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A Republica dos Sonhos

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A Republica dos Sonhos

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Autor: Nélida Pinõn  

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 748

Ano de edição: 1997

Peso: 1.005 g

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Bom
Marcio Mafra
23/04/2005 às 15:42
Brasília - DF

O romance mais famoso da Nélida Piñon conta as aventuras, desventuras, sonhos e tristezas de Madruga e seu amigo Venâncio, matutos da Galícia desembarcados no Rio de Janeiro e vão trabalhar numa pensão da Praça Mauá, que era o roteiro inicial mais comum aos espanhóis que aqui chegavam. Muitas décadas depois, uma de suas netas reconstitui a história de sua família, que se confunde com a história recente do Brasil. Nélida fez romance grande, grosso e denso, de cujas páginas salta muita paixão, muito sonho e tanta desilusão, que mais parecem a república dos fracassos e dos fracassados. É um livro – de certa forma – carregado de tristeza.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A saga e as aventuras dos imigrantes que aportaram no Brasil na virada do século com a visão - e o desejo - de que a América fosse um grande sonho e uma grande desilusão.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Madruga sempre comandou a casa e a família Aos oitenta anos retrai-se, após a longa batalha. São oitenta anos no afã de morrer. A sua espreita, a morte prepara-lhe o funeral. E quando chegar, chorarei pelo avô, antecipando assim a minha própria morte. Não cesso de observá-lo, como herdeira de sua sólida gênese. Repartida em três, quatro mulheres, cada qual ferida pela dor da contradição e do afeto intenso. Odete abre-me as vezes a porta. Convicta de dominar alguns dos meus hormônios. Nos atemos, porem, a discretas fórmulas de cortesia. Saudações que mal superam uma situação social embaraçosa. Não sei portanto avaliar a importância de Odete. Se irei, nos seus funerais, denunciar súbita estima por ela. Acaso esperamos a morte para a apuração de sentimentos guardados no alçapão onde se debatem pássaros e aflições humanas? Odete envelheceu nos últimos anos, mas seus olhos não se abrandaram. O brilho deles recarrega-se apenas quando olha Eulália. A avó solicita-lhe a companhia o tempo todo. Não se separam senão nas refeições e na hora de dormir. Sua tarefa na casa é provar que Eulália vive e, por conseguinte, não lhe dispensa os favores. Uma legaliza a existência da outra. Odete me precedeu na casa, antes mesmo do meu nascimento. Em verdade, após Eulália parir Miguel. Nem por isso ela se entretém com os netos de Eulália, que tampouco a procuram. Eles intuem que aquela mulher, negra e rija como um cabo de vassoura, tem o coração ocupado por Eulália. Madruga, por sua vez, apoiou aquela devoção que o expulsava do convívio de Eulália. Junto aquela nativa, ele julgava a mulher protegida. Pois, no seu labor de fazer a América, expressão ainda hoje usada por ele, visou sempre a oferecer a Eulália o conforto que não lhe pode assegurar à chegada ao Brasil, recém-casados, quando viram Venâncio na beira da escada , sob o sol escaldante da Praça Mauá.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprei este livro porque é o maior best seller da Nélida Pinõn e eu ainda não o tinha lido qualquer livro da autora. 


 

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