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O Pais do Carnaval, Cacau e Suor

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O Pais do Carnaval, Cacau e Suor

Livro Ótimo - 2 comentários

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Autor: Jorge Amado  

Editora: Martins

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 412

Ano de edição: 1961

Peso: 615 g

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Ótimo
Elias Marinho
18/04/2013 às 20:03
Santa Maria - DF
Conheci aqui um Jorge Amado diferente. Tão acostumado estava eu a apreciar seus romances carregados de amor por sua Bahia e por seu povo simples e ao mesmo tempo apaixonante, vi aqui um autor que aparentemente estava decepcionado com o Brasil, pois ficou implícita a ideia de que o país era apenas uma nação formada por pessoas medíocres preocupadas com aquilo que a vida tinha de menos importante, por exemplo o poder e seus bastidores. Percebe-se isto claramente ao intitular a obra como Brasil, o País do Carnaval.
Acredito que esta postura do autor se explique pelo fato de sua tenra idade ao escrever este romance, 28 anos. Fase esta em que a experiência tem por carrasca missão revelar aos jovens mancebos que a vida não é o conto de fadas que pensávamos que era e que as pessoas não são necessariamente boas, experiência esta pela qual vive o autor deste singelo comentário.
Através de seu personagem principal, Paulo Rigger, o autor faz diversas críticas à sociedade hipócrita da época, um jovem recém chegado de Paris, de família abastada, que tenta adaptar-se à sociedade baiana e carioca e sofre diversas desilusões, fruto de suas hesitações que em geral barram o homem de viver, única e exclusivamente para não desonrar a “moral da sociedade”.
Me chamou a atenção o personagem marcante Pedro Ticiano, um homem de pensamento rápido, sarcástico e que, ao contrário da maioria dos homens de sua época, era ateu, cético e não se deixava levar pela mediocridade das coisas que elegemos como as mais importantes de nossa existência. Só mesmo um gênio da literatura como Amado para imaginar um homem como Ticiano.
Desta obra ficou um pensamento reflexivo e constante de porque vivemos e para que vivemos, ou como diria o também genial Viktor D. Sallis: “Quem sou? De onde eu vim? O que estou fazendo aqui? E para onde eu vou?

Ótimo
Marcio Mafra
27/09/2004 às 23:52
Brasília - DF

Paulo Rigger, personagem principal do livro Pais de Carnaval - primeiro romance de Jorge Amado - era um incorrigível boêmio e freqüentador das festas e "tertúlias" da época. Filho de um rico plantador de cacau, estudou em Paris. Retorna e não se sente feliz entre a elite baiana da época. Viajante inveterado, era comum fazer o trecho Salvador - Rio, nos navios elegantes, sempre cercado de mulheres e só tratava de frivolidade, até à chegada do "tempo sério de amor" que acabou por desencantá-lo. Insatisfeito vai para a Europa, deixando atrás de si uma cidade alucinada pelos ritmos e brilhos do carnaval. Cacau é uma espécie de romance-reportagem sobre a literatura socialista, tanto pelo tom, como pelo tema, ou pela linguagem. Foi escrito com a indignação de um jovem socialista, focado nos cortiços da Bahia. Suor é conto que se passa num velho sobrado do Pelourinho, onde sobrevivem todo o tipo de gente pobre e miserável, dentre elas a jovem Linda, que se envolve com o mecânico Álvaro, líder operário... Além da magia e o encanto que são os romances de Jorge Amado, a linguagem coloquial utilizada em sua obra, fez com a literatura - em particular com os seus livros - aquilo que a MPB fez com a música nos anos 60. Ótimo livro.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

País do carnaval é história de Paulo Rigger que regressa à Bahia acompanhado de uma prostituta francesa. Volta a conviver com seus velhos amigos jornalistas e juristas. Descobre que a vida deles é tão inútil quanto a sua. Infeliz Rigger retorna à Paris, via Rio de Janeiro, maldizendo o "país do Carnaval". Cacau é a história de José Cordeiro, peão de fazenda, onde divide um casebre com alguns companheiros. Ela joga fora sua grande chance de riqueza ao recusar casar-se com a filha do patrão, para levar adiante, "de coração limpo e feliz", o sonho revolucionário. Suor conta a vida miserável de gente amontoada num velho sobrado do Pelourinho, em meio a ratos, baratas e bichos famintos. A prostituta Linda, moradora do sobrado, que se apaixona por Álvaro e juntos eles começam a lutar por transformações sociais. Álvaro morre mas Linda não abandona a sua luta.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Suor

Visto da rua o prédio não parecia tão grande. Ninguém daria nada por ele. É verdade que se viam as filas de janelas até o quarto andar. Talvez fosse a tinta desbotada que tirasse a impressão de enormidade. Parecia um velho sobrado como os outros, apertado na ladeira do Pelourinho, colonial, ostentando azulejos raros. Porém era imenso. Quatro andares, um sótão, um cortiço nos fundos, a venda do Fernandes na frente, e atrás do cortiço uma padaria árabe clandestina. Cento e dezesseis quartos, mais de seiscentas pessoas. Um mundo. Um mundo fétido, sem higiene e sem moral, com ratos, palavrões e gente. Operários, soldados, árabes de fala arrevesada, mascates, ladrões, prostitutas, costureiras, carregadores, gente de todas as cores, de todos os lugares, com todos os trajes, enchiam o sobrado. Bebiam cachaça na venda do Fernandes e cuspiam na escada, onde, por vezes, mijavam. Os únicos inquilinos gratuitos eram os ratos. Uma preta velha vendia acarajé e munguzá na porta. Do quarto andar desciam às vezes sons de violão e árabes trocavam língua no silêncio dos quartos sem eletricidade. Mulheres do terceiro andar discutiam com mulheres do segundo e ouviam-se palavras cabeludas. De manhã, os homens saíam quase todos. O vozerio das mulheres aumentava. Lavavam roupa. Ruídos de máquinas de costura. A tosse de uma tuberculosa no sótão. Os homens voltavam à tarde, cansados. A escada os devorava um a um.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em 1961, aos 17 anos eu trabalhava no Banco Industria e Comercio de Santa Catarina, Banco Inco, na agência da Avenida W-3 Sul, Quadra 507, Bloco B. Naquela ocasião as editoras, mantinham serviço de venda domiciliar, através de "vendedores de livros". Eram profissionais bem treinados e insistentes. De um deles, comprei as obras de Eça de Queiroz, Pe. Antônio Vieira, Jorge Amado, Machado de Assis, entre outros. De Jorge Amado eram os seguintes livros: 1) O País do Carnaval - Cacau - Suor 2) Jubiabá 3) Mar Morto 4) Capitães da Areia 5) ABC de Castro Alves 6) Terras do Sem Fim 7) São Jorge dos Ilhéus 8) Bahia de Todos os Santos 9) O Amor do Soldado 10) Seara Vermelha 11) Os Subterrâneos da Liberdade, em 3 volumes 12) Gabriela, Cravo e Canela e 13) Os velhos Marinheiros. Decorridos 43 anos, apenas três deles desapareceram: Capitães da Areia, Bahia de Todos os Santos e Ásperos Tempos. Foram devidamente substituídos, mercê dos bons preços e serviços dos sebos abrigados no site estantevirtual.com.br.


 

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