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O Sentido da Vida

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O Sentido da Vida

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Valfredo Tepe  

Editora: Mensageiro da Fé

Assunto: Catolicismo

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 263

Ano de edição: 1961

Peso: 530 g

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Ruim
Marcio Mafra
19/09/2004 às 19:13
Brasília - DF

O Sentido da Vida é um estudo sob o ponto de vista da psicologia católica praticada nos anos 50, quando o livro foi editado pela primeira vez. O autor era um sacerdote, teólogo prestigiado que viveu a maior parte de sua vida em Ilhéus, no interior da Bahia. O conteúdo do livro, bastante dogmático, está desatualizado, não só pela antiguidade da edição, como também pelas distorções sociais e comportamentais que o autor postulou. O livro está repleto de bobagens conceituais – ridículas – improprias, até para a época de sua edição, notadamente quando o autor aborda o sexo, o prazer e o amor. Certamente Valfredo Tepe era um teólogo. Talvez até um bom teólogo. Mas como sexólogo – pelo que escreveu – ele continuou sendo um bom teólogo. Pior: ridiculariza Freud. Leitura enfadonha.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Psicologia e treinamento através de ensinamentos dos sentimentos "humanos": individualismo, libido, a busca de ideais, o instinto sexual e a castidade, lazer, recreação e a realização espiritual.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Amor. Bem e Prazer. O Bem! O papel que, na concepção de Freud, representa o "prazer", na filosofia de Santo Tomás, exerce-o o "bem". Para Freud, o dinamismo primário, o instinto sexual, é acionado, é posto em movimento pela atração do prazer. Já vimos que Freud fêz má filosofia ao reduzir todo o dinamismo humano à tendência específica do instinto sexual. Também é filosoficamente insustentável que o prazer seja a lei motriz de tôda a atividade humana. A concepção tomista é de clássica universalidade: geralmente não emprega o têrmo "libido", mas, sim, "amor" para designar o dinamismo primário da alma: "Não há nenhuma paixão que não pressuponha amor. A razão: qualquer outra paixão psíquica importa movimento para alguma coisa, ou repouso nela. O movimento para um objeto ou o repouso nêle por sua vez provém de alguma afinidade ou conformidade - e isso é da natureza do amor". Fonte de tôdas as demais tendências psíquicas é o amor; pois se vida é desdobramento incessante do ser em direção ao aperfeiçoamento final, todo movimento vai em direção àquilo que é apto para ajudar o próprio desenvolvimento; ou, em outras palavras, que é "bom" para o ser. A tendência para Se unir com aquilo que é "bom", chama-se "amor". "O amor é fôrça unitiva" - "fruto do amor é a união". Deixando-se atrair pelo bem que lhe corresponde, o ser vivo se desdobra e alcança a perfeição. O "bem" - e não o prazer - é, portanto, o móvel universal de todo movimento. "A causa própria do amor deve ser o objeto do amor. O objeto próprio do amor é o bem. Pois todo amor importa afinidade e complacência entre amante e ser amado. "Bem" para cada. Um é aquilo que lhe é conatural e apropriado. Segue daí que o bem é a causa própria do amor". Numa concepção genial, Santo Tomás estende o "amor" ao universo inteiro. Todo movimento é procura do bem conveniente. Assim as próprias pedras procuram, pela lei da gravidade, o lugar apropriado para "repousar". A isso chama Sto. Tomás "amor natural" O que não diria se tivesse conhecido as maravilhas de atração e união no mundo microscópico dos átomos e das moléculas! Sobe depois a escala dos sêres, falando no amor sensitivo nos brutos e, afinal, na procura de união nos sêres racionais que, ela somente, merece em sentido próprio a designação de "amor". Que acanhada é a concepção antropológica de Freud, expressa nos dois têrmos-chaves: instinto sexual e prazer! Que envergadura clássica possui a concepção tomista: "amor" é o dinamismo fundamental; o "bem" é o seu motor. Tendência sexual e prazer não foram absolutamente esquecidos ou exorcizados da filosofia tomista, mas apenas colocados no lugar que lhes era devido. O prazer tem até relação essencial com o "bem". "Prazer é repouso no bem alcançado", quietude das tendências na posse do bem apetecido, satisfação de ter alcançado o fim (no sentido duplo de "finalidade" e "têrmo"). Só valores pedem atrair nossas tendências; elas só se movem na direção de um "bem": bem supremo ou particular, real ou imaginário; o fato é que a tendência nunca se move a não ser na direção daquilo que é ou lhe parece ser um bem conveniente. Importante é, pois, o "bem" em si. A procura do bem valoriza e aperfeiçoa as tendências. A satisfação do bem alcançado, o "prazer", o "repouso" no bem conseguido, é corolário, embora essencialmente unido ao bem; é a recompensa pela atividade ordenada de uma tendência; é expressão de seu bom funcionamento que, como tal, se percebe qual sensação agradável. Esta sensação transforma-se em novo estímulo, ou, como diz Santo Tomás, em "fim acessório"; toma o caráter de "bem", bem completivo, mas não principal; e como tal pode também ser apetecido e amado. O prazer não é, pois, como afirmava Freud, o móvel principal da ação humana. O prazer é essencialmente funcional: é expressão do bom funcionamento, do "bem-estar", assim como a dor, a insatisfação, são aviso de mal-estar ou da ausência do bem correspondente a uma tendência. Daí, o que move essencialmente a, tendência é o bem - bem-estar biológico, ou bens de ordem superior - nunca, porém, o prazer, a satisfação com a finalidade direta e independente. Isso seria desordem, que acaba em frustração e desequilíbrio do funcionamento normal do psíquico. Procurar a recompensa sem o trabalho, o repouso sem o movimento, o prazer separado do bem que o justifica e produz, é desordem moral, é pecado. Sobretudo na esfera sexual, constatam-se tal desordem e seus efeitos nefastos, dá-se caráter absoluto e independente ao prazer sexual como se fôsse um bem que existisse por si mesmo; ao passo que o bem, ao qual é o prazer sexual adjunto como expressão do funcionamento exato, estímulo e recompensa, é a procriação dos filhos e, secundariamente, união fidelidade e mútua ajuda aos dois cônjuges. Poderíamos caracterizar o prazer como a sombra do bem. Não existe sombra independente; será sempre a sombra de alguma coisa: de um muro, uma casa, uma árvore. Corte a árvore onde ficou a sombra? É compreensível que desejemos ardentemente o repouso, o prazer - talvez até mais do que sua causa: o bem - nesta nossa existência terrena, agravada por tantos sofrimentos, trabalhos e esforços que nos causa a procura de qualquer bem (e seja apenas o pão de cada dia). Mas seria ilusão fatal pensar que se pode separar o prazer do bem. O viajar, fatigado da longa caminhada sob um sol abrasador, deseja ardentemente sombra fresca. Que faz, então? Dirige-se a uma árvore. Não vê sombra; o marco orientador é a árvore. Sabe, no entanto, que, dirigindo-se à árvore, encontrará sombra. Assim a vida humana orienta-se sempre em direção ao bem; em recompensa encontrará o prazer. Mas, eliminado o bem, cortando a árvore, fazendo do prazer o escopo da vida, perder-se o rumo, pois o prazer não é o ponto de orientação, como não o é a sombra. A vida fica desorientada, desequilibrada, desajustada. É irritante a miopia de certos psiquiatras que chasqueiam da "filosofia do bem" e, na vida prática, procuram antes de tudo livrar os pacientes da introversão, encaminhando-os para o mundo real, objetivo. Mas que é o mundo objetivo senão o mundo fora de nós ou seja, os "bens" que nos atraem? É axioma antigo que o "ser" e o "bem" se identificam. Todo ser real, pelo fato de "ser", tem a qualidade de ser "bem" e de se constituir eventualmente um "bem" para alguém. Mas fazer do prazer o fim supremo da vida e encaminhar o homem, ao mundo objetivo, é uma contradição. O prazer é funcional, é sensação subjetiva e não "bem" objetivo. Não! Sem a sã filosofia e só com experiências de laboratório não se pode ajudar verdadeiramente o homem. Mas, enquadrando as descobertas científicas na concepção antropológica clássica, podemos ter a esperança de encaminhar os homens ao desenvolvimento harmonioso de sua natureza e personalidade. Do ponto de vista filosófico, a terapia de muitos psiquiatras não passa de charlatanismo. Em vez de ajudarem o homem a se realizar, a ser plenamente êle mesmo, apenas se ocupam de alguns sintomas irritantes; procuram "tirar do prego" o carro de um homem que, como êles, entende a vida como viagem de passeio, sem outro alvo que o prazer. Não são médicos da alma, mais psico-mecânicos. Só a concepção antropológica cêrta pode fornecer base para uma cura profunda e essencial. E essa, encontramo-la na psicologia clássica. A introversão, o subjetivismo, lança o homem no desajustamento; a volta ao mundo real, o mundo dos objetos, a volta para o "bem", o libertará.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O Sentido da Vida é um dos livros que sempre esteve em nossa prateleira, mas recordo que o comprei.


 

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