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A Saga dos Marx

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A Saga dos Marx

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Juan Goytisolo  

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Romance

Traduzido por: Rosa Freire D'Aguiar

Páginas: 229

Ano de edição: 1996

Peso: 280 g

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Ótimo
Marcio Mafra
30/10/2004 às 11:27
Brasília - DF

Em Saga dos Marx, Goytisolo usa com muito talento, o realismo fantástico e faz um divertido passeio sobre a trajetória da utopia, que migrou do marxismo para o regime socialista neoliberal. A história começa com a chegada de um transatlântico lotado de miseráveis imigrantes albaneses, numa praia de classe média alta do litoral italiano. Os passageiros fugiam da miséria do desmoronamento do governo comunista Albanês e são recebidos com hostilidade e repugnância até pelos cachorros. A polícia é acionada. Os albaneses ficam perplexos, porque imaginavam estar chegando em Dallas, nos EUA. Nesta altura, há um corte para Londres, onde Karl Marx, assistindo ao noticiário da TV pode acompanhar toda a história do desmoronamento de mais um regime governamental inspirado em suas teorias. Depois, o próprio Marx participa de uma minissérie na televisão londrina sobre Marx & família que, por problemas de audiência, acaba sendo substituída por uma famosa telenovela brasileira. Ao final, os albaneses deserdados do início do romance, realizam seu sonho e são recebidos em Dallas, pelo J.R. da série de TV americana. Goytisolo, neste livro não respeita as regras gramaticais. Será uma imitação do estilo de Saramago? Leitura fácil, despretensiosa, sem pedantismos. Livro ótimo.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História de imigrantes albaneses, maltrapilhos, que invadem uma praia do litoral italiano. São fugitivos da utopia comunista, pobres e ávidos do sonho capitalista de consumo, são recebidos com hostilidade e repugnância até pelos cachorros. Enquanto isso, Marx, pela televisão na cidade de Londres assiste, constrangido o desmoronamento dos regimes inspirados em suas teorias.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Eta, confusão! Seqüências desordenadas de um filme de Fellini e reportagem ao vivo, do porto de Bari, de um ferry repleto de fugitivos albaneses! O zapping convulsivo de Tussy, sua inveterada mania de apertar o controle remoto misturava imagens, embaralhava planos, passava do sofisticado transatlântico reconstruído nos estúdios de Cinecitta ao barco enferrujado e maltratado com alegre e exultante carga humana, Jenny tentara ralhar com ela, como de costume, decida-se de uma vez, por favor, assim você não deixa ver uma coisa nem outra! Mas Tussy não se dava por achada, trancada no silêncio hostil da puberdade ou de uma misteriosa desilusão pessoal, com sua cara de lua cheia e expressão de voluntária ausência (como você quer que eu ria num mundo desses? dissera na véspera com gesto de desdém em resposta as críticas carinhosas da mãe) não havia outro jeito senão armar-se de paciência e aguardar que a contrariedade passasse, nem Jennychen nem Laura nem o próprio pai conseguiam arrancá-la daquele intransponível mutismo, da desconfiança hostil de tudo que a cercava a chegada de Mouro não resolveu o problema, Tussy não pôde evitar o beijo paterno mas logo escapuliu do aposento e foi para a rua sem se despedir enquanto ele colocava as obras de consulta em cima de uma pilha de manuscritos e jogava-se com gesto de infinito cansaço na poltrona ocupada por ela minutos antes, delicadamente absteve-se de perguntar pelo jantar, a fiel Lenchen agitava-se como sempre na cozinha e o cheiro de repolho cozido (concebeu a efêmera esperança de um apetitoso chucrute) começava a invadir a casa.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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