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Roleta Chilena

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Roleta Chilena

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Alfredo Hélio Sirkis  

Editora: Record

Assunto: Ciencia Politica

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 164

Ano de edição: 1981

Peso: 220 g

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Ótimo
Marcio Mafra
19/10/2004 às 18:54
Brasília - DF

Alfredo Sirkis participou da resistência aos milicos ditadores de 1964 e do movimento estudantil de 1968. Exilou-se no Chile, onde assistiu o golpe contra o governo de Salvador Allende, e seu respectivo assassinato. É jornalista e militante político de esquerda, tendo recebido o Prêmio Jabuti de literatura 1998, pela publicação do livro "Os Carbonários". Diz-se que Roleta Chilena é a continuação dos Carbonários. Roleta é livro para ser lido num fôlego só. Num e noutro capítulo, existem partes bem chatinhas, posto que repetitivas ou sem muita identidade com o "enredo".






Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Alfredo Sirkis no Chile, para onde foi, em 1964 por ocasião do golpe de estado e tomada do poder pelos militares do Brasil.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Balas zunindo no jardim de Rebeca. Horas do toque. Recomeçam os tiros noturnos, nem o bairro alto esta imune a esses confrontos na escuridão. Estamos perto do hospital militar e é das suas imediações que parecem vir os disparos. Ouvido apurado, já sou capaz de distinguir os tiros de SIG (um fuzil parecido com o FAL), das rajadas curtas das mitras Karl Gustav e dos disparos de 22 que parece ser arma mais comum dos franco-atiradores e guerrilheiros da noite. Já são altas horas da madrugada quando acordo sobressaltado com um tiroteio muito perto dali. A menos dum quarteirão. Armas de diferentes calibres pipocam no escuro e balas assoviam no jardim de Rebeca. Encontro-a de baby-doll, na sala, rezando com um terço na mão. Isabel, a empregada, chora agarrada ao colo da patroa e eu me debato entre o medo e o ridículo da situação: um temível ex-guerrilheiro escondido sob as saias duma coroa momia entre jarrinhos de porcelana, peças de prata e móveis rococó. Lá fora a festa continua e é possível distinguir perfeitamente os dois grupos em choque: uns disparam de uma posição a uns trinta metros dali, perto da esquina, e os outros respondem dos telhados da rua que fica nos fundos do jardim. Os mais próximos devem ser os da repressão, pois não economizam munição: metralham a esmo. Do outro lado são parcimoniosos, só de vez em quando. O combate prossegue por mais uma hora e meia até que se ouve, na direção das posições que suponho serem dos resistentes, um verdadeiro dilúvio de fogo de fuzil junto com o matraquear incessante duma metralhadora pesada .50, daquelas de cinta, com balas traçadoras. Os vidros da casa de Rebeca trepidam e as suas porcelanas tremem. Agora o fogo cessou e tenho a triste impressão de que pegaram os caras pela retaguarda. Ainda se ouvem uns tecos finais com jeito de remate de feridos e tudo mais é silêncio. Quero dormir, não consigo, penso em carneirinhos saltando a fronteira.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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