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Pequenas Infâmias

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Pequenas Infâmias

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Carmen Posadas  

Editora: Objetiva

Assunto: Romance

Traduzido por: Claudia Shilling

Páginas: 291

Ano de edição: 2000

Peso: 410 g

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Bom
Marcio Mafra
17/10/2004 às 11:51
Brasília - DF

Tudo começa com um cozinheiro encontrado congelado numa câmara frigorífica. Nesta história policial, a autora faz um retrato irônico e revelador da alta burguesia. Partindo de uma trama bem arquitetada, Carmen Posadas envolve o leitor num jogo narrativo, as vezes tedioso. O romance revela um mosaico, em que se escancaram verdades da alta sociedade local. Os personagens são prisioneiros de seus próprios fantasmas e revelam as pequenas crueldades que praticam, mesmo entre amigos. O final não surpreende. Pequenas Infâmias é livro premiado. Mas a sua leitura é pouco mais que mediana.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História de Ernesto Teldi, que num fim de semana reuniu seus amigos da alta sociedade, para um evento que acaba tragicamente, quando o corpo de Néstor Chaffino, famoso chef de cozinha é encontrado congelado no frigorífico da mansão. Quem seria o assassino? Todos os convidados tinham interesse na morte de Chaffino....

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Chloe Trías e os Fantasmas. Na noite anterior a viagem para a casa dos Teldi, Chloe pensou que seria bom ir buscar um pouco de roupa. Talvez não tivesse a oportunidade de usar um biquíni, mas não seria má idéia levar um, por via das dúvidas. Março é um mês em que todo mundo está sedento por um pouco de sol, inclusive as garotas como Chloe, que não ligam para nada, inclusive as que saíram há dois ou três meses da casa dos pais batendo a porta e, de repente, sentem necessidade de voltar escondido ao seu antigo quarto para recuperar algo; mas puta merda, que saco seria encontrar os velhos agora. Chloe olha a casa de fora: cinco janelas iluminadas anunciam uma grande atividade no salão; no andar de cima, porém, duas sacadas escuras e entulhadas de trastes negros e esquecidos revelam que os Trías transformaram-se naquilo que eles chamam, com um sábio eufemismo, de "um casal sem filhos". Desde que Chloe foi embora eles adaptaram a casa a esta circunstância, por isso pode-se ver grandes salões repletos de gente no andar térreo e janelas trancadas na parte de cima; é uma forma como qualquer outra de sobreviver as ausências. Chloe sabe disso, e compreende. O cascalho junto a porta principal range sob seus pés, mas felizmente esse som tão ligado a infância não a faz mais reviver suas brincadeiras de menina, lá mesmo, com seu irmão Eddie. Tudo consegue ser apagado, exorcizado, desde que se tenha a precaução de ir tampando as lembranças dolorosas com outras intranscendentes e reiterativas. Passaram-se muitos anos desde que ele se foi, por isso Chloe não o sente saudade ao percorrer o caminho, nem ao escutar o som do cascalho; na verdade, há apenas um lugar na casa que é perigoso para a nostalgia, e ela não pensa entrar lá. Olha para cima. O negrume das janelas e tranqüilizador. Os quartos daqueles que morreram jovens são o santuário de sua ausência, mas também o reduto da covardia dos vivos. Poucos se atrevem a conviver com as lembranças e assimila-las ao presente. Só os mais fortes são capazes de conservar a foto de um filho morto na sala de sua casa, expondo-se as perguntas dos desconhecidos e ao peso desse sorriso infantil sempre idêntico, que ignora a passagem do tempo. Todos envelhecemos enquanto eles, por comparação, rejuvenescem, fazendo com que nos sintamos culpados por não termos aproveitado ate o ultimo segundo sua presença fugaz, por não ter adivinhado que alguma hora eles partiriam, deixando tudo pela metade. Deixando inacabada sua vida e suas ilusões, e, o que é ainda mais doloroso, deixando sem resolver o que aconteceu no dia de sua morte, talvez uma discussão tola por qualquer motivo fútil, da qual apenas recordamos palavras insipidas que nunca mais encontrarão consolo: "se eu não tivesse dito ... Se eu não tivesse feito ... ". Entretanto, nada pode ressuscitar os mortos nem completar seu destino....


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprei o livro da Carmen, por influência dos comentários positivos no jornal Valor Econômico, Folha de São Paulo e O Globo.


 

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