carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Nova República?

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
Nova República?

Livro Bom - 1 comentário

  • Leram
    1
  • Vão ler
    1
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    0

Autor: Florestan Fernandes  

Editora: Zahar

Assunto: Ciencia Politica

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 95

Ano de edição: 1985

Peso: 95 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 

Bom
Marcio Mafra
20/09/2004 às 23:30
Brasília - DF

Embora Florestan Fernandes seja um jornalista de nomeada, também é autor de uma obra muito extensa. Seus livros são de temas polêmicos, senão políticos, e tratam de revolução social, subdesenvolvimento, burguesia, capitalismo de classes, ditadura. Nova Republica não foge do geral: política. Nele o autor adota a técnica expositiva, muito utilizada pelos professores, porém bastante cansativa. Ainda assim, vale a leitura.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Um libelo contra a "nova república" que segundo o autor, nasceu de uma costela da ditadura.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os  "agentes da história" - os seres humanos que criam a história em condições determinadas - agem positivamente ao colocá-la em prática. O que desfruta de categoria histórica é a conciliação - não a reforma. Aquela bane esta, excluindo-a ou exercitando-a através de um equivalente, que é a modernização controlada a partir de fora e a partir de cima. O marco da história procede do exterior e as classes que operam como correias de transmissão do "progresso" (técnico, científico, político, etc.). São instrumentais para aquelas formas de mudança que não perturbam a ordem, que extraem do desenvolvimento capitalista o máximo de vantagens para o capital privado (nacional e estrangeiro), que asseguram à acumulação capitalista acelerada todas as condições "seguras" de reprodução ampliada, etc. Dessa perspectiva, a conciliação aparece como um processo macrossociológico de conteúdo histórico (variável conforme as circunstâncias, os fins, as vantagens relativas dos parceiros envolvidos, etc.). Ela se correlaciona com o desenvolvimento capitalista em todos os níveis que são importantes para a condução burguesa da economia, da sociedade civil e do Estado. De tal modo que incentiva as "classes dirigentes" a bloquear as reformas e as revoluções típicas do capitalismo para assegurar ao desenvolvimento capitalista e à acumulação capitalista o máximo possível de aceleração crescente.
O leitor dirá: eis aí uma descrição perversa, que pinta a conciliação como arma de exploração, de subalternização e de opressão nas mãos de uma classe burguesa que coloca seus privilégios acima da Nação e da possibilidade da existência de uma República democrática. É isso mesmo! Só que não existe uma compulsão para o mal, uma "maldade burguesa" convencional. Para que as coisas se alterassem relativamente (dentro dos limites da desigualdade econômica, social e política imperante sob o capitalismo, central ou periférico), seria preciso que ocorresse uma autonomização da condição burguesa e da situação nacional (que os Estados Unidos e o Japão sirvam de exemplo), de modo a imprimir uma revolução à ótica burguesa predominante. O capitalismo não exige por si mesmo a distorção apontada. Ela é produto da permanência do nexo colonial indireto. Uma burguesia que cultiva esse nexo e até trabalha para fortalecê-lo fica condenada a pôr o carro na frente dos bois, a estimar que os privilégios do capital são mais importantes que a soberania da Nação e que, de fato, ela é a verdadeira nação, cabendo-lhe legitimamente todas as prioridades.
Retirado o véu ideológico, a conciliação mostra-se como ela é (e como foi e continuará a ser, se não for eliminada). Os vários estratos das classes burguesas entendem-se por conciliação de interesses: à falta de uma coalescência social de classe suficientemente forte e elástica, na ausência de uma verdadeira solidariedade de classe, esses estratos apelam para arranjos momentâneos, esporádicos, mais ou menos superficiais, mas por isso mesmo duros para a Nação como um todo, estreitamente egoístas e invariavelmente oportunistas. Não possuímos uma burguesia compradora. Contudo, esses tipos de arranjos, com seu teor imediatista e particularista, forjam similaridades profundas com o estilo de pensamento e de ação da burguesia compradora. O poder real da classe não é uma arma ofensiva, a ser posta a serviço da Nação (o atual confronto com o FMI e com os banqueiros estrangeiros que sirva de exemplo!). É uma arma da classe, para ser usada pela classe e para a classe. Nos momentos de pânico, ou tidos como de risco potencial extremo, a conciliação permite centralizar o poder real da classe e aplicá-lo com efetiva racionalidade para a classe (tomem-se em conta os exemplos fornecidos pelo golpe de Estado de 1964 ou o modo pelo qual se chegou ao Colégio Eleitoral, à consagração de Tancredo Neves como "candidato democrático" e ao atual governo). Além disso, a conciliação não se faz só em termos do pró, ela exige um contra (o inimigo real, ou imaginário, que deve ser mantido em seu lugar, ou esmagado). O avesso da conciliação contém seu alvo oculto e sua racionalidade: não admitir brechas na subalternização dos de baixo, especialmente da massa pobre e oprimida da população, com as classes trabalhadoras e suas ameaças à frente. Os que conciliam entre si ligam-se como iguais, defendem a democracia dos mais iguais. Por isso, excluem os outros, os que estão fora de lugar e não entendem dos "assuntos públicos" ou não se dispõem aos "sacrifícios cívicos".


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Parece estranho que um livro sobre politica não tenha qualquer registro em suas folhas, nem na minha memória. Mas, não tem.


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2020
Todos os direitos reservados.