando residíamos na Super Quadra Sul 413, Bloco 11 (depois Bloco R). Faleceu em 2001. No ano de 1964 ele trabalhava com a venda de "adesões" ao Clube do Livro. Recordo-me que por uma modesta taxa, o sócio do Clube adquiria o direito ao recebimento de um livro à cada mês. Acredito que em face dos elevados índices inflacionários da época, o empreendimento não prosseguiu; ou talvez porque tenham falecido os dois últimos dos quatro diretores da Editora Clube do Livro.

O Clube do Livro, foi fundado em São Paulo-SP, no mês de julho de 1943, conforme consta, da folha de rosto de Os Rubis. CLUBE DO LIVRO (Fundado em 19-7-1943 e registrado, em 1944, no Departamento Nacional da Propriedade Industrial, sob nos. 83.655 e 95.962.) DIRETORES Mário Graciotti Luiz L. Betd (1943-1962) Waldemar Luis Rocha (1943-1964) Binaldo Possanzini CONSELHO DE SELEÇÃO Afonso Schmidt (1943-1964) Nuto Sant'Ana Raul de Polillo Silveira Bueno REVISORES Henrique J. Delfim Jorge Doce José º Lisboa Siquelra Bueno

1.° - A fim de favorecer o gôsto pela leitura e a formação de bibliotecas econômicas, selecionadas e padronizadas, existe, em São Paulo, o CLUBE DO LIVRO.

2.° - Mensalmente, desde julho de 1943, o CLUBE DO LIVRO vem editando um livro de notório merecimento, a exemplo dêste, escolhido pelo seu Conselho de Seleção, e o envia ao seu sócio, que, mediante o pagamento de cento e setenta cruzeiros, se torna proprietário do mesmo livro.

3.º - Para tornar-se sócio do CLUBE DO LIVRO, com o fim especial de receber o livro mensal por cento e setenta cruzeiros, é bastante o interessado, se residente na Capital de São Paulo, telefonar ou escrever para o CLUBE DO LIVRO, que mantém permanentemente aberta a inscrição de novas adesões.

4.° - Além do pagamento de cento e setenta cruzeiros, correspondente à obtenção do livro mensal, as pessoas candidatas a sócio pagarão uma taxa única de inscrição, equivalente àquela quantia e destinada ao expediente, fichamento e transporte a cargo de nossos representantes e agenciadores, devidamente credenciados; as pessoas que assim procederem passam a ter o direito de receber, todos os meses, o nosso livro mensal pelo preço especial para sócio, em cuja categoria ficam inscritas.

5.° - O CLUBE DO LIVRO mantém Serviço de Assinatura Semestral ou Anual. Se o interessado enviar uma carta ao CLUBE DO LIVRO, acompanhada de um vale postal ou cheque, em nome da Editôra Clube do Livro Ltda., São Paulo, na importância de 1.020 ou 2.040 cruzeiros, receberá, sem outras despesas, no enderêço indicado, no município da Capital ou em qualquer cidade do Brasil, SEIS ou DOZE livros consecutivos, à razão de um por mês. Neste preço, estão incluídos a despesa com o porte e o registro postal. As assinaturas começam em qualquer mês.

6.º - Se o associado transferir a sua residência para qualquer cidade do Brasil, o livro continuará a ser-lhe entregue pelo nosso representante, se na localidade existir, ou pelo serviço de assinatura semestral ou anual, na forma do item 5.°, ou por Reembôlso Postal, pedindo-o à EDIBRA (Editôra e Distribuidora Brasileira de Livros Ltda., Caixa Postal, 38, São Paulo, Brasil.

" AOS NOSSOS PREZADOS SÓCIOS, LEITORES E AMIGOS.

Como os distintos associados têm visto, estamos procurando periodicamente, através de pequenas majorações, reajustar o preço de nosso livro às contingências econômicas, imperativas, do momento, sem visar outra recompensa a não ser aquela que decorre dos próprios objetivos de nossa tarefa cultural, que é a divulgar, a perços mínimos, no Brasil, obras-primas da literatura nacional e estrangeira. A seleção dos livros, a limpeza do texto, a exatidão idiomática, a apresentação didática, a anotação e o comentário da obra, tudo isso está ao nosso alcance e é feito, como sabem os nossos distintos associados, com o maior carinho, rigor e escrúpulo. O preço do livro, porém, decorre de seu custo, foge ao nosso domínio. Eis a razão pela qual temos procurado, lentamente, até com dificuldades, colocar o nosso volume mensal às realidades impostergáveis daqueles imperativos econômicos. Somos obrigados, assim, a partir de 19 de julho de 1964, a passar o nosso livro mensal a 200 cruzeiros, com a majoração, apenas, à 17% (dezessete por cento), sôbre o preço atual, o que está muito aquém dos acréscimos que estão sofrendo, como todos sabem, os vários setores das utilidades quotidianas, especialmente o custo do papel e da cartolina, bem como o da mão-de-obra gráfica e administrativa. Sabemos que os nossos prezados sócios, amigos e leitores, compreendem as razões acima expostas e não nos faltarão, como até aqui, com o seu apoio e colaboração, a fim de levarmos para frente a tarefa cultural desta Editôra, que trabalha, há mais de 21 anos, embora de maneira modesta, pela difusão do livro limpo, bom e barato no País.

São Paulo, 1.° de junho de 1964."

 


 

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