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Seara Vermelha

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Seara Vermelha

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Jorge Amado  

Editora: Martins

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 333

Ano de edição: 1961

Peso: 615 g

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Ótimo
Marcio Mafra
27/09/2004 às 12:53
Brasília - DF

Seara Vermelha é uma história onde Jorge Amado narra a luta dos retirantes nordestinos por melhores condições de vida e por um lugar em que possam descansar da batalha pela sobrevivência. Um novo proprietário de antiga fazenda nos sertões do Nordeste baiano despede sumariamente todos os agregados, inclusive Jerônimo e sua mulher Jucundina, moradores do lugar, há mais de 20 anos. Decidem emigrar "em busca do país de São Paulo" e partem, a pé: Jerônimo e a mulher, dois filhos, três netos, a irmã débil mental Zefa e o seu irmão João Pedro com toda a família. Sofreram medo, doenças, luto, sede e muita fome. Ao chegarem no destino, restam da família apenas quatro. Os que ficaram no sertão, como outros três filhos de Jerônimo e Jucundina, tentam a sorte como podem. Jão, vira soldado. José torna-se jagunço, e Juvêncio, o Neném, se filia ao Partido Comunista. Ótimo livro, ótima historia, ótima visão sobre os sem terra.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história da Seara Vermelha narra o drama de gente despossuída, como na época atual é o povo do MST Movimento dos Sem Terra, destacando a injustiça e o completo desamparo sofrido pelo povo, em terras que não lhes pertencem. "A Seara vermelha de sangue e de fome onde crescem brotos de dor e de revolta".

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os colonos despedidos da fazenda estavam espalhados pelas estradas da caatinga. Iam todos no rumo do sul, em busca do país de São Paulo. Muitos outros haviam ido antes, os contratantes de trabalhadores apareciam pelas fazendas, contavam histórias, diziam coisas de assombrar. Não havia gente pobre naquela terra paulista, onde se plantava e colhia café. Cada trabalhador que chegava era fazendeiro em poucos anos, virava coronel, homem influente na política. Assim diziam e sempre havia quem acreditasse apesar dos que voltavam mais pobres ainda do que quando haviam partido. Eram esses mesmos caminhos, essas trilhas abertas na caatinga, que Jerônimo e seu irmão João Pedro trilhavam agora com suas famílias. Dinah, mulher de João Pedro, que era muito supersticiosa, contara as pessoas e os bichos da pobre comitiva: - T’esconjuro… Treze vivente… Ela, o marido e a filha, Gertrudes, de quinze para dezesseis anos, mulata bem escura, de nariz chato. Puxara à mãe, era um touro no trabalho, apesar da pouca idade. Parecia mais um homem do que mesmo uma criança. E a família de Jerônimo. Ele, Jucundina, os dois filhos e os três netos, os órfãos da filha mais velha. Faziam onze mas Dinah contava também Jeremias e Marisca. Jeremias ia na frente, Jerônimo puxava do cabresto, às vezes entregava a Tonho. Ia carregado com dois caçuás, onde levavam quase tudo o que possuíam. O resto estava nas trouxas que mulheres e homens conduziam, a pouca roupa, a quase nenhuma comida.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em 1961, aos 17 anos eu trabalhava no Banco Industria e Comercio de Santa Catarina, Banco Inco, na agência da Avenida W-3 Sul, Quadra 507, Bloco B. Naquela ocasião as editoras, mantinham serviço de venda domiciliar, através de "vendedores de livros". Eram profissionais bem treinados e insistentes. De um deles, comprei as obras de Eça de Queiroz, Pe. Antônio Vieira, Jorge Amado, Machado de Assis, entre outros. De Jorge Amado eram os seguintes livros: 1) O País do Carnaval - Cacau - Suor 2) Jubiabá 3) Mar Morto 4) Capitães da Areia 5) ABC de Castro Alves 6) Terras do Sem Fim 7) São Jorge dos Ilhéus 8) Bahia de Todos os Santos 9) O Amor do Soldado 10) Seara Vermelha 11) Os Subterrâneos da Liberdade, em 3 volumes 12) Gabriela, Cravo e Canela e 13) Os velhos Marinheiros. Decorridos 43 anos, apenas três deles desapareceram: Capitães da Areia, Bahia de Todos os Santos e Ásperos Tempos. Foram devidamente substituídos, mercê dos bons preços e serviços dos sebos abrigados no site estantevirtual.com.br.


 

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