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Os Miseráveis

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Os Miseráveis

Livro Ótimo - 2 comentários

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Autor: Victor Hugo  

Editora: Edigraf

Assunto: Romance

Traduzido por: Não Consta Tradutor

Páginas: 330

Ano de edição: 1959

Peso: 875 g

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Excelente
Jéssica Araújo de Oliveira
12/08/2017 às 05:24
Salvador - BA
Leitura perfeita, na minha opinião melhor leitura que já fiz na vida.

Ótimo
Marcio Mafra
10/10/2004 às 14:42
Brasília - DF

Os Miseráveis, publicação de 1862, traz uma mensagem política, como de resto, em toda a obra de Victor Hugo há sempre uma mensagem com esta conotação. No "Os Miseráveis" o escritor conduz o leitor à França, na era pós Napoleão. Com maestria o autor justapõe a covardia, a grandeza, o amor, o sofrimento, a ambição e a generosidade. Para Hugo, o homem que decide fazer o bem, quando outros lhe desejam o mal é uma figura poderosa. A história é sempre a mesma. Pessoas carentes de apoio, de guia, de abrigo, ficam sem direção, indo cada uma para seu lado, mergulhando na depressão e na solidão, tornando-se presa fácil dos manipuladores dos sentimentos (e do dinheiro), tal qual os bispos, pastores e outros "iluminados" de hoje, nem sempre tão generosos como no romance do Victor Hugo. Vale a leitura.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História de Jean Valjean, ladrão que deixa a prisão e é acolhido pelo bispo. Mais tarde ele furta a prataria da casa do bispo e ainda agride o seu protetor. Preso pela polícia é levado até o bispo, que mente sobre o roubo, confirmando que fizera uma doação da prataria para o Jean. O gesto do bispo envergonha Jean e lhe devolve a fé nas pessoas. Depois ele se torna comerciante num pequeno lugarejo, onde é perseguido por um guarda da antiga prisão. Neste meio tempo uma de suas empregadas se prostitui e Jean evita a sua condenação, acolhendo-a em sua casa. Depois, Jean volta a ser perseguido e foge com a filha de sua ex empregada enquanto é perseguido através dos anos, pelo mesmo guarda de sua primeira prisão

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Tempestade num crânio. O leitor adivinhou já, sem dúvida, ser o Sr. Madeleine o próprio João Valjean. Já temos mergulhado o olhar nos recôncavos desta consciência; mas chegou o momento de novamente a descortinarmos. Não o fazemos sem comoção, e sem estremecimento. Não existe nada mais aterrador do que êste gênero de contemplação. Pouco temos que acrescentar ao que o leitor já conhece do que sucedera a João Valjean, após o seu encontro com o pequenito Gervásio. Partindo dêste momento, como já se viu, tornara-se outro homem. Satisfizera cabalmente os desejos do bispo. Foi mais do que uma transformação, foi uma transfiguração. Conseguiu desaparecer, vendeu a prata do bispo, conservando apenas os castiçais como recordação, correu de cidade em cidade, atravessou a França, chegou a M. .. Sur M. .. Concebeu e efetuou a idéia que já conhecemos, chegou. A tornar-se inacessível a qualquer perseguição, e depois de tudo isto, estabelecido em M... Sur M... Feliz por sentir a consciência entristecida com a recordação do passado, e a primeira parte da sua vida desmentida pela segunda, passou a viver tranqüilo, pacífico e cheio de esperança, dominado apenas por dois pensamentos: ocultar o nome, e santificar a vida; escapar aos homens, e restituir-se a Deus. Em tais circunstâncias, todos se recordam, o homem a quem a cidade inteira de M. .. Sur M. .. Chamava tio Madeleine, não hesitava nunca em sacrificar o primeiro ao segundo; a segurança à virtude. Por isso, a despeito de tôda a reserva e prudência, conservara os castiçais do bispo, cobria-se de luto pela sua morte, chamava e interrogava todos os rapazinhos saboianos que passavam pela cidade, diligenciara obter informações sôbre as famílias de Faverol1es, e salvara a vida ao velho Fauchelevant, apesar das inquieatadoras insinuações de Javert. Parecia julgar, como já notamos, a exemplo de todos os que tem sido sábios, santos e justos, que os seus primeiros cuidados não deviam ser nunca em proveito próprio. Contudo, é necessário dizê-lo, nunca se achara em conjuntura semelhante. Nunca as duas idéias que guiavam o homem infeliz de que temos contado os sofrimentos e angústias, haviam travado tão séria luta. Às primeiras palavras de Javert entrando no seu gabinete, logo êle o compreendeu confusa mas profundamente. No momento em que, de modo tão abrupto, ouviu articular aquêle nome, que ocultara sob tão grandes espessuras, sentiu-se atacado de paralisia, embriagado pelo sinistro capricho do seu destino, invadido pelo estremecimento que precede os grandes abalos; curvou-se como o carvalho à aproximação da tormenta, como o soldado chegado o momento do assalto; sentiu descerem-lhe sôbre a cabeça terríveis sombras, prenhes de raios e de relâmpagos sinistros. Escutando ainda Javert, o primeiro pensamento que o assaltara, fôra correr a denunciar-se, livrar Champmathieur da prisão, e colocar-se em seu lugar; esta idéia porém foi-lhe tão dolorosa e pungente como uma incisão na carne viva; a idéia p assou, e êle disse consigo: "Veremos! Veremos!" Reprimiu o primeiro impulso generoso; recuou ante o heroismo. O resto do dia passou-o dêste modó: interiormente um turbilhão, no exterior profunda tranqüilidade; tomou apenas o que poderia chamar-se "disposições conservadoras": No cérebro tudo se lhe debatia ainda em confusão; a perturbação ali era tal, que não lhe deixava ver distintamente a forma de nenhuma idéia; êle próprio não poderia dizer de si mesmo senão que recebera um grande golpe. Dirigiu-se, como costumava, para junto da cama de Fantine, e dilatou a visita, por instinto de bondade, calculando que precisava proceder assim, e recomendá-la bem às irmãs, para o caso possível em que êle tivesse de ausentar-se. Conhecia vagamente que teria talvez de ir a Arras; e sem que estivesse de modo algum decidido a esta jornada, conveio consigo mesmo, que ao abrigo, como estava, de qualquer suspeita, não teria o menor inconveniente em ser testemunha do que ocorresse, alugando por isso o tílburi a Scaufflaire, a fim de estar preparado para o que pudesse suceder. Ao jantar comeu com bastante apetite. Voltando para o seu quarto pôs-se a meditar. Examinou a situação, e achou-a inaudita; de tal modo inaudita, que no meio da sua distração, e por não sei que impulso de ansiedade quase inexplicável, levantou-se da cadeira em que estava sentado, e foi correr os fechos da porta. Receou que entrasse ainda mais alguma coisa. Fortificou-se contra o possível. Passado um momento apagou a vela. A luz incomodava-o Parecia-lhe que podiam vê-lo. Mas quem? Quem êle queria evitar que entrasse, entrara já; quem êle queria cegar, fitava-o Era a sua consciência. A sua consciência, quer dizer - Deus. Todavia, no primeiro momento conseguiu iludir-se; teve certo sentimento de segurança e de solidão; corridos os fechos da porta, tornou-se inexpugnável; extinta a luz sentiu-se invisível: Entrou então na posse de si mesmo, encostou os cotovelos à mesa, apoiou a cabeça nas mãos, e pôs-se a' pensar no meio das trevas. - Onde estou eu? Não será tudo isto um sonho? O que foi que me disseram? E' realmente verdade que vi o Javert, e que me falou por semelhante modo? Quem pode ser o tal Champmathieu? Será possível que a tal ponto se pareça comigo? Quando me lembro de que ainda ontem estava tão tranqüilo, e longe de suspeitar de nada disso! - O que fazia eu ontem a esta hora? O que há, pois, em todo êste incidente? Qual será o desfêcho? Que hei de fazer? De todo êste tumulto, que lhe alterava a vontade e a razão, e de que diligenciava tirar a evidência e uma resolução, não se destacava senão a agonia. Parecia-lhe sentir um incêndio no cérebro. Foi direito à janela e abriu-a por dentro e por fora: não havia uma só estrêla no céu. Em seguida foi de novo sentar-se junto da mesa. A primeira hora decorreu dêste modo. Entretanto e a pouco e pouco, começaram a fixar-se-lhe, no meio da meditação, alguns pensamentos vagos, e pôde entrever com a precisão da realidade, não o todo da situação mas alguns pormenores. Começou reconhecendo que por mais extraordinária e crítica que fôsse a sua situação, estava completamente senhor dela. O seu espanto tornou-se ainda mais intenso. A meditação continuara a tornar-se mais esclarecida. De instante a instante ia adquirindo mais profundo conhecimento da sua posição. Parecia-lhe que despertara de estranho sono, e que no meio da noite, de pé à beira de um abismo, diligenciando em vão recuar, resvalava para êle num declíve rápido e inevitável. No mais denso das sombras entrevia um desconhecido que o destino se comprazia em tornar seu substituto, e que em seu lugar impelia para o medonho pego. Era indispensável, para que o precipício tornasse a fechar-se, que um ou outro desaparecesse em suas profundezas.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nos anos 60, para adquirir bons livros, recorria-se aos "vendedores de livros" domiciliares, que infestavam os locais de trabalho, como hoje fazem os vendedores de consórcios, telefones, planos de investimentos, planos de saúde e planos de aposentadoria. Na verdade mudam os produtos e permanecem os vendedores. De um deles, adquiri em 61, 62 ou 63 os livros - que ainda possuo - de Jorge Amado, Machado de Assis, Rui Barbosa, Padre Antônio Vieira e Rousseau, Dante, Emerson, Kant, Shopenhauer e Marx. Era o conhecimento adquirido em módicas prestações mensais, que proporcionava algum verniz cultural ao comprador dos livros.


 

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