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Texaco

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Texaco

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Patrick Chamoiseau  

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Romance

Traduzido por: Rosa Freire D'Aguiar

Páginas: 347

Ano de edição: 1993

Peso: 390 g

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Ótimo
Marcio Mafra
23/10/2004 às 18:31
Brasília - DF

O livro do Patrick Chamoiseau é um romance no ritmo crioulo, onde, Marie Sophie Laborieux, o personagem central do livro fala de seus antepassados escravos, nas plantações de cana-de-açúcar. É o relato cru da vida de um bairro, pobre e favelado, de nome Texaco, que ela fundou em terrenos de uma multinacional petrolífera. É a história de uma cidade, Fort-de-France, de uma ilha, a Martinica, de um mundo...as Caraíbas. São muito bons os diálogos da Sophie-Marie, através de quem o autor faz o libelo da liberdade. Diz: "... Sei que a liberdade não se concede, não deve ser concedida. Liberdade concedida não liberta a alma..." e ..." a cidade violentou o campo". Uma multidão de personagens pinturescos, fascinantes, livres ou acorrentados desfilam pelo romance, sós ou no meio da multidão. Muito mais que bom.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história da luta de Marie Sophie Laborieux, neta de escravos e líder comunitária de Texaco, um bairro pobre de Fort-de-France, na Martinica, para impedir a demolição de sua favela.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Do marcador de palavras a informante. Eu tinha todas as razões para abandonar a escrita. Mas se tivesse abandonado, não seria capaz de resistir aos infernos de Texaco. A chegada entre nós de Ti-Cirique, o haitiano, confirmou-me nesse caminho. Foi a minha casa, em companhia de Marie-Clemence, que o resgatara sentado diante do mar com sua grande mala e seu terno de passeio. Tinha uma cabeça de professor primário feroz, talvez por causa dos óculos de míope que aumentavam suas pupilas. Falava um francês impecável, meticuloso, repleto de palavras que combinavam muito bem com o seu pensamento mas que o tornavam, para nós, tão ou mais obscuro. Indiquei-lhe um lugar na parte baixa da ladeira. Ali, improvisou uma choça de campeches, dessas de dar dó. Ti-Cirique não era muito hábil com as mãos. Construímos-lhe um barraco com uns restos de tábuas e uns complementos que ele pode pagar. Tão logo se instalou (a mão agarrada a um dicionário, uma grande caneta-tinteiro bem tratada como um galo de briga), a ele passamos a nos dirigir quando precisávamos decifrar uma carta, redigir uma solicitação. Para o que ele nada pedia, só um bonito papel do qual era apreciador, e, sobretudo, livros recolhidos ao sabor de nossas andanças pelo depósito de lixo publico e durante as demolições de velhas casas da Cidade onde tinham vivido mulatos instruídos Já fazia algumas semanas que estava por lá quando me viu escrever em meus cadernos. Curioso nessa matéria, quis olhar. Dei-lhe um, que leu com o cenho franzido, pulando os trechos, por causa da ortografia e das frases misturadas nas quais eu me encarcerava. E preciso ser simples, madame Marie-Sophie, disse-me, simples, a maior escrita é a escrita mais simples. Diante dos circunlóquios crioulos, um soluço de repugnância estremecia-lhe o corpo: Meu deus, madame Marie-Sophie, essa língua é suja, ela destrói o Haiti e conforta o seu analfabetismo, e é em cima disso que Duvalier e os tontons-macoutes constroem a ditadura... O universal, pense no universal ... Depois, entregou-me seu próprio dicionario, cujas paginas conhecia uma por uma - quando lhe perguntávamos o significado de uma palavra, recitava a etimologia, os diversos sentidos possíveis, fornecia citações literárias, e precisava a pagina de seu dicionario onde aparecia a palavra em questão Foi o que bastou para lhe dar fama até os confins de Pont-de-Chaines. Todo mundo, durante os passeios, tratava de conferir o fenômeno: - Ti-Cirique, bom dia, e se eu lhe disser: Caco?


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF
Comprei este livro porque li muito comentário na mídia sobre "a literatura martiniquense está aparecendo". "Texaco, o nome de um bairro é cenário para um livro, premiado na França, que não ganhou o Nobel de Literatura de 1994 por questões políticas..." Não me arrependi da compra.
 

 

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