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Impactos da Reestruturação Econômica Sobre o Trabalho

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Impactos da Reestruturação Econômica Sobre o Trabalho

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Não Consta Autor  

Editora: Não Consta Editora

Assunto: Ciencia Politica

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 84

Ano de edição: 2000

Peso: 100 g

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Ruim
Marcio Mafra
19/09/2004 às 12:59
Brasília - DF

Trata-se de lenga - lenga dos novos socialistas, os antigos comunistas. Comunistas de elite, que formulavam as políticas para o povo, escarrapachados em gostosos bares de Ipanema, sorvendo comunismo e o velho e bom uísque. Um trecho muito cansativo e repetitivo. Na verdade uma preparação para a defesa dos interesses meramente corporativos do sindicalismo profissional. Sabe-se que em breve deverá se iniciar o desmonte do sindicalismo profissional que cresceu e se alastrou, principalmente em governos ditatoriais do mundo ocidental, quer de direita, quer de esquerda. Aliás, os de esquerda ainda são piores, eis que manipulam os trabalhadores, a legislação trabalhista e a legislação sindical. Todo sindicalista de carreira deveria ler este livro chato e de conceitos superados, ainda que escrito de forma escorreita.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Formulação da estratégia do PSB Partido Socialista Brasileiro, diante das transformações no mundo do trabalho.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A despeito dos elevados níveis de concentração da renda a expansão da renda média e do emprego moderno ampliava o perfil do consumo popular. As casas de família, beneficiadas por crédito barato, tiveram amplo acesso aos bens duráveis de consumo. A velocidade de penetração destes bens no consumo popular, tendo como símbolo a televisão, revelava, com eloquência, a força dos padrões modernos de consumo que se generalizavam nas grandes cidades ainda que de forma muito desigual e ainda que se reproduzissem num contexto de carências de todo o tipo (incluindo, as de transporte, saúde, educação, habitação e na base da pirâmide urbana, as carências nutricionais. No campo e nas pequenas cidades, entretanto, a realidade mudava muito mais lentamente. Nos anos 70, com a estratégia de industrialização-com-endividamento a estrutura econômica brasileira sofreu duas mudanças significativas. Ao lado da expansão da indústria pesada, houve acentuada modernização da agricultura de alimentos. Com a política de preços mínimos e com a expansão de crédito subsidiado (através do Banco do Brasil) e de amplos investimentos em transportes, comunicações e energia, a agricultura de alimentos cresceu a taxas mais elevadas do que a voltada para os mercados externos ampliando a produção do setor agrícola em seu conjunto. Este crescimento foi acompanhado por significativo aumento da produtividade. Esta decorreu essencialmente da expansão das empresas rurais e expansão absoluta e relativa do emprego assalariado em relação ao trabalho autônomo. Foi notável, por outro lado, o deslocamento da fronteira agrícola realizada com agricultores do sul e sudeste. A partir deste crescimento tanto intensivo quanto extensivo, a agricultura além de fornecer matéria-primas e alimentos para a indústria começou por afirmar-se um mercado em expansão para os bens industriais. Entretanto, esta mudança estrutural não pôde manifestar-se ao longo da década numa redução sistemática do preço dos alimentos. Ao contrário, como já se argumentou, a pressão foi no sentido de uma elevação continuada. Isto porque com a significativa elevação do preço das "commodities" agrícolas a área plantada voltada para as exportações cresceu às expensas da produção de produtos destinados ao mercado interno. Por outro lado, um outro fator distinguia a economia brasileira desde o início dos anos 70 e começava a alterar um dos elos econômicos do seu padrão histórico de desenvolvimento. Graças ao elevado crescimento das exportações industriais, a agricultura deixava de ser o único provedor de divisas. Desse modo, ao final dos anos 70 o Brasil encontrava-se no limiar de diversas transformações no seu padrão de desenvolvimento. Após intenso esforço industrializante realizado na década não só a estrutura ocupacional havia mudado qualitativamente mas as grandes diferenças intersetoriais e interregionais de produtividade reduziram-se ainda que tenham permanecido num patamar bastante elevado. Por outro lado, formou-se no rastro da expansão da grande indústria, bancos, serviços de utilidade pública, uma ampla base sindical com inédita capacidade de mobilização. Estes fatores positivos do ponto de vista distributivo compensaram aqueles antes examinados e presentes na década. Com efeito, a distribuição pessoal da renda manteve-se fortemente concentrada mas interrompeu o movimento ascendente verificado nas últimas décadas e a parcela dos salários aumentou na renda nacional ainda que se mantivesse em níveis estruturalmente muito baixos. Por outro lado, houve significativa redução da pobreza absolutas. A maior indexação do salário mínimo, sobretudo no final da década, foi importante para este resultados. Os deslocamentos intersetoriais de mão-de-obra deram alento a um amplo movimento de mobilidade social ascendente viabilizando nas principais regiões metropolitanas um deslocamento para cima de todas as faixas de renda. Ainda que muito desigual, e com níveis elevados de pobreza urbana, a sociedade brasileira atingira o limiar de uma sociedade de consumo de massas. Parcialmente à margem destas transformações, entretanto, encontravam-se amplas massas rurais e habitantes das pequenas cidades formando amplos contingentes de pobreza. Com a interrupção abrupta dos fluxos de capitais decorrentes da moratória mexicana de 1982, a economia brasileira interrompeu a trajetória de elevado crescimento econômico que a distinguiu desde o pós-guerra. A crise macroeconômica que se prolongou até a primeira metade dos anos 90 anulou parcialmente os efeitos positivos das transformações estruturais dos anos 70 sobre a miséria absoluta e a distribuição da renda. O enorme esforço exportador necessário para servir a dívida se fez às expensas do salário real - através de elevada deterioração dos termos de troca viabilizada por políticas de desvalorização cambial - e do investimento, em particular o do investimento público. A elevada inflação e o regime de super-indexação que se seguiram deprimiram sistematicamente a renda dos grupos ocupacionais menos protegidos tanto no meio urbano quanto, ainda que numa proporção menor, no campo. Neste último, a queda dos preços das commodities agrícolas foi um importante fator. Por outro lado, a elevação da taxas de juros para um patamar inédito numa economia superindexada e câmbio flexível exerceu efeito altista sobre os mark-ups forçando os preços e o conflito distributivos. A partir destes anos, a manutenção de uma taxa de juros real cronicamente elevada afirmou-se como um poderoso mecanismo de concentração da riqueza e da renda na sociedade brasileira: nos anos 80, a taxa de juros afirmou-se como a única tentativa de controlar a aceleração inflacionária; nos anos 90, após a estabilização, a política da taxa de juros afirmou-se como variável central para o financiamento do desequilíbrio na balança de transações correntes55. Como conseqüência deste deslocamento de longo prazo na taxa de juros, as finanças públicas deterioraram-se profundamente e o rentismo afirmou-se como um permanente mecanismo de concentração de riquezas. No restante da década, ainda que as pressões inflacionárias decorrentes das movidas no câmbio-taxa de juros- salários tenham levado a economia brasileira a beira da híper-inflação56, ocorreram movimentos contraditórios entre a maior organização da sociedade de um lado e do outro, a precarização das condições de trabalho e declínio das remunerações dos assalariados menos protegidos, em particular do salário mínimo. A aguda aceleração inflacionária e a precarização dos mercados de trabalho, entretanto, elevou notavelmente a concentração das rendas do trabalho, em particular nos centros urbanos


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