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Nixon Corrupção e Preconceito na Casa Branca

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Nixon Corrupção e Preconceito na Casa Branca

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Autor: Paulo Mendonça  

Editora: Editora 3

Assunto: Ciencia Politica

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 128

Ano de edição: 1974

Peso: 195 g

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Bom
Marcio Mafra
25/09/2004 às 16:09
Brasília - DF

O livro foi escrito por Paulo Mendonça, jornalista das melhores revistas e periódicos do Brasil, na década de 70. A forma da narrativa é de reportagem. A linguagem é boa e dinâmica. Descreve Nixon como enérgico, combativo, autoritário, corajoso em algumas ocasiões, mas também um covarde, inseguro, um irremediável descrente do poder da verdade. Aborda ainda as características psicológicas e morais do indivíduo, além da política interna e externa dos EUA. Nixon chegou a ser o homem mais importante do mundo, depois rolou morro abaixo até terminar como um criminoso comum. É um livro muito bom.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Uma abordagem, sobre a renúncia, em 9 de agosto de 1974, de Richard Nixon ao cargo de Presidente dos Estados Unidos da América.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Antes de passarmos à primeira campanha presidencial de Richard Nixon, contra John Kennedy, em 1960, vale a pena mencionar mais dois episódios da sua passagem pela Vice-presidência, sob Eisenhower. Ambos são reveladores do que Leonard Lurie chama a sua "plasticidade moral". O primeiro diz respeito à sua posição durante o negro período do macartismo nos Estados Unidos. McCarthy, já citado num capítulo anterior, era um senador republicano pelo Estado do Wisconsin, que se notabilizara por suas irresponsáveis e caluniosas "denúncias" contra supostos comunistas infiltrados no governo de Washington, especialmente no Departamento de Estado. No clima de quase histeria anticomunista, dos anos da guerra fria - que correspondem, basicamente, ao tempo de Harry Truman na Casa Branca, da morte de Franklin Roosevelt a 1952 -, McCarthy, um demagogo cínico e cruel, adquiriu imenso poder, presidindo uma Comissão de Atividades Antiamericanas do Senado. Não havia reputação que estivesse a salvo das suas acusações, nem político ou funcionário que ousasse enfrentá-lo abertamente. Uma página trágica da democracia americana, em que muitos inocentes foram vitimados pelo senador do Wisconsin. McCarthy, como vimos, não foi propriamente um pioneiro dessa técnica criminosa de intimidação política. O pioneiro foi Richard Milhous Nixon, com as suspeitas infundadas que levantou contra Jerry Voorhis e Helen Gahagan Douglas, bem como com o processo movido com tra Alger Hiss. A medida em que sua influência aumentava, McCarthy foi perdendo as estribeiras e, não mais se limitando a caluniar a administração democrata de Truman, começou a fustigar elementos do seu próprio partido, que não concordavam com os seus métodos. Eleito presidente, Ike compreendeu a necessidade de conter McCarthy, pelo menos nos ataques que este passara a dirigir contra o Partido Republicano. Não querendo negociar diretamente com o senador do Wisconsin, encarregou Nixon de fazê-lo. Eram vinhos da mesma pipa. O jovem vice-presidente não tinha nada contra as técnicas de McCarthy, antes pelo contrário, mas queria que este restringisse a difamação maciça em que se especializara aos democratas. Os dois se entenderam às mil maravilhas, se bem que a missão de Nixon tenha fracassado. McCarthy já estava completamente fora de controle, bebendo demais e dominado pelo sinistro prestígio que adquirira. Gostava de ser temido e multiplicava denúncias cada vez mais ousadas. Nixon nunca rompeu com ele e não teve nenhuma participação na reação tardia do Senado, que a muito custo encontrou coragem para votar contra o difamador uma moção de censura que o liquidou politicamente. McCarthy morreu pouco depois, vítima dos excessos de bebida, e no seu enterro, no lugar de maior destaque, estava o vice-presidente dos Estados Unidos. Em 1954, a meio caminho do primeiro mandato de Eisenhower, realizaram-se eleições legislativas nos Estados Unidos, para renovar a totalidade da Câmara de Representantes, um terço do Senado e várias governanças de Estados. Nixon foi encarregado de comandar a campanha republicana. Como era do seu temperamento, tomou logo o "caminho baixo". Durante dois meses, viajou o país de norte a sul, de leste a oeste, concentrando suas acusações contra a administração Truman e atingindo extremos de leviandade que levaram o ex-presidente a observar: "Não se pode propriamente chamá-lo de mentiroso. Ele simplesmente não sabe distinguir a verdade da mentira". Falando, por exemplo, em Rock Island, no Illinois, em 21 de outubro, Nixon disse: "O programa de segurança de Eisenhower resultou na demissão de 6926 funcionários,. Na sua maioria herdados do governo Truman. Nesse número estão incluídos vários indivíduos que eram membros do Partido Comunista ou de organizações controladas pelos comunistas". Em Denver, em 1 de novembro, ele tornou essa acusação mais específica e mais inexata: "96% dos 6926 comunistas, simpatizantes do comunismo, pervertidos sexuais, criminosos, viciados em drogas, bêbados e outros elementos demitidos sob o programa de segurança de Eisenhower, foram contratados pela administração Truman". Os números eram impressionantes, mas totalmente falsos. Depois das eleições - só depois - o presidente da Comissão do Serviço Público instituída por Eisenhower, Philip Young, publicou um desmentido, informando que não sabia de um único funcionário demitido pelo governo de Ike que tivesse sido comunista ou simpatizante do comunismo. E não eram 6926 demitidos: eram 3746, na maioria suspeitos de homossexualismo ou de alcoolismo. Do total, 41,2% haviam sido admitidos pela própria administração de Eisenhower. Não é preciso comentar. Assim se fazia política, no "caminho baixo" em que Richard Nixon transitava. Mas o vice-presidente não pretendia continuar para sempre nesse caminho. A medida em que o segundo mandato de Eisenhower se aproximava do fim, ele se preparava para o lance máximo: pleitear a Presidência, como sucessor legítimo do velho general. A tentação da Casa Branca perseguira-o desde a sua primeira eleição para a Câmara de Representantes e, até aquela altura, embora sempre semeando a discórdia em sua volta, a sua técnica dera excelentes resultados. Estava com 47 anos e, ao que tudo parecia indicar, a um passo do poder supremo. Seu desempenho fora excepcional: deputado aos 33 anos, senador aos 37, vice-presidente aos 39. O degrau seguinte não deveria ser difícil de transpor. Contra ele - uma figura nacional, amplamente conhecida, ligada havia oito anos a um homem da popularidade extraordinária de Dwight Eisenhower - o Partido Democrata apresentava um candidato praticamente desconhecido, sem nenhuma experiência governamental, e com a agravante de ser católico num país de esmagadora maioria protestante: o senador John Fitzgerald Kennedy. Embora as perspectivas eleitorais fossem boas, ao abrir-se a campanha de 1960, Richard Nixon via-se agora forçado a retocar a sua imagem. Como postulante à Presidência, não podia mais apresentar-se como um brigador político de sarjeta. Tinha de elevar-se ao nível de estadista e jogar com a sua familiaridade com os grandes problemas nacionais e internacionais, para dramatizar a ausência de títulos do novato John Kennedy. Seu grande trunfo, em duas palavras, era deixar de ser o "velho Nixon", o Tricky Dick, e de plumagem nova surgir perante o eleitorado como um "novo Nixon": maduro, prudente, respeitável, perfeitamente à vontade nas culminâncias do poder, que freqüentara durante oito anos. A imprensa americana perdeu a conta de quantos "novos Nixon" houve. A cada reviravolta da sua carreira, ou das suas posições, ele saltava de galho e, permanecendo fiel apenas à sua ambição e aos seus interesses pessoais, metamorfoseava-se no que as circunstâncias do momento aconselhavam. Mas essas transformações não se fazem sem riscos, são armas de dois gumes. Trocando de imagem, Nixon arriscava alienar seus seguidores do passado, que o apreciavam pelo que ele fora - duro, inescrupuloso, cínico - sem ter certeza de conquistar novos seguidores nas faixas mais moderadas da opinião pública. Por outro lado, em 1960 Nixon não tinha um candidato a vice que assumisse o papel que ele desempenhara ao lado de Eisenhower, que trilhasse o "caminho baixo", como ele trilhara em 1952 e 1956, enquanto o "novo Nixon" trilhava o "caminho alto". Seu companheiro de chapa era o aristocrático e algo frio Henry Cabot Lodge, um homem de grande classe mas sem nenhum apelo de massa. Só em 1968 Nixon conseguiria um vice a seu gosto, capaz de sujar as mãos enquanto ele fazia o estadista: o malogrado Spiro Agnew, forçado, como vimos, a renunciar ao cargo por corrupção, meses antes do desfecho do caso de Watergate e da renúncia do próprio Nixon. John Kennedy, porém, não estava disposto a deixar o país esquecer quem era o Richard Nixon verdadeiro. De inúmeros painéis e paredes dos Estados Unidos, um cartaz com um retrato assustador do candidato republicano perguntava: "Você compraria um carro usado deste homem?"


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Consta na capa um selo "Este livro é um presente para os leitores de Status". Certamente foi uma promoção da revista, que ao lado de "Realidade" formavam o top das revistas semanais dos anos 70.


 

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