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A Ditadura Envergonhada

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A Ditadura Envergonhada

Livro Ótimo - 2 comentários

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Autor: Élio Gaspari  

Editora: Companhia das Letras

Assunto: História

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 417

Ano de edição: 2002

Peso: 750 g

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Ótimo
Dherlin Marques da Rocha
19/07/2014 às 21:12
Juara - MT
Amo ler livros relacionado a Historia.

Ótimo
Marcio Mafra
31/10/2004 às 18:15
Brasília - DF

O livro se presta como ótima fonte de consulta histórica da recente (1964/1985) ditadura dos militares brasileiros. O Elio Gaspari usou de farta documentação, coletada e guardada pelo "alemão", o ex-presidente Ernesto Geisel e a eminência parda de toda a ditadura, o general Golbery do Couto e Silva.

A Ditadura Envergonhada foi premiado pela Academia Brasileira de Letras, na categoria de ensaio, em 2003.

Apesar do tema abominável é livro de leitura gostosa, interessante do começo ao fim e bota mais lenha na fogueira das discussões acerca de um dos mais tumultuados, triste e vergonhoso momento da história política do Brasil, após a 2ª Guerra Mundial.

Na época os militares criaram e impuseram vários "instrumentos jurídicos" - os truculentos atos institucionais - que acabaram por legalizar a tortura física, instituir a censura à imprensa, a repressão política e partidária, a covarde cassação de mandatos políticos, a extinção dos partidos políticos, a intervenção no ensino e educação. Ao longo do livro, o autor vai explicando cada uma das situações que causaram estes e outros estragos na vida brasileira. Élio Gaspari ainda descortina toda a silenciosa disputa na escalada do poder entre os próprios militares, desde o reinado de Castelo até Figueiredo, o último comandante.

A linguagem utilizada é a dos jornalistas. O autor e o livro são muito bons.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História do golpe de 1964, que os militares desfecharam contra as instituições democráticas brasileiras, com seus lances de acaso e improvisos, bem como a luta pelo poder, nos primeiros anos do governo militar, além dos bastidores sobre a elaboração dos atos institucionais.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

No dia 15 de março de 1967 Castello entregou a Presidência da Republica a Costa e Silva e foi morar num apartamento de três quartos, numa rua interna de Ipanema. Ele próprio dirigia seu Aero-Willys. Em sua sala o poder reverberava pelas lembranças nas fotografias de chefes de Estado e num magnífico tapete de seda bege, presente do xá Reza Pahlavi. Afastou-se da cena indo passear na Europa. Ao embarcar, recusou uma verba de 4 mil dólares do Itamaraty para o custeio da viagem. Pouco depois de seu regresso, estava em casa com Geisel e Golbery quando chegou uma nova visita, Daniel Krieger. O senador descascara boa parte dos abacaxis parlamentares durante o governo do marechal. A conversa foi rápida, mas no dia seguinte Castello chamou-o para um encontro a sós. Na sala do apartamento de Ipanema, tomando água enquanto servia uísque a Krieger, foi direto ao assunto: "Senador, o governo prepara-se para romper a legalidade. Eu não estou de acordo com esse desnecessário retrocesso. O senhor vai percorrer todo o Pais mobilizando a Arena. Eu me encarregarei do setor militar. Vamos, em conjunto, frustrar esses desígnios". Era domingo, 2 de julho de 1967. Livre da impopularidade do cotidiano do poder e respeitado pela decência pessoal com que se conduziu no governo e fora dele, Castello Branco, o general que fora colocado na Presidência por um golpe militar, poderia vir a se tornar o principal obstáculo a qualquer surto ditatorial. Dezesseis dias depois da conversa com Krieger, Castello voava pelo interior do Ceara, ap6s uma viagem de reminiscências. O bimotor em que viajava entrou irregularmente no caminho de uma esquadrilha de jatos da FAB em vôo de treinamento. "Eu senti que a asa bateu em alguma coisa. Achei que fosse algum pássaro", lembrou o aspirante Alfredo Malan. Filho de um amigo de Castello, o general Alfredo Souto Malan, ele só soube o que sucedeu quando pousou, no fim do exercício. O Piper Aztec em que viajava o ex-presidente perdera o estabilizador vertical e o leme, caíra voando em círculos e terminara numa capoeira. Com o pulmão dilacerado e duas pernas fraturadas, o marechal estava morto. Se o governo se preparava para romper a legalidade, acabara-se num acidente estúpido o único homem capaz de, sozinho, encarregar-se do setor militar. Geisel, feito general de quatro estrelas e ameaçado por uma humilhante permanência no "canil', fora mandado por Castello para o Superior Tribunal Militar, instituição para a qual nunca se havia remetido (nem se haveria de voltar a remeter) um general-de-exército recém-promovido. Tornara-se síndico do edifício Parente, prédio soturno numa esquina do Leblon, em que vivia desde os anos 50. Dava longas caminhadas matinais pela praia. Evitava procurar colegas de farda, e por conveniência os colegas também procuravam evita-lo. Suspeitava que seu telefone estivesse grampeado e advertia os interlocutores: "Cuidado que tem uns filhos-da-puta ai que andam empoleirados nos cargos públicos, que querem ouvir minha conversa. De maneira que vão à merda". Golbery passara ao conforto do Tribunal de Contas da União Livrara-se do lotação, substituído por um carro oficial com motorista, e continuava em Jacarepaguá, com três macacos, um papagaio e uma arara no quintal. Chegou a dar uma entrevista ao O Jornal dizendo que "a Doutrina de Segurança Nacional não é absolutamente um instrumento de militares para afundar o Brasil na ditadura", mas pouca atenção mereceu. Ambos tornaram-se fósforos riscados.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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