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Quo Vadis ? 1º Tomo

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Quo Vadis ? 1º Tomo

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Autor: Henrique Sienkiewicz  

Editora: Edigraf

Assunto: Romance

Traduzido por: Luis Botelho Saraiva

Páginas: 226

Ano de edição: 1958

Peso: 645 g

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Bom
Marcio Mafra
15/10/2004 às 20:54
Brasília - DF

O título que o polonês Sienkiewicz adotou para seu livro é uma expressão do bom e velho latim, que em português significa "aonde vais?". Quo Vadis conta a história do início da comunidade cristã no tempo de Nero, com todo o esplendor, corrupção e devassidão da Roma Imperial, que se contrapunha ao cristianismo, e que nascia na mesma época. O romance escrito pouco antes de romper do ano 1900, narra vidas e fatos da era dos romanos, mas possui uma linguagem "barroca", o que torna a leitura chata e enfadonha. Marcus Vinicius e Lygia são os herois do livro. Quanto a tradução do livro é uma mistura do mal feito com o desleixo, levando o leitor a não entender sequer o enredo. Não se compreende porque um dos escritores mais famosos entre os poloneses de ontem e de hoje, com traduções para mais de 50 idiomas, não seja espetacular. Pois este Quo Vadis não o é, talvez por culpa do editor.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História dos tempos de Nero, onde Marcus Vinicius, um grande e admirado comandante militar é apaixonado por Lívia Ela se converte ao cristianismo e influencia - politica e religiosamente - não só o comandante como também a Nero. A conversão ao cristianismo, acaba por atirar aos leões os desafetos e traidores que vão surgindo na história.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

No dia seguinte despertou ainda muito enfraquecido, mas já sem febre; parecia-lhe ter ouvido o rumor duma conversa; mas, quando abriu os olhos, não estava Lígia ao pé dêle. Urso, curvado à chaminé, remexia na cinza branca procurando uma brasa; em seguida, ateou o carvão e o fôlego daqueles pulmões, tinha o ímpeto dum fole de ferreiro. Vinício lembrou-se que tal homem havia na véspera estrangulado Croton, e, como frequentador que era das arenas, pôs-se a mirar-lhe o torso ciclópico, e as coxas monumentais. - Não me torceu o pescoço, graças sejam dadas a Mercúrio - pensou, pois. - Mas, por Pólux, se os mais lígios se lhe assemelham ainda vão dar que fazer às nossas legiões do Danúbio. Nisto chamou: - Eh! Escravo! Urso tirou a cabeça fora da chaminé e disse, a sorrir, quase amistosamente: - Que Deus te dê, senhor, muito bom dia e uma excelente saúde; mas eu sou um homem livre e não um escravo. Vinício, que estava na idéia de o interrogar sôbre a pátria de Lígia, experimentou certa satisfação ao ouvir semelhantes palavras, visto que uma conversa com um homem livre, embora de baixa estofa, sempre lhe magoava menos a dignidade de Romano e de patrício do que um diálogo com um escravo, ao qual nem lei nem costume davam foros de ser humano. - Não fazes parte, então, da gente de Aulo? - perguntou-lhe. - Não, senhor, sirvo Calina, como também servi a sua mãe, mas de minha livre vontade. Tornou a enfiar a cabeça pela chaminé, a fim de atiçar os carvões e, em seguida, endireitando-se, disse: - Lá entre os nossos não há escravos. Vinício perguntou-lhe: - Onde está Lígia? - Saíu mesmo agora, e sou eu que devo preparar-te o almôço. Esteve aqui tôda a noite de vela. - Por que não a substituíste? - Porque ela assim quis: não me cabia mais que obedecer. Anuviaram-se-lhe os olhos e ajuntou ao cabo dum momento: - Se não lhe tivesse obedecido não estarias tu vivo agora. - Sentes então não me ter morto? - Não, senhor; o Cristo ordenou que ninguem matasse! - E Atacino? E Croton? - Não pude andar doutra maneira - murmurou Urso. E numa exasperação cômica fitou as mãos, que bem claramente se mantinham pagãs, conquanto a alma houvesse recebido o batismo. Em seguida, chegou uma caldeira do lume e, agachado diante da chaminé, fixou na chama os olhos cismadores. - A culpa é tua, senhor - disse enfim; - para que te atreveste a bulir com uma filha de rei? À primeira impressão, Vinício estremeceu por ouvir um rústico, um bárbaro a falar-lhe com tal familiaridade, ousando mesmo censurá-lo. A quantas coisas inverossimeis lhe aconteciam desde a antevéspera ia juntar-se ainda aquela! Mas o desejo de apurar algumas minúcias quanto à vida de Lígia foi mais forte do que a irritação. Entrou a interrogar o gigante sôbre a guerra movida pelos lígios contra vânios e suevos. Urso começou expondo, sem se fazer rogar, mas pouco adiantava ao que Aula Pláutio já em tempo narrara a Vinício. Não obstante, o tribuno ouvia com prazer, o seu desmedido orgulho sentia-se gratamente lisonjeado pelo fato de haver uma testemunha ocular que lhe afirmasse a origem régia de Lígia. Como filha de rei, podia ocupar na corte de César posição tão elevada como a dos descendentes das primeiras famílias, tanto mais que os lígios não haviam estado nunca de guerra com Roma e que, supostos bárbaros, eram gente aguerrida; contavam, segundo o testemunho do próprio Atélio Hister, com "uma quantidade inumerável" de guerreiros, testemunho que foi confirmado por estas palavras de Urso: - Habitamos nas florestas, mas o nosso país é tão vasto que ninguem lhe conhece limite, e a população é numerosa. Pelo meio dessas florestas erguem-se cidades construídas em madeira, onde se encontram grandes riquezas, pois que as presas feitas pelos semnonas, marcomanos, vândalos e quadros vêm tôdas cair-nos às mãos. Nenhuns ousam arriscar-se pelo nosso território e é só quando o vento lhes sopra a favor que nos incendeiam as florestas. Nós não lhes temos mêdo nem mesmo ao César romano. - Os deuses concederam aos romanos soberania sôbre tôda a terra - disse severamente Vinício. - Os deuses são maus espíritos - respondeu Urso com simplicidade - e aonde não há romanos não há soberania romana. Atirou o lume e continuou como se falasse consigo mesmo: - Quando César nos fez sequestrar Calina, eu quis acudir às nossas florestas, chamar os lígios em socorro da filha do rei.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nos anos 60, para adquirir bons livros, recorria-se aos "vendedores de livros" domiciliares, que infestavam os locais de trabalho, como hoje fazem os vendedores de consórcios, telefones, planos de investimentos, planos de saúde e planos de aposentadoria. Na verdade mudam os produtos e permanecem os vendedores. De um deles, adquiri em 61, 62 ou 63 os livros - que ainda possuo - de Jorge Amado, Machado de Assis, Rui Barbosa, Padre Antônio Vieira e Rousseau, Dante, Emerson, Kant, Shopenhauer e Marx. Era o conhecimento adquirido em módicas prestações mensais, que proporcionava algum verniz cultural ao comprador dos livros.


 

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