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O Reizinho Populista

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Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Luis Pazos  

Editora: Inconfidentes

Assunto: Ciencia Politica

Traduzido por: Osvaldo Camperchioli

Páginas: 65

Ano de edição: 1988

Peso: 95 g

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Ótimo
Marcio Mafra
25/09/2004 às 11:39
Brasília - DF

Uma ótima sátira sobre como governar, sendo populista. Leitura mais que boa.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Num país muito distante governava um rei cuja principal preocupação era a de alcançar popularidade entre seus súditos.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Na seguinte reunião de conselheiros, mal abriu o rei a sessão e um assessor já gritava: - Criai indústrias e tereis popularidade! Há que se converter o reino numa grande potência industrial! A indústria é o símbolo dos países desenvolvidos! Num tom de frase célebre, o conselheiro sentenciou: - Industrializar é modernizar! Vossa Majestade, ó grande rei, poderá passar à história como o industrializado r do país. O "rei da indústria", assim sereis lembrado pela posteridade concluiu o conselheiro. Esta última frase convenceu o rei da necessidade de industrializar rapidamente o país. Pediu, então, ao conselheiro um programa para tal. O conselheiro sugeriu a criação de um ministério para coordenar o processo de industrialização e as novas indústrias reais. Os ministros da Ocupação e da Habitação consideraram os planos de industrialização complementares aos seus. O astuto conselheiro, promotor da idéia da industrialização acelerada, foi nomeado ministro da Indústria e Empresas Reais. Um fabricante de tecidos criticou a criação do novo ministério: - Apesar de desejarmos a industrialização, ela não pode ser criada por decreto, nem apressadamente. Outro conselheiro tratou de responder ao fabricante. - Um negociante - refutou - não pode conhecer melhor os problemas do reino que os ministros do rei. O negociante tem em vista apenas a sua ganância e não o progresso de todos. - Os ministros querem que o rei faça o bem, e o rei busca o bem-estar do povo. Logo, os ministros trabalham em benefício do povo - concluiu o conselheiro com ares de sabedoria. O rei ficou maravilhado com o juízo tão lógico e sensato do conselheiro e o nomeou ministro da Lógica Real e Propaganda. Daí em diante, todas as leis, decretos e pareceres do monarca seriam revisados pelo ministro da Lógica Real e Propaganda. Na reunião seguinte, um conselheiro disse: - Se o rei busca o bem do povo, com base na lógica Real, ninguém melhor para dirigir os recursos básicos do reino do que o próprio rei. Para evitar que qualquer súdito explore as riquezas do país, em seu próprio benefício e nos dos reinos vizinhos, proponho converter o rei no único dono das riquezas básicas do reino. Ao se darem conta de que o monarca esboçava um sorriso de complacência pelas palavras do conselheiro, todos os ali presentes começaram a bater palmas. Ao refletirem melhor sobre a criação de monopólios reais, os ministros aplaudiram mais forte ainda, pois perceberam que, na realidade, eles manejariam essas riquezas. Logo publicaram-se leis que reservavam ao rei a faculdade de explorar as riquezas mais importantes do reino. As leis também incluíram a criação de empresas reais para manejar essas nquezas. O projeto de lei de empresas e monopólios reais foi modificado pelo Ministério da Lógica Real e Propaganda. A designação "empresas reais" foi trocada por "empresas do povo". O conceito de "propriedade do rei" foi substituído pelo de "propriedade do povo". Não convém que o rei apareça como o dono, mas sim o povo - comentou em uma reunião de assessores o ministro da Lógica Real e Propaganda. As novas leis despertaram esperanças entre muitos pobres, que pensaram, com base na lógica real difundida pelo Ministério da Lógica Real e Propaganda, que, se as empresas pertenciam ao povo e eles eram parte do povo, também seriam proprietários das empresas.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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