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Julgamentos - Venenos e Landru

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Julgamentos - Venenos e Landru

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Claude Bertin  

Editora: Otto Pierre

Assunto: Processos Judiciais Historicos

Traduzido por: Não Consta Tradutor

Páginas: 280

Ano de edição:

Peso: 405 g

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Bom
Marcio Mafra
19/09/2004 às 19:24
Brasília - DF

Aparentemente é uma história baseada em fatos reais. A intolerância presidiu o julgamento e a prisão da Marquesa de Brinvilliers: " Senhor Descarriesres, O Rei deseja mandar prender uma pessoa que está presentemente na cidade de Liege e que lhe será indicada pelo homem que lhe entregará o presente bilhete.” Enredo pobre, sobre história rica. É um livro menor. Já o Barba Azul, foi decapitado por ter se relacionado com - apenas e tão-somente - 283 mulheres. Também é história baseada em aparentes fatos reais. Enredos pobres de histórias ricas. Um livro mal narrado.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Duas histórias: As irregularidades constantes do "processo judicial" que sofreu a Marquesa de Brenvilliers, Marie Madaleine d'Aubray, condenada à decapitação, em processo que correu à sua revelia. A decapitação, em fevereiro de 1922, de Landru, o Barba Azul, condenado pela morte de 10 mulheres, mais um filho destas. A primeira acusação é que Landru se relacionou sexualmente com 283 mulheres diferentes. (Ufa)

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

VENENOS

O verdadeiro professor de venenos de Sainte-Croix, e que permanecerá o seu fornecedor fixo (pois as fabulosas pesquisas do bastardo tinham sobretudo por objetivo a transmutação dos metais) e, porém, um autêntico pesquisador, o químico suíço Glazer, estabelecido em Paris na rua do Petit-Lion, Perto do atual bairro de Saint-Gennain e que descobre o sulfato de potassa, durante muito tempo usado com o seu nome. É certo que Glazer tem o título de "farmacêutico do Rei e de Monsieur", e do "demonstrador de Química no Jardim Botânico". Mas é também em casa dele que se encontra aquele círculo duvidoso, do qual uma boa parte, quinze anos depois, estará comprometida no mais retumbante escândalo do Grande Século e que enlameará até os degraus do trono: o caso dos venenos. A lição terá sido vã, ou antes funesta. Quando sai (já Basilia, Sainte-Croix apressa-se a retomar a sua ligação sem todavia lhe dar tanto aparato. Alimenta, bem entendido, um sólido rancor contra aquele que o mandou para a prisão. Mas isso nada é comparado com o furor que anima Marie-Madeleine. Para ela, a injúria é irremissível e exige vingança. Se ele se dirige novamente ao Rei, obterá dele uma decisão de afastamento que atingirá Sainte-Croix e acabará com os seus encontros. É preciso, pois, fazer desaparecer o administrador civil. A idéia progride e o devoto Sainte-Croix amadurece-a com uma paixão sombria, não somente de senhor (mesmo de acaso) ofendido, como também com a impaciência do aprendiz de feiticeiro. Morre por verificar sobre um ser humano a excelência dos venenos de Glazer. Marie-Madeleine prefere ter a certeza; e eis esta jovem e fraca senhora aparentemente impulsionada por um zelo caridoso repentino, visitando os doentes dos hospitais, levando-lhes, com piedosas exortações à paciência e fé, o reconforto de alguns doces. Todos os dias lhes faz companhia, até ao dia, em que os empregados a informam com todos os cuidados que Deus chamou a si um ou outro dos seus protegidos. Não sem lhes ter dado, primeiramente, atrozes sofrimentos. Todavia estes sofrimentos não afetaram em nada a serenidade dos médicos, nem levantaram as suas suspeitas....

Landru.

"Afinal, quem é Landru? Henri-Desiré Landru nasce no dia 12 de abril de 1869 no XIX bairro, na Rua de Puébla (hoje Rua Bolivar). Seu pai, antigo motorista de uma fábrica, trabalha numa livraria e sua mãe é operária, costureira num atelier. Os seus pais são aquilo que se convencionou chamar boa gente - pessoas honestas, que querem educar o filho honestamente. Quando Landru tem cinco anos, os pais mudam-se e instalam-se na ilha Saint-Louis, bairro em que o jovem Henri vai fazer os seus primeiros estudos. Entra para a escola dos frades da Rua Bretonvilliers, onde o consideram um garoto calmo, gentil, bem-educado e crente. Esta fé irá aliás levá-lo a tornar-se menino de coro, e depois, em conseqüência, empregado na igreja de Saint-Louis-em-l'lle. Como o jovem parece dotado para o cálculo e o desenho, depois de uma breve passagem pelo curso complementar, que abandona no fim do 3º, entra para o escritório de um arquiteto. Landru tem dezenove anos. As moças bonitas atraem-no. Não tarda a seduzir uma, Marie-Catherine Rémy, filha de uma lavadeira do bairro, que em breve fica grávida. A criança, uma menina, é batizada com o nome de Maria. Quando volta do serviço militar, que termina como sargento do 87.º de Infantaria, em Saint-Quentin, regulariza a situação e casa com a mãe de sua filha. Landru começa então uma nova vida. De empregado de escritório do arquiteto passa a contador, em seguida, a escroque. Mas um escroque de pequena envergadura. Depois de uma breve passagem por uma sociedade imobiliária. "La Garantie Immobiliêre", que lhe permite conhecer tão bem as engrenagens como os "macetes" principais desta atividade comercial, decide voar, se assim se pode dizer, com as suas próprias asas. Abre, pois, um escritório de arquiteto e, através de anúncios no jornal, pede um empregado com bicicleta para serviços externos. Apresenta-se um jovem e nessa mesma noite desaparece a bicicleta. Ficando sem este instrumento indispensável para o trabalho, é despedido imediatamente. Landru despede igualmente mais seis empregados recrutados da mesma forma e que terão também a infelicidade de ficarem sem as suas bicicletas. Estas, como se calcula, eram efetivamente surripiadas por Landru, que se apressava a vendê-las. Ao gesto falta a envergadura, a burla é miserável, mas é apenas um começo, para ir ganhando prática! Estamos então em 1902. A famma Landru aumentou, com o nascimento de mais três filhos - Maurice, Suzanne e Charles - e, depois de ter abandonado a ilha Saint-Louis, instaIou-se sucessivamente em Clamart, Soisy-sous-Montmorency e, depois, Montrouge. Landru torna-se um pequeno comerciante próspero. Mas ai! Um dos seus antigos empregados tendo descoberto o truque das bicicletas, apresenta queixa à Polícia e Landru é preso. Dois anos de prisão, que cumpre em Lille. À saída, Landru, que parece ter refletido muito durante estes dois anos, decide aplicar algumas idéias amadurecidas no decurso dos tempos de prisão. Compreende então que é preciso arriscar mais e que não pode permitir-se, não vale a pena, correr riscos para "ganhar ninharias". Deste modo, funda, no faubourg Poissonniêre, a agência "Publicitas". O negócio toma-se próspero rapidamente. A burla bem preparada, porque mais uma vez é disso que se trata, parece muito rendosa e, sobretudo, sem grande perigo. Trata-se da burla da fiança. Os "otários" são aliciados com promessas de participação ou associação em negócios industriais ou comerciais florescentes. Mediante a soma de 2000 a 4000 francos, deixada como fiança. Landru entrega-lhes títulos mais ou menos honorários. Esta última atividade é, em maio de 1906, descoberta pela polícia. Foge, mas é detido quatro anos mais tarde, em março de 1910, e condenado a três anos de prisão. Ao sair da cadeia, tenta uma nova forma de vigarice: a burla de casamento. Mas, mais uma vez, não é feliz nas suas operações. A primeira vigarizada, que conheceu no norte da França graças a um anúncio, não se deixará apanhar e é Landru, aliás Morei, quem é apanhado. Mais três anos de prisão em Loos. Sai em outubro de 1912 e recomeça. Compra sem pagar uma garagem, em Saint-Ouen-I'Aumône, e revende-a imediatamente. Em julho de 1914, por diversas burlas do mesmo gênero, é condenado, à revelia, a quatro anos de prisão, 1000 francos de multa e desterro. Tem de fugir, ameaçado agora com uma ida para Cavenne, Landru, desta vez, toma as máximas precauções e só opera pelo seguro. As queixas não param de afluir à Polícia, que começa a ter sobre ele um dossiê confortável, mas continua a ser impossível encontrar o pássaro. Rebenta então a guerra, no dia 2 de agosto de 1914. Para todo o mundo, as preocupações profissionais passam para segundo plano e instala-se no país uma certa desorientação. Agora opera sob múltiplas identidades: Morei, Diard, Petit, Barzieux, Frémyet, Dupont, Guillet... Sua mãe morrera dois anos antes, em Agen; o pai, abatido pelos desastres do filho, suicidara-se e a sua mulher e filhos levam uma vida completamente burguesa em Ezy, no Eure, depois em Clichy. Este período dos anos 1913-1914 ficou a ser aliás, um dos mistérios da vida de Landru. Sabe-se que continua entregue a diversas vigarices. Mas não se trata senão de um passatempo, de uma maneira como qualquer outra de ganhar uns tostões, para não dizer o seu dinheiro extra. O essencial da sua atividade é o comércio de móveis. Trafica em mobiliários. Estabelece-se em Malakoff, onde aluga um armazém. Ora - pergunta importante - de onde lhe vêm esses móveis? Quando se conhece o passado deste homem, acha-se pouco provável que se tenha reconvertido a uma atividade lícita. No entanto, dispõe de um importante "estoque" de móveis de ocasião. Então? Outra pergunta que ficou sem resposta: quem eram os numerosos e misteriosos homens que o visitavam em Malakoff? Clientes? Os vizinhos, que se lembram das suas caras patibulares, são em demasia unânimes para que esta tese possa ser aceite... Quem são estes homens misteriosos? A que tráfico secreto se entregam? Venda de móveis, disfarce de automóveis roubados ou...? E se o segredo de Landru estivesse ali em Malakoff, e nesses homens que os vizinhos designavam pelo nome genérico de "grupo negro"! Ainda hoje, há quem não hesite, sem no entanto apresentar provas, em dizer que Landru trabalhava por conta de um bando muito importante e que respeitando a regra de ouro do "meio" teria preferido calar-se a denunciar aqueles por conta de quem trabalhava. Mas trata-se apenas de uma hipótese entre todas as que foram expressas depois da execução de Landru.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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