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A Suavidade do Vento

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A Suavidade do Vento

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Autor: Cristovão Tezza  

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 204

Ano de edição: 1991

Peso: 245 g

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Bom
Marcio Mafra
30/10/2009 às 19:02
Brasília - DF

Cristovão Tezza, reconhecido talento da literatura brasileira atual, ganhou o prêmio Machado de Assis, concedido pela Biblioteca Nacional. Em Suavidade do Vento o Tezza utiliza a técnica de uma história dentro de outra história, também denominada narrativa dupla. O autor personagem transporta num ônibus os seus outros personagens para a encenação do tímido professor Matôzo. Os personagens vão ganhando consistência, corpo, alma, emoções até se tomarem gente total. Ao retornar da viagem de ônibus aos arredores de Curitiba, os personagens vão desfazendo como a suavidade do vento. É livro mediano, com bom viés existencial.




Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Josiley, professor do interior do Paraná, que escreve o livro A Suavidade do Vento. Pelos personagens e suas respectivas ações Josiley fica mal na foto que acaba por aumentar sua angústia e solidão.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Matozo levantou-se, tateou a parede e acendeu a luz. Oito e meia e muita sede. Bebeu água, canino, um copo atrás do outro. Fechou os olhos - a cabeça razoavelmente pacificada - e testou o pescoço. Um ou outro nervinho apenas, a essa altura mais companheiros que inimigos. A suavidade do vento. Decidiu tomar banho: mover-se é um bom remédio. Quando jogou as calças sobre a cama, ouviu as fichas rolarem pelo chão. Súbita felicidade! Engatinhou atrás delas - eram graúdas, quatro fichas que escaparam do Cassino, de Madalena e do azar! Enfiou a cabeça sob a cama, o nariz no pó; havia uma outra, menor, amarelinha, caprichosamente equilibrada no sapato. Empilhou-as na escrivaninha, calculando. Não davam para quase nada, mas eram um recomeço. Melhor: eram um bom augúrio! Voltar ao Cassino? Em um segundo os bolsos se estufavam de dinheiro. Uma morena, muito mais bonita que Madalena, que falava pouco e dizia muito com os olhos enormes e doces, bebia martini com Matozo no salão de dança. Iria com ela a festa de Bernadete. Que postura! Na escrivaninha, um monstro gordo balançava a cabeça, desolado. Matozo jogou as fichas na gaveta e pôs-se a fazer ginástica, de costas para o monstro, ouvindo o estalar de ossos. Um, dois, um, dois. Em um minuto estava exausto e opresso, inteiro suado. Correu ao banheiro e tomou um banho frenético, esfregando os cabelos com força. Nenhum monstro à vista.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Cristóvão Tezza era um dos convidados da Flip 2009. Eu já conhecia o autor quando do livro O Filho Eterno e, pouco antes da Flip comprei diversos livros dele. O eu profundo e outros eus, era o nome da mesa de Mário Bellatin e Cristóvão Tezza que se apresentou na sexta-feira, dia 3. Professor de uma escola de escritores no México, Mario Bellatin admite tudo – menos que o candidato a ficcionista inspire-se na própria vida para criar sua história. Um dos mais premiados autores brasileiros dos últimos anos, Cristovão Tezza fez exatamente isso em seu Filho Eterno, e ninguém ousará dizer que não foi bem-sucedido. Qual, enfim, o papel da experiência pessoal na literatura? Eis o mote para a discussão entre os dois autores que não falaram nada de Suavidade do Vento.


 

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