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Estorvo

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Estorvo

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Chico Buarque  

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português (de Portugal)

Páginas: 140

Ano de edição: 1991

Peso: 155 g

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Ruim
Marcio Mafra
30/10/2004 às 20:07
Brasília - DF


Francisco Buarque de Holanda, compositor e cantor de nome, sobrenome e apelido, escreveu três ou quatro romances. Músicas? Fez muitas. Muitas e muitas. As músicas - composições ou interpretações - são extraordinariamente espetaculares. Todas. Em compensação os livros são - todos - fantasticamente ruins. A quase perfeição da música de Chico Buarque deixa um gosto de desilusão quando se trata de livros. Estorvo se desenvolve entre criaturas problemáticas ou difíceis, até para elas mesmas. Tipo chilique de artista, de estrela. Os personagens capricham na chatice, maluquices, esquisitices, paranóias e radicalismos. E nem é livro de hospício. Além de sofrer de uma grave limitação intelectual, o personagem central de Estorvo vive num vazio de emoções. Coisa poética, mas absolutamente chata. Chico Buarque é como Caetano, só deveria abrir a boca para cantar. Estorvo é tão eficaz quanto um lexotan.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Uma história estorvada, em que o personagem principal começa espiando pelo olho mágico e se mantém ao longo do romance entre o sonho e a vigília, projetando um desespero subjetivo e fazendo a crônica do cotidiano. Os demais personagens também não têm nomes, eles são identificados por fazerem o tipo chato, maluco, insensível, paranóico ou radical.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Não adianta ficar aqui parado. Eu não posso me esconder eternamente de um homem que não sei quem e. Preciso saber se ele pretende continuar me perseguindo. Quando esse homem cansar de tocar a campainha e for embora, me levantarei da cama e irei atrás. Já terá caído a tarde, e ele dará por encerrado o expediente, decidindo voltar a pé para casa. Estará cansado, estará ficando corcunda, e lastimara mais um dia de trabalho inútil. Morará numa casa de vila não longe daqui, mas assim que lhe puser os pés, será de manhã. Pela janela o verei recém-chegado, e já se despedindo da mulher gravida. A mulher gravida nunca saberá se ele vai beija-la, ou se está apenas cada dia mais corcunda. Sairá da vila e atravessara a rua sem me ver. Entrará na empresa, um prédio com cinqüenta e cinco andares, e seu departamento funcionará no terceiro subsolo. Eu serei barrado por falta de crachá, mas poderei espiá-lo pelo circuito fechado. Passará a manhã cotejando suas fichas com a documentação do arquivo central, que estará no chão. Haverá muito serviço atrasado, sem contar o que ele pega por fora para completar o salário. Receberá instruções para perseguir um árabe que mora no subúrbio, e que ele já terá perseguido outras vezes, sem êxito. A. frota da empresa recusará missão no subúrbio, e a verba para o taxi estará suspensa.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Tão logo saiu a edição comprei o livro, influenciado pela mídia. Esperava um livraço, tipo as canções e interpretações do autor.


 

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