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Memórias Em Branco

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Memórias Em Branco

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: John Updike  

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Romance

Traduzido por: Paulo Henrique Britto

Páginas: 339

Ano de edição: 1995

Peso: 375 g

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Ruim
Marcio Mafra
30/10/2004 às 20:27
Brasília - DF

John Updike escritor norteamericano da década de 40, escreveu uns 25 ou 30 romances. Neste livro, o personagerm principal é um jornalista, Alfred Clayton que desenvolve sua história entre amantes, casamentos fracassados e os relatos do governo Gerald Ford, que substituiu a Richard Nixon. Embora tido como talentoso pela crítica americana, estas memórias em branco do Updike, não teriam feito qualquer diferença para a humanidade, se não houvessem sido escritas. Com certeza é uma história ruim.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Alfred Clayton, personagem americano, tipicamente classe - média, que, entre um casamento em crise, uma amante e um livro inacabado, narra a vida e as esperanças da geração dos anos 70.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Com a subida de Franklin Pierce à Presidência, William King tornou-se vice, Buchanan foi nomeado embaixador em Londres e Nathaniel Hawthorne, que havia escrito a biografia de Pierce para sua campanha, assumiu o cargo muito lucrativo de cônsul norte-americano em Liverpool. Em 6 de janeiro de 1855, Hawthorne relata em seu diário a visita do embaixador, em Liverpool com sua sobrinha, Harriet Lane, porque ela iria ser dama de honra no casamento de uma americana que morava lá. O embaixador foi à casa de seu cônsul, o qual abandonara a vida de isolamento - primeiro no celibato, e depois como homem casado - em que foram geradas suas obras-primas para servir num posto no qual entrava em contato intenso com homens de todos os tipos. Teria Buchanan consciência da genialidade de seu subordinado? A letra escarlate fora publicada, com muitos elogios e farta publicidade, em 1850, quando Buchanan, semi-aposentado em Wheatland, tinha bastante tempo para leitura. Harriet Lane certamente lera alguma coisa de Hawthorne, pois, tendo-a encontrado num jantar a 9 de janeiro, o autor anotou em seu diário, mal-humorado: Fez-me ela alguns elogios; porém não recordo ter-lhe feito nenhum. Suas impressões daquela mulher vigorosa, de olhos violeta e vinte e cinco anos de idade, são aparentemente favoráveis, porém contêm um toque de reserva; sente-se que ela inspira uma certa aversão à natureza sutil do grande sonhador: A senhorita L--- - tem um ar mais inglês do que americano -, o perfil é mais forte que o da maioria das jovens de nosso país, ainda que mais belo que os das inglesas em geral; extremamente senhora de si e controlada, sem afetação nem presunção, porém tranqüilamente cônscia de sua distinção, como se fora filha de um conde. [...] Conversei com ela um pouco, e achei-a sensata, vivaz, firme, e não dengosa e sentimental. Visto através da mesma tessitura sedosa do estilo por vezes ferino de Hawthorne, Buchanan sai-se bem melhor: Gosto do senhor ---- suas maneiras não são propriamente as de um cavalheiro, pois há nele algo de rústico; além disso, tem o hábito de apertar um dos olhos, e mantém a cabeça numa posição deselegante; não obstante, porém, seu corpo volumoso tem uma certa dignidade, e uma consciência de sua elevada condição e importância, que lhe conferem desenvoltura. Muito simples e franco em seu modo de falar, talvez seja tão ardiloso quanto se diz serem os diplomatas; eu, porém, nele só vejo bom senso e simplicidade de expressão - além disso, é compreensivo e afável, de modo que é agradável conversar com ele. A conversação teria transcorrido na sala de Hawthorne no consulado, cujo aspecto era pouco convidativo: um prédio de quatro andares, em mau estado e sujo de fuligem [....] na esquina mais baixa da Brunswick Street [...]perto da parte mais antiga do cais. O embaixador, com sua cartola e seu corpanzil atacado de gota, teria subido com certa dificuldade uma escada estreita e maliluminada, que dava para uma passagem igualmente estreita e mal-iluminada que, de manhã, costumava ficar cheia de patifes esfarrapados, com caras de piratas [....] que se diziam membros da marinha mercante. Lidar com estes espécimes da classe mais desafortunada de homens constituía, segundo Hawthorne relata nas páginas iniciais de Nossa antiga pátria, obra em que reúne suas memórias da Inglaterra: a escória de todas as nações marítimas da terra; era com esses marujos que disputávamos os mares do mundo com a Inglaterra. Menos de um em cada vinte, afirma o escritor, era de fato americano, porém todos procuravam o cônsul americano quando se viam em apuros ou na miséria - tripulações de navios naufragados em busca de cama, comida e roupas; doentes pedindo guias para o hospital; miseráveis cobertos de contusões e sangue queixando-se de maus tratos nas mãos dos oficiais; bêbados, facínoras, vagabundos e embusteiros, inextricavelmente misturados com uma quantidade incerta de homens razoavelmente honestos. Em meio a esta multidão de infelizes brutalizados, muitos com camisas vermelhas de flanela, Buchanan, de fraque e gravata, foi abrindo caminho, chegando à ante-sala onde ficavam os vice-cônsules e escriturários, e por fim na sala do cônsul, um aposento de proporções bem modestas, pintado de modo a imitar carvalho, e parcamente iluminado por duas janelas que davam para uma travessa do outro lado da qual se elevava a parede de tijolo de um enorme depósito de algodão, um prédio mais rude e mais feio do que jamais se viu na América. Talvez o olhar enviesado de Buchanan tenha se detido no grande mapa dos Estados Unidos, de vinte anos antes, que cobria uma das paredes. "No seu retrato de nossa terra, faltam o Texas e todo o território da Califórnia que arrancamos do México", comentou ele, bem-humorado, após a troca inicial de cortesias. Os dois haviam se visto antes, no final de abril do ano anterior, quando o embaixador estava em Liverpool aguardando a chegada de sua sobrinha, a senhorita Lane. Convidei o velho a jantar comigo, escreveu o romancista a seu editor, e gostei dele mais do que esperava. "Se formos desenhar o mapa daqui a vinte anos, talvez apareça ainda menos território do que neste", arriscou Hawthorne, com um tom melífluo que disfarçava um pouco o pessimismo daquela previsão. Achava uma certa graça em seu cargo de cônsul, como se o considerasse uma impostura, de modo que não temia ofender seu superior. Além disso, havia nos modos do embaixador uma jovialidade de quem está de férias - pois na Inglaterra estava descansando de sua atividade política, e em Liverpool descansava das responsabilidades que tinha em Londres. E aos escritores perdoase muita coisa, pois este perdão constitui uma maneira barata de apoiar as artes. Buchanan havia acendido um charuto, e entre uma baforada e outra retrucou: "Ora, ora, senhor Hawthorne, até que não vamos tão mal assim. Com um pouco de conivência e transigência, vamos conseguir salvar a União. Se vocês contiverem um pouco seus amigos abolicionistas, e nós acalmarmos um pouco nossos amigos pró-escravistas, a economia por si só, especialmente com o desenvolvimento do Oeste, tornará obsoleta a questão da escravatura.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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